Voaram 30 mil milhões para ‘offshores’ em apenas três anos

Valor transferido para ‘offshores’ subiu 67% entre 2016 e 2018, face aos três anos anteriores. Suíça, Hong Kong e Emirados são destinos mais comuns. Nos últimos três anos saíram de Portugal 30 mil milhões de euros para offshores. Um montante que equivale a mais de três vezes o orçamento do Serviço Nacional de Saúde e a 15% do PIB português. E que compara com os cerca de 18 mil milhões de euros que os bancos comunicaram ao Fisco relativos a transferências para paraísos fiscais, entre 2013 e 2015. As Finanças não avançam com qualquer justificação para o crescimento de 67% das transferências no ultimo triénio face aos três anos anteriores. Mas fiscalistas alertam: há cada vez mais particulares e empresas a utilizarem estas sociedades sediadas em territórios com tributação mais favorável.

Portugal foi o país da zona euro que mais compras fez por cartão em 2018

Portugal foi o país da zona euro que mais compras fez por cartão em 2018 em termos percentuais, com 70,5% dos pagamentos feitos por essa via. Relativamente a outros tipos de transacções, os pagamentos a crédito totalizaram 11,9% do total em 2018, uma descida de 0,3 pontos percentuais face a 2017. Já os débitos directos chegaram aos 9,7% do total de pagamentos em 2018, menos 1,4 pontos percentuais do quem em 2017. Em termos de pagamentos por dinheiro electrónico, atingiram o total de 2,9% em 2018, um aumento de 0,2 pontos percentuais face a 2017. Os pagamentos por cheque representaram 1,9% do total em 2018, menos 0,4 pontos percentuais do que em 2017.

Cartões bancários aumentam na zona euro

Em 2018 foram emitidos um total de 554 milhões de cartões bancários, o que representa um rácio de 1,6 cartões por habitante da zona euro (341 milhões de habitantes). Em média, as pessoas da zona euro gastaram 44 euros por transacção através de cartão, já que o número de operações aumentou 13% para 41,4 mil milhões, que totalizaram 1,8 biliões de euros. O relatório do BCE indica também que o total de máquinas de multibanco na zona euro desceu 0,3% para 300 mil, o que representa perto de uma máquina por 1.126 pessoas. Neste indicador Portugal também está à frente, estando juntamente com a Áustria na liderança de países que mais máquinas automáticas têm em relação à população.

Trabalhadores com salário mínimo representam 7% do total do emprego criado

Nos primeiros quatro meses de cada ano, no período mais recente com criação significativa de emprego, tem vindo a reduzir-se progressivamente o peso dos trabalhadores com remuneração igual ao SMN no total do emprego criado em termos homólogos, de 69% em 2017 para 24% em 2018 e apenas 7% em 2019″, indica o relatório sobre os 45 anos do salário mínimo elaborado pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho. O número de trabalhadores a receber o SMN era, em Abril, de 755,9 mil de acordo com as declarações de remunerações à Segurança Social, representando uma descida de 1,6% face ao período homólogo (menos 12 mil trabalhadores).

Portugal ainda não actualizou leis nacionais sobre protecção de dados

Portugal é um dos três países da UE, a par com a Grécia e Eslovénia, que ainda não actualizou leis, apesar de já ter aprovado novas regras. A Comissão continuará a acompanhar a legislação dos Estados-membros a fim de assegurar que, sempre que especifiquem o RGPD nas leis nacionais, estas continuem a estar em conformidade com o regulamento e que as respectivas leis nacionais não resultem em sobre regulamentação”, vinca o executivo comunitário. Se necessário, a Comissão não hesitará em utilizar os instrumentos à sua disposição, incluindo os procedimentos de infracção, para garantir que os Estados-membros transponham e apliquem correctamente as regras”.

