Economia da zona euro cresce 13,2% no segundo trimestre

O desconfinamento da economia refletiu-se no crescimento do PIB da zona euro e da União Europeia no segundo trimestre. O PIB dos países da moeda única cresceu 2% em cadeia entre Abril e Junho. A economia da zona euro cresceu 13,2% em termos homólogos e 2% em cadeia no segundo trimestre do ano. Espanha é o país com o maior crescimento homólogo com uma recuperação de 19,8%, seguido por França (18,7%), Itália (17,3%) e Portugal (15,5%). Considerando a média dos 27 países da União Europeia, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,9% em cadeia e 13,2% em termos homólogos.

Ryanair volta a apresentar queixa no tribunal europeu por causa da TAP

A Ryanair voltou a apresentar queixa ao tribunal europeu sobre as ajudas à TAP. Desta vez, está em causa o apoio de 462 milhões de euros do Governo português à companhia aérea nacional, autorizado em Abril pela Comissão Europeia e que serviu para aumentar o capital. A Ryanair entregou a queixa na semana passada, concretizando a estratégia de contestar todas as ajudas públicas às companhias aéreas europeias.

Emprego público dispara 3,7% e supera nível do início da troika

Número de empregos na AP ultrapassa já os 731 mil postos de trabalho, superando assim o anterior máximo desta série, atingido no último trimestre de 2011 (727.785 postos). O emprego público registou um aumento de 3,7% no primeiro trimestre deste ano para 731.258 postos de trabalho. O emprego na AP supera assim o anterior máximo desta série, atingido no último trimestre de 2011 (727.785 postos), tinha a troika acabado de entrar no país para coordenar com o governo PSD-CDS um pesado ajustamento do setor público e da despesa pública, acompanhado de um ‘enorme aumento de impostos.

Casinos apenas trabalharam dois meses em sete

Até Julho, as salas de jogo portuguesas viram as receitas cair 50% face a igual período do ano passado. 2021 será ainda pior. A pandemia atingiu em cheio os casinos portugueses. Serão dois anos de quebras históricas nas receitas do jogo. Depois de em 2020 terem registado uma queda de 50% nos proveitos face a 2019, para um total de 157,9 milhões de euros, o setor prepara-se para uma hecatombe ainda maior. Nestes primeiros sete meses de 2021, só trabalharam uma média de 65 dias. O resultado é uma receita bruta de jogo de 44 milhões de euros, uma descida de 49,5% quando comparado com os 87,1 milhões gerados no mesmo período de 2020. Já face ao acumulado de Janeiro a Julho de 2019, período pré-pandémico em que contabilizaram receitas de 178,2 milhões, o decréscimo é de 75,3%.

Estado alemão vai iniciar processo de saída do capital da Lufthansa

A Lufthansa prevê cortar 22 mil dos 138 mil postos de trabalho a nível mundial. A venda de 5% da participação vai começar de imediato, os restantes 15% serão alienados a seguir. Com a operação da alemã Lufthansa a recuperar, o Estado alemão vai começar a reduzir a participação que assumiu na transportadora, no âmbito da ajuda pública à companhia por causa dos danos provocados pelo impacto da Covid 19 na empresa. O Estado apoiou a companhia com 9 mil milhões de euros. A redução inicial será de 5%. Quando o Estado alemão sair do capital, a Lufthansa poderá voltar a participar em movimentos de consolidação, estando do lado comprador. A companhia alemã tem sido uma noiva potencial da TAP. Antes da pandemia a Lufthansa estava em conversações com a TAP para a aquisição de uma participação.

