TAP aumenta em 10,4% número de passageiros em 2018

A TAP transportou 15,8 milhões de passageiros em 2018, mais 1,5 milhões de passageiros do que em 2017, o que corresponde a um aumento de 10,4%. As rotas europeias foram as que mais contribuíram para o aumento de passageiros no ano passado, registando o transporte de mais 932 mil passageiros do que em 2017, ou mais 10,7%. Nos voos entre Lisboa, Porto e Faro, a TAP transportou 1,1 milhões de passageiros no ano passado, revelando um crescimento de 9,4% face ao ano anterior. Os voos entre o continente e os Açores e a Madeira, segundo a transportadora aérea, foram os que registaram o maior crescimento relativo, de 13,5%, com 1,3 milhões de passageiros transportados, mais 156 mil do que no ano anterior.

Travão a fundo no optimismo: Europa perde confiança

O sentimento económico piorou “marcadamente”, tanto na Zona Euro, como em toda a União Europeia. Tanto os indicadores de sentimento, como o indicador de clima económico diminuíram de forma expressiva em Janeiro, revelou a direcção-geral de Economia e Finanças da Comissão Europeia. No que diz respeito ao indicador de clima económico da Zona Euro, a avaliação dos empresários sobre a produção passada piorou significativamente. Também as expectativas de produção se deterioraram fortemente, tal como a avaliação do stock de produtos acabados e da carteira de encomendas, seja total, seja para exportação. Entre os maiores países do euro, o sentimento económico só melhorou em França. Na Alemanha degradou-se, tal como em Itália e na Holanda.

Salários declarados à Segurança Social sobem 2,3%

A receita de contribuições aumentou 7,6% no ano passado, devido ao crescimento do emprego e das remunerações. Na contratação colectiva terão subido 3,3%. As remunerações base declaradas à Segurança Social estavam a crescer 2,3% em Novembro, em termos homólogos, o que aponta para uma variação real de 1,3%. A remuneração média mensal nesta base de dados, que reflecte essencialmente a situação no sector privado (abrangendo também parte das empresas públicas e os funcionários públicos contratados de 2016 para cá) é de 934 euros. As contribuições aumentaram 7,6% em 2018, num acréscimo de cerca de 1,2 mil milhões de euros, essencialmente explicado pelo aumento do emprego (729 milhões de euros), de remunerações (404 milhões de euros) e de “eficiência” (59 milhões), o que poderá estar relacionado com a cobrança de dívidas em atraso.

Publicidade gera 2,5 mil milhões de euros na economia, garantem os anunciantes

O investimento publicitário de 570,8 milhões de euros em 2017 “permitiu gerar cerca de 2,5 mil milhões de euros no Produto Interno Bruto (PIB) “no curto prazo”, representando 1,3% do total da riqueza produzida em Portugal. A publicidade foi responsável, em 2017, pela sustentação de 51.250 postos de trabalho, o que representa 1,1% do emprego total nacional. Deste montante, a televisão captou mais de 50% do investimento, cerca de 308,8 milhões de euros, a Internet 116,5 milhões de euros, o ‘outodoor’ 66,8 milhões de euros, a rádio 40,8 milhões de euros e a imprensa 36 milhões. O cinema, em 2017, captou 1,8 milhões de euros de investimento publicitário. Em cinco anos, o investimento publicitário na imprensa caiu mais de metade (54%) – de 88 milhões de euros em 2012 para 36 milhões de euros em 2017 -, tendo sido ultrapassada pela rádio.

Estado injectou 886 milhões na Infra-estruturas de Portugal no ano passado

A necessidade de cobrir o financiamento da Infra-estruturas de Portugal foi a razão para mais um reforço de capital na empresa pública. Em 2018, foram colocados 886 milhões de euros na gestora de infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias. Com este reforço, o capital da empresa responsável por assegurar as infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias fixou-se em 5,8 mil milhões de euros. O ano passado foi apenas mais um em que o Estado foi chamado a capitalizar a empresa que resultou da fusão das antigas Estradas de Portugal e Refer. Desde 2015, os aumentos de capital da IP cifraram-se em mais de 3,2 mil milhões de euros.

