Segurança Social e Fisco levam 37% da riqueza em Portugal

Peso dos impostos e contribuições no Produto Interno Bruto português agravou-se em 0,7 pontos num ano. Tributação em Portugal está abaixo da média da Zona Euro, mas em 2018 a subida registada foi das mais expressivas. Os portugueses pagaram mais impostos e mais contribuições em 2018, face ao ano anterior, segundo dados divulgados pelo Eurostat, o instituto de estatísticas Europeu. Em causa está um agravamento de 0,7 pontos percentuais na carga fiscal, já que em 2017 o peso dos descontos para o Fisco e para a Segurança Social atingiu 36,5% da riqueza produzida no País, enquanto no ano passado subiu para os 37,2%.

Ryanair mantém lucros de 1150 milhões de euros no primeiro semestre

A companhia aérea irlandesa de voos “low cost” Ryanair informou que obteve lucros líquidos de 1.150 milhões de euros no primeiro semestre fiscal (Abril a Setembro), o mesmo valor do mesmo período de 2018. A companhia atribuiu estes resultados a uma queda de 5% do preço da tarifa aérea média, provocada, em parte, pela queda da procura no mercado britânico e ao excesso de oferta na Alemanha e na Áustria. Mesmo assim, a Ryanair indicou que os gastos em combustível aumentaram 22% nos seis meses até Setembro último, para 1.590 milhões de euros, enquanto os gastos com pessoal, que inclui as subidas salariais dos pilotos, subiram 2% por trabalhador. Neste contexto, a Ryanair facturou 5.390 milhões de euros no primeiro semestre, mais 11%, e transportou um total de 86 milhões de passageiros, mais 11% que no período anterior.

Insolvências

Apesar do número total de falências estar a cair desde a crise financeira, há sinais de alerta em várias indústrias. As insolvências nos têxteis e na metalurgia somam, nos primeiros nove meses do ano, mais do que no total de 2018. O arrefecimento da economia europeia, a preferência da Inditex por fornecedores marroquinos ou turcos e a concorrência da China, mereceu um alerta do Fórum para a Competitividade que, nas suas perspectivas para o terceiro trimestre de 2019, destacou os “riscos elevados” nos sectores têxtil e calçado. Não só as insolvências estão a crescer, como as exportações estão a cair, respectivamente, 1,1% e 7,5%.

Sectores-chave como turismo e construção têm falta de 140 mil trabalhadores

As empresas portuguesas querem crescer mas continuam a debater-se com a falta de mão de obra em sectores-chave da economia. Só na construção e imobiliário estão em falta 70 mil operários, número que sobe para os 140 mil se lhe juntarmos as actividades de alojamento e restauração, a metalurgia e metalomecânica e a indústria têxtil e do vestuário. Apenas o calçado assume não ter grandes necessidades imediatas, a não ser “pontuais” e em “zonas de forte concentração” do sector.

Governo admite limitar vistos gold

O Governo admite rever novamente o regime de vistos gold, que tem contribuído para o aumento excessivo dos preços do imobiliário nos principais centros urbanos. As alterações serão no sentido de limitar os investimentos em imobiliário para o acesso a estes vistos. O investimento total captado através da concessão de vistos gold ultrapassava os 4,8 mil milhões de euros. Deste montante, 4,3 mil milhões foram aplicados em aquisição de imóveis, a maioria dos quais na Grande Lisboa, Porto e Algarve.

ANA terá de gastar 48 M€ em novas medidas no aeroporto do Montijo

A Agência Portuguesa do Ambiente deu luz verde à construção do novo aeroporto do Montijo, mas com condições. Diz que são precisas medidas para minimizar os impactos. Medidas que vão custar 48 milhões de euros à ANA Aeroportos. São condições fundamentais para garantir que o novo aeroporto não afecta a população do Montijo e arredores, e para garantir que é reduzido o impacto na avifauna.

Zona euro continua a abrandar e inflação cai para 0,7%

O crescimento do economia da moeda única europeia desacelerou para 1,1% no terceiro trimestre, segundo a primeira estimativa do Eurostat. A variação de preços no consumidor na zona euro caiu em Outubro para 0,7%, devido à forte pressão da queda dos preços da energia. Portugal saiu da deflação. A inflação subjacente na zona euro (excluindo as componentes mais voláteis do índice de preços ligadas à energia, alimentação, álcool e tabaco) subiu ligeiramente de 1% em Setembro para 1,1% em Outubro. A pressão deflacionista veio em Outubro da queda de 3,2% nos preços da energia.

Fisco apanhou quase um milhão de contas ‘secretas’ no estrangeiro.

Poupanças que no final de 2016 estavam no estrangeiro estão a ser analisadas pela Autoridade Tributária. 71% dos contribuintes corrigiram declarações. Há três anos que o Fisco recebe informações sobre praticamente um milhão de contas que os portugueses têm fora do país. Os ficheiros são volumosos, nem sempre compatíveis com o que consta das bases de dados internas, mas o processo começa lentamente a dar frutos: entre os contribuintes contactados por não terem todo o património no estrangeiro declarado cá, 71% acabou por regularizar a situação de forma voluntária.

Agência do Ambiente aprova aeroporto no Montijo, mas impõe condições

A Declaração de Impacte Ambiental (DIA) é favorável condicionada, viabilizando assim o projecto na vertente ambiental. A DIA inclui um pacote de medidas de minimização e compensação ambiental que ascende a cerca de 48 milhões de euros. Entre as principais preocupações ambientais estão a avifauna, ruído e mobilidade. Para compensar esta afectação significativa, são impostas medidas como áreas de compensação física com a extensão de 1,600 hectares e a constituição de um mecanismo financeiro para a gestão da área afectada, a gerir pelo ICNF e pago pelo proponente (ANA – Aeroportos de Portugal), com um montante inicial de cerca de 7,2 milhões de euros e uma contribuição anual na casa dos 200 mil euros”, refere o documento.

Segurança Social e Fisco levam 37% da riqueza em Portugal

Peso dos impostos e contribuições no Produto Interno Bruto português agravou-se em 0,7 pontos num ano. Tributação em Portugal está abaixo da média da Zona Euro, mas em 2018 a subida registada foi das mais expressivas. Os portugueses pagaram mais impostos e mais contribuições em 2018, face ao ano anterior. Em causa está um agravamento de 0,7 pontos percentuais na carga fiscal, já que em 2017 o peso dos descontos para o Fisco e para a Segurança Social atingiu 36,5% da riqueza produzida no País, enquanto no ano passado subiu para os 37,2%.