Lay-off clássico sobe e contraria outros indicadores

Já há mais trabalhadores em lay-off clássico do que no chamado “apoio à retoma”. Novas restrições podem ajudar a explicar porquê. O número de trabalhadores abrangidos por lay-off clássico do Código do Trabalho voltou a subir, repetindo o segundo nível mais alto da série que começa em 2006. A evolução do apoio, que é essencialmente útil para as empresas que queiram reduzir horas de trabalho, contraria os indicadores de recuperação de atividade. Porém, a subida acompanha um progressivo recuo no chamado “apoio à retoma”

Pandemia leva ao aumento de venda de hotéis em Portugal

Existem 166 hotéis à venda em Portugal, o que representa um aumento de 1% no espaço de um ano. Os números foram avançados pelo idealista e indicam que a região de Lisboa viu disparar o número de hotéis à venda com aumento de 75%. A região Centro lidera a lista de unidades turísticas disponíveis no mercado, com 44 unidades em Novembro deste ano. Seguem-se a região Norte e o Algarve, com 40 e 27 hotéis anunciados para venda, respetivamente, no mesmo mês. Já em relação aos dados por distritos/ilhas, é em Faro onde existem mais empreendimentos turísticos à venda – um total de 27. Seguem-se o Porto (23), Lisboa (21), Setúbal (11), Viseu (11), Leiria (10) e a ilha da Madeira (9).

Três quartos das pessoas ficaram presas ao salário mínimo

Larga maioria das pessoas que recebiam salário mínimo em Julho de 2020 passaram a receber o novo valor mínimo um ano depois. Há, no entanto, “sinais de relativo dinamismo” e progressão no mercado. Mais de três quartos (77,6%) das pessoas que recebiam o salário mínimo em Julho de 2020 (635 euros brutos) continuaram a receber o novo salário mínimo um ano depois (665 euros), revela o estudo do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) que foi elaborado para a reunião de concertação social sobre o assunto, mas que não chegou a ser enviado aos parceiros sociais.

Empresas da Zona Franca da Madeira vão ter de devolver mil milhões em benefícios ilegais

O Fisco vai exigir a 300 empresas da Zona Franca da Madeira que reponham nos cofres públicos cerca de mil milhões de euros de benefícios ilegais. Em causa está a atribuição indevida de uma taxa reduzida de IRC. Os benefícios foram concedidos desde 2007 contrariando as regras do mercado interno. De acordo com as regras, as sociedades só poderiam ter uma taxa de IRC reduzida (de 3% a 5%) se criassem e mantivessem postos de trabalho. Porém, a Comissão Europeia entendeu que o compromisso de manutenção de emprego não foi cumprido, tendo declarado os auxílios ilegais. Em causa estão as empresas criadas entre 2007 e 2014, que beneficiaram de um IRC mais baixo até 2020.

Desemprego registado volta a descer

O desemprego registado voltou a descer em Outubro, segundo os dados atualizados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Segundo os números, até ao final do mês passado havia 351.667 indivíduos inscritos nos centros de emprego. Feitas as contas, o total de desempregados registados em Portugal foi inferior ao verificado no mesmo mês do ano passado (-51.887; -12,9%) e, no mesmo sentido, face ao mês anterior (-7.481; -2,1%). Por regiões, ainda no que diz respeito ao mês de outubro, o desemprego registado no país, em termos homólogos, diminuiu em todas as regiões, com principal destaque para as regiões do Algarve (-28,1%) e da região autónoma da Madeira (-19,3%).

Endividamento do Estado, empresas e famílias cresce em setembro

O endividamento do setor não financeiro (administrações públicas, empresas e particulares) aumentou 600 milhões de euros em Setembro face ao mês anterior, para 764,5 mil milhões de euros, avançou o Banco de Portugal (BdP). O endividamento do sector público (administrações públicas e empresas públicas) diminuiu 1,4 mil milhões de euros, para 345,1 mil milhões de euros. Já o endividamento do sector privado (empresas privadas e particulares) cresceu dois mil milhões de euros, para 419,4 mil milhões de euros. O endividamento das empresas privadas cresceu 1,3 mil milhões de euros, “devido, principalmente, ao financiamento obtido junto do exterior.

Portugal está a transformar-se num ‘país de salários mínimos’

A remuneração média nacional aumentará 10,1% entre 2015 e 2022, ao mesmo tempo que o salário mínimo subirá 39,6%, fazendo com que Portugal se transforme num país de salários mínimos. Entre 2015 e 2022, segundo dados do Ministério do Trabalho, o salário médio aumentará 96 euros, para 1.048 euros, enquanto o salário mínimo nacional subirá 200 euros, para 705 euros (segundo a intenção manifestada pelo Governo). A ‘distorção salarial’, como lhe chama o economista, está a determinar que o salário mínimo nacional (atualmente de 665 euros) represente uma proporção cada vez maior do salário médio, tendo já atingido 67,3% da remuneração média.

Rendimento real das famílias ‘per capita’ caiu 3,8% na OCDE

O rendimento familiar real ‘per capita’ caiu 3,8% na OCDE no segundo trimestre de 2021 após um crescimento superior a 5% nos três meses anteriores, com a organização a atribuir a quebra à “queda acentuada” no rendimento nos EUA. Esta redução no rendimento familiar real ‘per capita’ no segundo trimestre segue um aumento de 5,2% no primeiro trimestre (valor revisto em baixa face aos 5,8% anunciados em Agosto). Com exceção de três países, todos os Estados-membros da OCDE registaram um aumento do PIB ‘per capita’ durante o segundo trimestre deste ano. Assim, a OCDE afirma que foram registados aumentos do rendimento real das famílias no Canadá (1,4%), França (0,6%), Alemanha (0,2%) e Itália (0,1%).

Portugal produz resíduos de plástico acima da média europeia

As embalagens de plástico em Portugal representam 8% dos resíduos. Cada habitante está a produzir cerca de 40,3 quilos por ano, acima da média da União Europeia. Precisamos de medidas para reduzir o consumo de plástico, porque, se os outros países conseguem, nós também vamos conseguir. O país continua a mandar diretamente 33% dos resíduos para aterro. Se considerarmos esse refugo, chegamos a 58% que estamos a enviar para aterro. Ainda é uma parte considerável.

Fim de moratórias põe €1,8 mil milhões de créditos em risco

Há créditos em torno de €1,8 mil milhões que estão com sérios indícios de incumprimento agora que terminaram as moratórias e que regressou a obrigação de pagar as prestações. Os cálculos são feitos com base nos números que foram facultados pelos cinco maiores bancos na apresentação de resultados dos primeiros nove meses do ano. Este montante equivale aos créditos concedidos que estavam protegidos pelas moratórias e que estão classificados em stage 3, o nível em que os bancos colocam os empréstimos com incumprimento. É um número que tem como referência 30 de Setembro, data em que terminou a generalidade das moratórias e em que, portanto, o pagamento das prestações ainda não tinha sido retomado.