Diminuem dívidas prescritas ao fisco

Os números mostram que 39% da dívida fiscal foi anulada e 13% prescreveu, o que acontece, em regra, decorridos oito anos após o ano em que se produziu o facto. Segundo a Conta Geral do Estado, a prescrição das dívidas fiscais situou-se no ano passado em 241,3 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 212 milhões de euros relativamente ao ano anterior. Apesar de ser o imposto com o maior decréscimo, o IVA é o que tem mais peso no total das prescrições registadas.

Airbnb teve impacto económico de 2000 milhões de euros em Portugal em 2018

Os utilizadores da plataforma de alojamentos Airbnb geraram em 2018 mais de 2000 milhões de euros de impacto económico directo em Portugal e um valor global de 86 mil milhões a nível mundial, revelou hoje a empresa. Portugal foi o 10.º país com o maior impacto, numa lista de 30 países, encabeçada pelos Estados Unidos, França e Espanha. Em relação aos anfitriões portugueses na plataforma da Airbnb, 78% dizem recomendar actividades culturais aos hóspedes, como a visita a museus, festivais ou locais históricos. Em 85% dos casos, os hóspedes afirmam que uma localização mais conveniente que a dos hotéis influi na sua decisão de usar a Airbnb e 69% deles afirmam que na sua decisão de usar a plataforma teve influência em quererem explorar um bairro em concreto.

Dívida do Estado custa 25 mil euros a cada cidadão

Feitas as contas, isto significa que cada português é responsável pelo pagamento de cerca de 25 mil euros. Apesar da subida (mais 200 milhões face a Abril), o cenário não é, para já, dramático. Este ano Portugal deverá amortizar um total de 15 mil milhões e os restantes podem ir sendo amortizados ao longo dos próximos 50 anos. Outro factor importante é o dinheiro que o Estado tem em caixa. Esta almofada financeira atingiu em Maio os 23,1 mil milhões de euros, um montante que pode ser abatido à dívida global. Enquanto o Estado registar um défice nas suas contas (e em Maio foram 637 milhões) a dívida pública terá sempre tendência para aumentar.

Desemprego na zona euro cai para 7,5% em Maio e regista novo mínimo de 2008

A taxa de desemprego na zona euro caiu ligeiramente para 7,5% em Maio, atingindo mínimos de Maio de 2018. Na Europa, o desemprego fixou-se em 6,3% em Maio, menos 0,6 pontos percentuais do que em igual período do ano passado. Este valor é o mais baixo desde Janeiro de 2000. O Eurostat estima que existiam mais de 15,5 milhões de cidadãos europeus desempregados, durante o mês de Maio. Os níveis de desemprego mais baixos verificaram-se na República Checa, com 2,2%, Alemanha, com 3,1%, e Holanda, com 3,3%. Já as taxas mais elevadas verificaram-se na Grécia, que atingiu 18,1% Espanha, com 13,6%, e Itália, com 9,9%.

Dívida pública sobe 200 milhões para novo máximo em Maio

A dívida pública aumentou 200 milhões de euros em Maio, face ao mês anterior, fixando um novo máximo de 252,5 mil milhões de euros. Desde o início do ano que a dívida pública tem vindo a aumentar. Face ao final de Dezembro de 2018 já subiu 7,6 mil milhões de euros. O Banco de Portugal anunciou em Maio que a dívida total na óptica de Maastricht – a que conta para Bruxelas – estava em 250.387 milhões de euros no final do primeiro trimestre deste ano. O peso da dívida pública medido em percentagem do produto interno bruto (PIB) desceu para cerca de 120% no primeiro trimestre.

Bancos fecharam um terço dos balcões desde 2008

Número de balcões bancários é o mais baixo desde 1995. Em Lisboa encerraram 40% nos últimos 10 anos; no Porto desapareceram 37,8%. Hoje há muitas cidades que não têm um único balcão aberto. Os bancos encerraram um terço dos seus balcões desde a crise de 2008. O resgate financeiro de Portugal, a resolução do BES, o fim do Banif, e os enormes prejuízos nos grandes bancos explicam parte dos encerramentos. A digitalização dos serviços financeiros e da economia e a forte concorrência das “fintechs” fez o resto.

Endividamento da economia sobe para 727 mil milhões

O endividamento da economia situava-se em 727 mil milhões de euros no passado mês de Abril, dos quais 326,1 mil milhões diziam respeito ao sector público e 400,9 mil milhões ao sector privado. O endividamento da economia registou um aumento de 2,6 mil milhões de euros. “Este aumento resultou do incremento de 2,8 mil milhões de euros no endividamento do sector público, que foi parcialmente compensado pela redução de 0,2 mil milhões de euros no endividamento do sector privado”, justifica o BdP.

Défice melhora com subida das receitas face às despesas

O défice das administrações públicas fixou-se em 637 milhões de euros até Maio, menos 1.573 milhões de euros face ao mesmo período de 2018, com a receita a crescer 6,5%, muito acima da despesa. A melhoria deveu-se ao crescimento da receita de 6,5%, em comparação com o mesmo período do ano passado, um aumento mais de cinco vezes superior à subida de 1,2% da despesa.

Inflação estacionou nos 0,4% em Junho

A estimativa da taxa de variação homóloga do índice de preços no consumidor (IPC) foi de 0,4% em Junho, um valor idêntico ao apurado em Maio. Porém, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) o indicador de inflação subjacente excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos terá acelerado em Junho. Neste mês a variação homóloga estimada foi de 0,6% face a 0,5% registado em Maio. Já a taxa de variação relativa aos produtos energéticos terá diminuído para -2,4%, o que compara com uma taxa nula no mês anterior.