Exportações caem 7,3% em julho, já as importações descem 21,2%

O défice da balança comercial de bens diminuiu 1.147 milhões de euros face ao mês homólogo de 2019, atingindo 716 milhões de euros em julho de 2020.  As exportações caíram 7,3% em Julho, uma taxa inferior à registada no mês anterior (-9,8%), o que dá um sinal de recuperação do indicador, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). As importações, por seu turno, deslizaram 21,2% em julho, valor que compara com a queda de 22,6% registada no mês anterior, ainda segundo o INE.  No trimestre terminado em Julho de 2020, as exportações e as importações de bens diminuíram respetivamente 19,2% e 28,0% face ao trimestre terminado em Julho de 2019 (-30,6% e -34,2%, pela mesma ordem, no 2º trimestre de 2020.

PIB da zona euro e UE com quebras históricas no 2.º trimestre

Entre Abril e Junho, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro recuou 14,7% e o da UE 13,9%, a maior quebra desde o início das séries temporais, em 1995. Face ao primeiro trimestre do ano, o PIB da zona euro caiu 11,4% e o da UE 11,8%. A Espanha (-22,1%), a França (-18,9%) e a Itália (-17,7%) apresentaram os maiores recuos homólogos do PIB, não tendo havido crescimento em nenhum dos 27 e com Portugal a registar a sexta maior quebra (-16,3%). Face ao primeiro trimestre de 2020, a Espanha encabeça também a lista dos 27 estados-membros, com um recuo de 18,5% na sua economia, seguindo-se a Croácia (-14,9%), a Hungria (-14,5%), a Grécia (-14,0%) e Portugal (-13,9%).

Turismo na UE sofreu uma quebra de 75% em Junho

O turismo na União Europeia (UE) sofreu uma quebra de 75% em Junho face a Fevereiro, em consequência da pandemia de covid-19, segundo dados divulgados pelo Eurostat, que revelam ainda que os restantes serviços apresentaram um recuo de 16,4%. No setor do turismo, as agências de viagens e operadores sofreram as maiores quebras na sua atividade (-83,6%), seguindo-se o transporte aéreo (-73,8%), alojamento (-66,4%) e restauração (-38,4%). O Eurostat indica ainda que o setor da hotelaria e alojamento pesou 79,0 mil milhões de euros em 2017 na UE, o que representa 1,3% do valor acrescentado da economia empresarial não financeira, e a restauração e similares 96,4 mil milhões (1,6%), com quotas de emprego de 1,9% e 4,0%, respetivamente.

Portugal entre países com carga fiscal mais alta face ao PIB

OCDE diz que é um caso atípico, tal como a Grécia e a Hungria. Do lado oposto estão os EUA, Suíça e Irlanda. Portugal está entre os países em que a carga fiscal é demasiado alta tendo em conta o produto interno bruto (PIB) per capita nacional. A conclusão é da organização para a Cooperação de Desenvolvimento Económico (OCDE) no relatório anual sobre política tributária.

Os países com níveis mais baixos de PIB per capita tendem a ter rácios de impostos sobre o PIB mais baixos (por exemplo, Argentina, Chile, Indonésia, México, África do Sul e Turquia), enquanto os que têm o PIB per capita alto, tendem a ter receitas fiscais mais altas em proporção do PIB”.

Turismo na UE sofreu uma quebra de 75% em Junho

O turismo na União Europeia (UE) sofreu uma quebra de 75% em Junho, enquanto os restantes serviços apresentaram um recuo de 16,4%. No setor do turismo, as agências de viagens e operadores sofreram as maiores quebras na sua atividade (-83,6%), seguindo-se o transporte aéreo (-73,8%), alojamento (-66,4%) e restauração (-38,4%). Com o alívio das medidas de confinamento, o setor da restauração e similares foi o que mais recuperou, seguindo-se o do alojamento, com o transporte aéreo a subir ligeiramente e o setor das agências e operadores turísticos a manter-se basicamente no mesmo nível.