Gigante hoteleira Hyatt abre os cordões à bolsa e compra ALG

A cadeia hoteleira Hyatt anunciou a aquisição do Apple Leisure Group (ALG) com o objetivo de expandir o negócio para mercados como o europeu e da América hispânica. Os donos do ALG, os fundos de private equity KKR e KSL Capital Partners, fecharam o negócio com a Hyatt por 2,3 mil milhões de euros. A compra irá duplicar o número de resorts geridos pelo grupo norte-americano. A Hyatt anunciou que pretende prosseguir com a intenção de venda de 1,3 mil milhões de euros em ativos este ano e 1,7 mil milhões de euros na alienação de ativos hoteleiros em 2024. A Hyatt pretende que, em 2024, 80% das receitas provenha do pagamento de taxas. O ALG tem várias áreas de negócio, como a gestão de resorts, voos charter nos Estados Unidos e serviços de viagem, entre outros.

Vistos gold atraíram cerca de 6 mil milhões de euros

O programa de concessão de ARI, lançado em Outubro de 2012, registou até Julho último – em termos acumulados – um investimento total de 5.898.831.577,11 euros. Deste montante, a maior parte corresponde à compra de bens imóveis, que ao fim de mais de oito anos de programa soma 5.337.491.502,47 euros, sendo que a compra para reabilitação urbana totaliza 319.135.316,77 euros. O investimento resultante da transferência de capitais é de 561.340.074,64 euros. Desde a criação deste instrumento, que visa a captação de investimento estrangeiro, foram atribuídos 9.875 ARI: dois em 2012, 494 em 2013, 1.526 em 2014, 766 em 2015, 1.414 em 2016, 1.351 em 2017, 1.409 em 2018, 1.245 em 2019, 1.182 em 2020 e 486 em 2021. Por nacionalidades, a China lidera a atribuição de vistos (4.953), seguida do Brasil (1.028), Turquia (470), África do Sul (409) e Rússia (388). Desde o início do programa foram atribuídas 16.762 autorizações de residência a familiares reagrupados, das quais 712 este ano.

Investimento dos vistos gold cai 60% em Julho

Em Julho, o investimento resultante do programa de Autorização de Residência para Investimento (ARI) atingiu 22.197.726,03 euros, menos 60% em termos homólogos (56 milhões de euros) e um recuo de 39% face a Junho (36,4 milhões de euros). Segundo o SEF, no mês passado foram concedidos 41 ARI, dos quais 35 por via da aquisição de compra de bens imóveis (11 para reabilitação urbana) e seis por transferência de capitais. Por países, foram concedidos 10 vistos ‘dourados’ à China, cinco aos Estados Unidos, cinco à Rússia, quatro ao Brasil e três à Turquia. Nos primeiros sete meses do ano foram atribuídos 486 vistos ‘gold’, dos quais 55 em Janeiro, 100 em Fevereiro, 73 em Março, 98 em Abril, 52 em Maio, 67 em Junho e 41 em Julho, tendo o investimento captado por via deste instrumento ascendido a 259,8 milhões de euros, um recuo de mais de 40% face aos 439 milhões de euros registados nos primeiros sete meses do ano passado.

Moratórias continuam a adiar desemprego e falências

Ainda que parte da queda no desemprego no segundo trimestre seja por uma adaptação das empresas, o “grande choque” será o fim das moratórias. Apesar do ânimo que traz a diminuição da taxa de desemprego no segundo trimestre do ano, a queda de 0,4 pontos percentuais (p.p.) deve-se sobretudo aos apoios ainda em vigor na economia portuguesa, nomeadamente as moratórias que permitem segurar algumas empresas que, levantadas estas medidas, experienciarão dificuldades. O ponto positivo que constitui a taxa de 6,7% de desemprego divulgada esta semana, será objecto de uma desaceleração do crescimento do emprego quando terminarem estes apoios.

Garantia estatal para empresas após moratórias vai ter limite de dez milhões

Limite vai ser de dez milhões por devedor. Só os créditos até 40 milhões de euros vão ser elegíveis para a garantia pública de 25%. As garantias públicas que vão avançar, depois de acabarem as moratórias, no âmbito da reestruturação do crédito de empresas dos sectores mais afetados pela pandemia de covid-19, vão ter um limite máximo de dez milhões de euros por devedor. As empresas abrangidas são da área do turismo, algumas do retalho, bem como algumas áreas dos transportes e da indústria transformadora.