Trabalho temporário cresceu 50% nos últimos cinco anos

Para 2019 e 2020, o mesmo estudo prevê que a tendência de crescimento se mantenha, tanto a nível de trabalhadores como em volume de negócios, ainda que a um ritmo mais baixo do que nos anos anteriores. Em 2018, as empresas portuguesas de trabalho temporário viram a facturação aumentar 6,1% para os 1.350 milhões de euros. Uma tendência que resultou no aumento de 50% deste tipo de trabalho. No final do ano de 2018 existiam 220 empresas autorizadas para operar neste sector. Do total, 106 estão sediadas em Lisboa e 74 na zona Norte. Em 2017, em termos de facturação, as cinco maiores empresas conseguiram uma quota de mercado conjunta de 40%. No mesmo ano, eram 99.823 os trabalhadores de empresas de trabalho temporário.

Portugal pode perder mais de 9000 empregos com hard Brexit

A saída do Reino Unido da União Europeia sem acordo pode conduzir à perda de 9200 postos de trabalho em Portugal, calcula um estudo publicado pelo think tank alemão Halle Institute of Economic Research (IWH), segundo o qual um hard Brexit, que se poderá precipitar a 29 de Março, ameaça 600 mil empregos em todo o mundo. Os dados da avaliação para Portugal revelam um número de postos de trabalho em risco bastante abaixo daqueles para que apontam as previsões para outros países europeus, como Alemanha (102.900), França (49.800), Polónia (46.500) ou Itália (46.200). Portugal, com exportações para o Reino Unido que fazem 4,97% das vendas ao exterior, sofre em percentagem de postos de trabalho ameaçados mais do que Itália ou França, onde o peso das exportações para o Reino Unido é superior – 5,74% e 6,14%, respectivamente.

Execução fiscal passa a aplicar-se à cobrança coerciva de custas, multas e coimas

O parlamento aprovou, em votação final global, a lei do Governo para aplicação da execução fiscal à cobrança coerciva das custas, multas e coimas, com o objectivo de aumentar a eficiência no recebimento de quantias devidas. O Governo considera, no texto do diploma, que se trata de uma medida “com enorme impacto sistémico, assegurando maior uniformidade de critérios e procedimentos, permitindo aumentar a eficiência da cobrança das quantias devida ao Estado, libertando meios humanos”. O diploma determina que compete à Autoridade Tributária e Aduaneira promover a cobrança coerciva das custas, multas, coimas ou de outras quantias, bem como os juros de mora devidos.

Défice comercial fixou-se em 2,7 mil milhões de euros no ano passado.

As exportações de bens aumentaram 5,3% em 2018, enquanto as importações aumentaram a um ritmo superior (mais 8%), engordando o défice comercial em 2,7 mil milhões de euros, revelaram os dados Instituto Nacional de Estatística (INE). Excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações e as importações cresceram respectivamente 5,5% e 7,6% em 2018 (mais 8,9% e mais 11,4% em 2017). Só em Dezembro, as exportações subiram 7,3%, enquanto as importações aumentaram 7,5%, contribuindo para um défice comercial de 1615 milhões de euros, mais 122 milhões de euros face a igual período do ano passado.

Bruxelas mais pessimista revê em baixa crescimento português

A Comissão Europeia reviu em baixa a sua previsão para o crescimento da economia portuguesa este ano, prevendo uma expansão de 1,7%, abaixo da estimativa de 2,2% do Governo. A expansão económica deve continuar moderada devido sobretudo a uma contribuição mais fraca das exportações líquidas. A Comissão Europeia também reviu em baixa, em 0,1 pontos percentuais, a estimativa de crescimento do PIB português para 2,1% em 2018, face aos 2,2% antecipados. Comissão Europeia também antecipa que a inflação aumente ligeiramente para 1,3% em 2019″, face aos 1,2% apontados para 2018.

Abate de 330 mil carros poupará 230 milhões de euros

O abate de 330 mil carros em fim de vida levaria a poupanças de 164 milhões de litros de combustível, o que representa 230 milhões de euros por ano. Os veículos ligeiros de passageiros que circulam no País têm hoje, em média, 12,6 anos, quase o dobro face a 2001. Há 700 mil veículos com mais de 20 anos. Os veículos entregues para abate no ano passado tinham, em média, 21,6 anos. Dez anos antes, em 2008, não chegava aos 17. Em cada mil portugueses, 470 têm um automóvel ligeiro de passageiros. Na União Europeia, o valor ascende a 507 carros.