Insolvências disparam 64,5% em agosto e 10,6% desde início do ano

As insolvências de empresas em Portugal aumentaram 64,5% em Agosto face ao período homólogo, acumulando uma subida de 10,6% em 2020, enquanto as novas companhias criadas diminuíram 10,2% e quase 30%, respetivamente. 199 empresas insolventes, mais 78 que no período homólogo de 2019. No acumulado do ano, o aumento é de 10,6%, com um total de 3.342 insolvências, mais 319 que no mesmo período do ano passado. Os crescimentos homólogos mais significativos verificaram-se, contudo, em Angra do Heroísmo (+50%), Castelo Branco (+50%), Faro (+43,2%), Viana do Castelo (+39,5%), Évora (+29,6%), Beja (+29,4%), Ponta Delgada (+27,8%), Madeira (+25,4%) e Santarém (+14,7%).

Bancos concederam mais de 6 mil milhões de euros em linhas de crédito nos primeiros seis meses do ano

Até ao mês de Junho, os cinco maiores bancos nacionais – Caixa Geral de Depósitos (CGD), Santander Portugal, BCP, BPI e Novo Banco – concederam mais de seis mil milhões de euros em linhas de crédito, segundo dados da Associação Portuguesa de Bancos (APB). E houve moratórias concedidas a quase 400 mil clientes. O Novo Banco aprovou mais de 38 mil nos primeiros seis meses do ano, num total de 6,8 mil milhões de euros, o que significa que as moratórias representam cerca de 25% do crédito consolidado do banco. O BCP disponibilizou 2,2 mil milhões de euros até junho, num total de 13 mil operações; o Santander 1.300 milhões e a CGD 1.266 milhões de euros, sendo que o banco estatal anunciou uma nova linha de 500 milhões de apoio a micro, pequenas e médias empresas. Os bancos que concederam menos foram o Novo Banco (967 milhões), e o BPI, com 549 milhões de euros.

Inflação da zona euro cai para terreno negativo e fixa-se em -0,2% em Agosto

Doze países da União Europeia continuaram a apresentar taxas de inflação negativas no mês de Agosto. O Eurostat considera que os principais componentes da inflação da zona euro, como alimentos, álcool e tabaco, deverão assinalar a maior taxa anual. De acordo com o organismo estatístico europeu, existem 12 Estados-membros da União Europeia com taxas negativas no mês de Agosto. É o caso de Portugal e do Luxemburgo, que registam -0,2%, à semelhança da inflação da zona euro, Alemanha (-0,1%), Bélgica (-0,9%), Itália e Letónia (-0,5%), Estónia e Irlanda (-1,2%), Grécia (-2,1%), Espanha (-0,6%), Eslovénia (-0,7%) e Chipre (-2,9%).

Contribuintes fazem 4383 queixas aos serviços do Fisco

Em causa estão, sobretudo, problemas relacionados com execuções fiscais e o Imposto Único de Circulação. Desde o início do ano até ao final de Junho, os contribuintes apresentaram junto do Portal das Finanças 4383 queixas e, em média, os queixosos foram contactados pelos serviços do fisco passados dois dias após terem feito a reclamação. Os contribuintes reclamaram sobretudo por causa de execuções fiscais – nomeadamente por terem dúvidas sobre a origem das dívidas em cobrança executiva ou por demora na aplicação de valores penhorados – e também em relação ao Imposto único de Circulação – aqui, os problemas têm que ver com alterações de propriedade não refletidas no cadastro da AT e em relação à tributação de veículos usados importados (a AT tem vindo a ser condenada nestes casos).

27 milhões de documentos de cobrança por ano

A AT lembra que é responsável por assegurar a liquidação dos impostos legalmente devidos, emitindo mais de 27 milhões de documentos de cobrança por ano para serem pagos pelos contribuintes. Neste contexto, verifica-se que – em 2019 – apenas 0,2% das liquidações foram objeto de reclamação graciosa. E, das reclamações graciosas decididas em 2019, em 53% dos casos foi emitida uma decisão favorável ao contribuinte. Desde 1 de Janeiro de 2020, a AT tem um serviço de apoio e defesa do contribuinte, onde são reunidas as queixas referentes a injustiças ou irregularidades em procedimentos administrativos tributários ou aduaneiros, bem como em processos de execução fiscal e de contraordenação da responsabilidade do fisco.