Bancos. Lucros de 132,1 milhões de euros com meios de pagamento

Pela primeira vez desde que há registo pelo regulador, a banca registou proveitos acima dos custos. Comissões cobradas ditam a nova tendência. Cada cliente custou ao banco 98 euros, menos 11 euros do que em 2013. Os bancos lucraram 132,1 milhões de euros em 2017 só com a disponibilização de meios de pagamento como cartões de débito, pré-pagos e de crédito. Esta subida deve-se, em grande parte, às comissões cobradas pelas instituições financeiras. Os custos com a disponibilização dos instrumentos de pagamento de retalho em 2017 totalizaram 793,3 milhões de euros (0,44% do Produto Interno Bruto (PIB)) e os proveitos 925,4 milhões de euros (0,5% do mesmo indicador)”, revela o estudo “Custos Sociais dos Instrumentos de Pagamento de Retalho em Portugal” realizado pelo Banco de Portugal (BdP).

Custos para comerciantes com cartões de crédito aumentam

Os comerciantes registaram encargos de 1206,4 milhões de euros com meios de pagamento em 2017, dos quais 58% ligados à aceitação de numerário e 36,8% a cartões de pagamento. De acordo com o BdP, “um dos elementos de custo mais relevante para os comerciantes na aceitação dos diferentes instrumentos de pagamento são as comissões pagas ao sistema bancário e às empresas de transporte de valores, que representaram 25,3% do custo total que assumiram. A este nível destacam-se os custos relacionados com os cartões de pagamento, dadas as comissões associadas aos cartões de crédito (82,2%) e de débito (52,7%).

Bancos deram crédito de risco porque sabiam que iriam ter dinheiro do Estado

Estudo divulgado pelo BCE conclui que bancos portugueses canalizaram o crédito para devedores de risco. O Estado português assumiu custos de mais de 17 mil milhões de euros em dez anos para salvar bancos. Essa é uma das conclusões de um estudo divulgado pelo Banco Central Europeu (BCE) que analisa a actuação dos bancos portugueses em 2011 e 2012, antes da Autoridade Bancária Europeia (EBA) lhes exigir mais capital. O estudo conclui que a ajuda prometida pelo Estado à Banca foi um incentivo a esse tipo de actuação.

Fisco vai actualizar coeficientes de localização das casas para o IMI

Os peritos vão rever os coeficientes de localização que servem de referência para o cálculo do valor patrimonial tributário dos imóveis. Efeito não será automático, mas, havendo uma avaliação, pode fazer subir ou descer o valor dos prédios e o IMI a pagar. As Finanças deram, na semana passada, o pontapé de saída para a realização de mais uma revisão do zonamento para efeitos de determinação do Valor Patrimonial Tributário (VPT) dos imóveis.

Ajudas aos bancos ainda podem custar mais €5,5 mil milhões aos contribuintes

Até agora, o Estado já gastou cerca de €18 mil milhões para ajudar a salvar bancos, mas a factura a pagar pelos contribuintes pode aumentar nos próximos anos. Entre 2008 e 2017, o Estado gastou €16,7 mil milhões em apoios aos bancos, de acordo com as contas do Tribunal de Contas. Já em 2018, a factura cresceu em €932 milhões com a transferência de €792 milhões para o Novo Banco e €140 milhões de empréstimo ao fundo que vai pagar aos lesados do BES. Esta última parcela é, para já um financiamento, mas, caso não seja possível recuperar os activos do fundo, podem mesmo vir a ser perdidos pelo Estado. E a factura total com os bancos não se fica por aqui. Há mais €5,5 mil milhões em risco que podem levar o total para €23,3 mil milhões.