Número de novas empresas aumentou quase 20% em Portugal

Janeiro arrancou com mais 6.333 empresas em Portugal. Um crescimento de 19,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Lisboa ocupou o primeiro lugar com a constituição de 1.974 novas empresas, mais 8,7% do registado no ano passado na mesma cidade. O Porto ficou em segundo lugar no que toca ao número de empresas, mas ultrapassou a capital em termos de crescimento. Na cidade Invicta foram constituídas 1.146, um aumento de 17,3% face ao mesmo mês de 2018. A Horta ganhou em larga vantagem com um crescimento de 150% face a Janeiro de 2018. Segue-se Castelo Branco com mais 83,3% e Évora com 63%.

A AHETA propôs às Câmaras Municipais do Algarve que pretendam implementar a “Taxa Turística” nos seus concelhos, a criação de um “Fundo Específico Concelhio ou Regional”, gerido em parceria com o sector privado.

A AHETA, enquanto legítima representante dos interesses empresariais dos hotéis e empreendimentos turísticos do Algarve, condena a introdução da “taxa turística” na região, considerando-a injusta e desadequada das realidades turísticas regionais.

Para a AHETA, a introdução de uma taxa desta natureza, numa altura em que se vem verificando um arrefecimento da procura, aliada a outras incertezas, como as consequências do Brexit, por exemplo, traduzidas numa descida do mercado britânico de 8,5% em 2017 e 6,1% em 2018, contribui para transmitir uma sinal negativo junto dos mercados internacionais e, por essa via, acentuar ainda mais a perda de competitividade face a outros destinos concorrentes.

Mesmo assim, a AHETA decidiu não se opor à introdução de uma tal taxa, desde que a receita arrecadada reverta para um “Fundo Específico Concelhio ou Regional”, gerido em parceria com o sector privado, e as verbas direccionadas para melhorar a atractividade do destino, incluindo acções promocionais e estruturação e qualificação do produto turístico, bem como para apoiar projectos de turismo sustentável e de recuperação e reabilitação de património histórico.

A AHETA defende ainda que as receitas resultantes da “Taxa Turística” devem reverter, preferencialmente, para a realização de obras de construção, manutenção, requalificação de zonas urbanas e turísticas carentes de planos de recuperação e benfeitorias de vária ordem em bens do domínio público e privado dos diversos municípios da região.

Por outro lado, atendendo à importância da região como um todo para a actividade turística, conjugada com o facto de cerca de 70 por cento das dormidas totais geradas na região se concentrarem em apenas 3 (três) concelhos, (Albufeira, Loulé e Portimão), faz sentido que, no respeito pelo princípio da subsidiariedade, os montantes arrecadados pelos diversos municípios, na totalidade ou em parte, possam reflectir-se mais equitativamente em todo o espaço regional. Para a AHETA é preciso evitar que a introdução da “Taxa Turística” possa contribuir para, no contexto da oferta turística internacional, altamente concorrencial e competitiva, beneficiar outros destinos turísticos concorrentes onde esta taxa não é aplicada nem é previsível que o venha ser nos curto e médio prazos.

Grandes contribuintes dão 20 mil milhões de euros ao Estado

A Unidade dos Grandes Contribuintes (UGC) conseguiu arrecadar 20,2 mil milhões de euros de impostos num universo de 45,1 mil milhões de euros. É quase 45% do total da receita fiscal arrecadada no ano passado. Em relação a 2017, esta unidade conseguiu mais 1,2 mil milhões de euros e, face a 2016, o valor é ainda mais expressivo com uma subida superior a 4,5 mil milhões de euros. No ano passado, a UGC acompanhou 2609 empresas e 758 contribuintes individuais. No caso das sociedades, são entidades com volume de negócios superior a 200 milhões e com um valor global de impostos pagos superior a 20 milhões de euros. Quanto aos particulares, são contribuintes com um rendimento acima de 750 mil euros por ano e/ou património imobiliário com uma avaliação superior a cinco milhões de euros.

Reservas online são preponderantes para o turismo nacional

Desde websites de hotéis até novos canais de reservas terceiros, a diversidade da lista deste ano reflecte o aumento das escolhas do consumidor. Este novo panorama está a forçar os hotéis a competirem pelo negócio através dos canais de reserva como nunca se assistira até então. As vendas on-line dos hotéis a nível mundial ultrapassaram os 231 mil milhões de euros, o que representa mais de 170% de crescimento na última década, e dos quais 13% ocorreram só no ano passado. Os 12 principais canais de reservas em 2018 foram, por esta ordem: Booking.com; Expedia; Hotelbeds (GTA mais Tourico); websites de hotéis (reservas diretas); OTS Globe; Abreu Online; Sistemas de distribuição global (GDS); NT Incoming; Portimar; Traveltool; HRS – Hotel Reservation Service; e Jet2holidays.