Desde 2012 que o número de desempregados não crescia tanto num mês de Agosto

O desemprego registado nos centros de emprego em Portugal continua a observar descidas homólogas de dois dígitos, mas este Agosto foi o pior mês dos últimos seis anos. O número de inscritos nos centros de emprego continua 19% abaixo dos níveis registado há um ano. No total, há 338.147 desempregados inscritos no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Os últimos dados conhecidos sobre a taxa de desemprego referem-se a Julho, mês em que a taxa terá estabilizado nos 6,8%, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Este valor é o mais baixo em quase 16 anos.

Já é possível fazer transferências imediatas

Já é possível realizar transferências bancárias imediatas, isto é, em poucos segundos. O Banco de Portugal anunciou que o seu sistema de pagamentos já permite transferências imediatas. O supervisor frisou que a adesão a este sistema é facultativa por parte das instituições financeiras. O Sistema de Compensação Interbancária (SICOI) – sistema de pagamentos, gerido e regulado pelo Banco de Portugal, que processa a generalidade das operações de pagamento ordenadas diariamente pelos particulares e pelas empresas em Portugal – passou a permitir o processamento de transferências imediatas.

Dívida pública fixou-se em 125,8% do PIB no 2º. trimestre

Segundo a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), no final de Junho, a dívida pública na óptica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, atingiu 246,7 mil milhões de euros, o que corresponde a 125,8% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 131,7% no final de Junho de 2017. Esta evolução é explicada por vários contributos: saldo primário (-3,2 p.p.), efeito dinâmico, ou seja, taxa de crescimento do PIB nominal superior à taxa de juro nominal implícita no stock de dívida (-0,9 p.p.), bem como o efeito ajustamento défice-dívida (-1,9 p.p.)”, lê-se na nota.  

Venda de créditos imobiliários problemáticos pode valer €5,2 mil milhões

A venda de portefólios de Non-Performing Loans (NPLs na sigla inglesa – créditos problemáticos) em Portugal poderá atingir um volume superior a €5,2 mil milhões no acumulado de 2018 e 2019, estima a consultora imobiliária Prime Yield. O perfil dos investidores que agora apostam na compra daquele tipo de activos, serão sobretudo fundos e empresas de prestação de serviços, embora estes últimos também já detidos por fundos. Aquela consultora garante que 2017 foi já um ano bastante dinâmico na venda de carteiras de NPL em Portugal – que terá ficado em cerca de €2 mil milhões.

Airbnb. Portugal recebeu quase 1,4 milhões de hóspedes no Verão

Este número representa um aumento de 18% nas chegadas de visitantes ao nosso país. De acordo com a plataforma, Portugal continua a ser um dos destinos mais populares da Europa entre os viajantes de todo o mundo, que gastaram no mercado nacional uma média de 82 euros por noite. Lisboa, Porto e Lagos permanecem no topo dos destinos mais visitados através do Airbnb, seguidos de Albufeira, Portimão, Faro, Ponta Delgada, Quarteira, Vila Nova de Gaia e Tavira. Relativamente a destinos-tendência, Moura (Beja), Vendas Novas (Évora), Paços de Ferreira, Leça do Balio e Canelas (Porto) foram as localidades com maior crescimento entre os viajantes que escolheram o nosso país este Verão.

Airbnb. Portugueses aumentam 32%

Para os nacionais, Portugal continua a ser o destino preferido, seguido de Espanha, Itália, França, Croácia, Reino Unido, Estados Unidos, Grécia, Alemanha e Holanda. “De facto, o número de portugueses que ficaram em alojamentos anunciados na Airbnb este Verão aumentou 32%. No total, cerca de 230 mil hóspedes portugueses fizeram check-in em alojamento anunciados através da plataforma neste Verão¹, incluindo 66 mil famílias. A nível mundial, o número de hóspedes também bateu um recorde de 60 milhões. A noite com mais hóspedes registados foi a 11 de Agosto, na qual 3,5 milhões de visitantes fizeram o check-in na plataforma.

Consumo. Bancos deram 600 milhões de euros em Julho

Este valor representa um aumento de quase 10% (mais 52 milhões de euros) quando comparado com igual período do ano passado. O crédito pessoal sem finalidade específica foi o que captou mais dinheiro: 227,7 milhões de euros. Na locação financeira ou ALD para carros novos, foram emprestados 33,2 milhões de euros e mais 8,4 milhões de euros para carros usados. Já na modalidade com reserva de propriedade e outros para carros novos, foram emprestados quase 68 milhões de euros e mais de 173 milhões de euros para automóveis usados. Apenas nos cartões de crédito se verificou uma diminuição na disponibilização de crédito. Foram 78 milhões de euros, em Julho, menos 10% quando comparado com os 86,6 milhões registados no período homólogo.

Salários em Portugal sobem abaixo da média da UE

Portugal é o quarto país da União Europeia (UE) onde os custos com o trabalho menos subiram. Entre Março e Junho deste ano, os encargos com vencimentos no País cresceram apenas 1,2% face ao mesmo período do ano anterior.  Atrás de Portugal, o Luxemburgo teve a menor subida da UE, com os custos por hora trabalhada a aumentarem 0,6%, seguindo-se a Espanha, com um acréscimo de 0,7% e a Holanda cresceu 0,9%. A comparação é sempre feita em termos homólogos. Os custos por hora trabalhada entre os 28 países da UE cresceram 2,2% no segundo trimestre, face ao período homólogo de 2017. No que toca à zona Euro, o acréscimo é de 2,6%.

Empresas devem subir salários até 3% em 2019

Depois de terem aumentado os salários entre 1,4% e 3,1% este ano, as empresas contam voltar a subir as remunerações dos seus trabalhadores em 2019. As expectativas médias de incremento salarial estão entre os 1,9% e os 3,1% para a maioria das funções. Ao mesmo tempo, são menos as empresas que pretendem congelar salários no próximo ano. A avaliação individual, o posicionamento na grelha salarial e os resultados da empresa é que determinam a atribuição de aumentos salariais. Também os salários dos recém-licenciados no primeiro emprego aumentaram 5% em 2018. 48% das empresas quer contratar mais trabalhadores em 2019, enquanto apenas 2% pretende diminuir o número de colaboradores.

Subsídio de desemprego vai aumentar em 2019

De acordo com dados da Segurança Social, existem neste momento em Portugal cerca de 168 mil beneficiários de subsídio de desemprego. Destes, 132 mil recebem o subsídio “principal” – ou seja, o valor mínimo. A manter-se a tendência actual de crescimento da economia, o subsídio de desemprego dos portugueses deverá ter um aumento entre os sete e os 17,5 euros mensais em 2019. Esta subida irá resultar da aplicação da fórmula de actualização do indexante de apoios sociais (IAS) – o indicador que serve de referência à actualização das pensões e de várias prestações sociais. O valor do subsídio de desemprego corresponde, regra geral, a 65% da remuneração líquida que a pessoa recebia enquanto estava a trabalhar.