Défice orçamental volta a descer e fica nos 536 milhões no primeiro semestre

Saldo apresenta menos cerca de 2 mil milhões do que no mesmo período do ano passado. É uma redução de 2.117 milhões de euros face ao mesmo período do ano passado, anunciou o Ministério das Finanças. O défice orçamental do primeiro semestre, que é divulgado em óptica de caixa, “está influenciado por efeitos que melhoram o saldo, mas que não têm impacto no apuramento em contas nacionais”, ou seja, a óptica dos compromissos e que conta para verificar se Portugal cumpre com as regras europeias.

Reservas de combustíveis em Portugal asseguram economia durante 90 dias

Plano de emergência da ENSE vai abranger hospitais, centros médicos, portos, aeroportos, aeródromos e heliportos. As reservas de combustíveis (de emergência e de segurança) asseguram o funcionamento da economia nacional e do país durante 90 dias sem que, nesse período, seja necessária a importação ou refinação de produtos acabados. De acordo com a ENSE, esta rede “identifica os principais pontos de fornecimento e carga de combustíveis, rotas de transporte, empresas transportadoras e bem assim soluções alternativas (meios físicos, mas também humanos) que possam garantir a implementação de diferentes respostas por forma a evitar constrangimentos no fornecimento dos diferentes locais de abastecimento, sobretudo, os classificados como prioritários”.

Dívida directa do Estado aumenta 1,2% em Junho

Em Junho de 2019, a dívida pública no âmbito do Programa de Assistência Financeira, ascendia a 51,6 mil milhões de euros (25,4% do PIB), dos quais 27,3 mil milhões de euros dizem respeito ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, 24,3 mil milhões de euros ao Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira e zero ao Fundo Monetário Internacional. Em Junho de 2019, o valor da dívida directa do Estado totalizava 246,6 mil milhões de euros, o que representa uma variação de -2,2% face ao final do mês anterior e um aumento de 1,2% face ao período homólogo de 2018.

Roadshow EETur

Decorreu na passada 5ª feira, dia 25 de julho o Roadshow EETur – Visita Técnica aos Empreendimentos Turísticos do Algarve.
Foram realizadas visitas às instalações de três empreendimentos turísticos onde foram implementadas medidas de Eficiência Energética. Esta iniciativa teve como objetivo fazer uma divulgação alargada de boas práticas, tecnologias e soluções inovadoras de eficiência energética nos edifícios, demonstrando assim o potencial de impacto económico das medidas de eficiência energética no setor do turismo.
O roadshow contou com cerca de 35 representantes de diversas entidades ligadas ao setor do turismo e de energia. Este evento serviu para captar a atenção das empresas do setor dos empreendimentos turísticos, fornecedores de tecnologias e serviços de energia, no sentido de estimular o interesse para a implementação de projetos de eficiência energética e energias renováveis nesses edifícios.
O evento foi promovido pelo ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade com o apoio dos parceiros regionais, a AHETA (Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, NERA (Associação Empresarial da Região do Algarve) e a ENERCOUTIM (Associação de Energia Solar de Alcoutim) no âmbito do projeto EETur, financiado pelo Programa CRESC ALGARVE 2020 ao abrigo do Sistema de Incentivos às Ações Coletiva.

Associações de anunciantes e de agências de publicidade de violam regras de mercado

A Autoridade da Concorrência (AdC) acusa a Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN) e a Associação Portuguesa de Agências de Publicidade, Comunicação e Marketing (APAP) “de limitarem o normal funcionamento do mercado ao estipularem uma regra impeditiva da livre participação das suas associadas em concursos de fornecimento de serviços de publicidade”. Em causa está uma regra “constante de um Guia de Boas Práticas para Concursos de Agências de Publicidade e Comunicação aprovado tanto pela associação representativa dos anunciantes como pela associação que representa as agências de publicidade”. De acordo com a AdC essa norma determina que os clientes devem limitar os concursos de aquisição de serviços de publicidade a três empresas, no máximo quatro, caso a actual empresa fornecedora do serviço também participe.