Há quase 200 aeroportos europeus à beira da falência

Oito meses após o início da crise, “todos os aeroportos europeus estão a ‘queimar’ dinheiro para permanecerem abertos”, com as receitas longe de cobrirem os custos operacionais, muito menos os custos de capital. A pandemia continua a fazer estragos no sector da aviação. Para além de estar a deixar muitas companhias no vermelho, se o transporte de passageiros não recuperar até final do ano, 193 dos aeroportos Europeus irão enfrentar insolvência nos próximos meses.

Boeing entregou até setembro menos 67% de aviões que em 2019

As perdas acumuladas pelo gigante de Chicago rondam os -3,5 mil milhões de dólares (cerca de 2,9 mil milhões de euros) e o trabalho em atraso no terceiro trimestre de 2020 é quantificado pela Boeing em 332,5 mil milhões de euros. As suas receitas no terceiro trimestre ficaram-se pelos 11,9 mil milhões de euros, menos 29% que em igual trimestre de 2019. De Janeiro a Setembro de 2020, as receitas da companhia ficaram-se pelos 42,8 mil milhões de dólares (cerca de 36,2 mil milhões de euros), menos 27% que os 58,6 mil milhões de dólares (cerca de 49,5 mil milhões de euros) registados no período homólogo de 2019.

Segurança Social: mais de 20% das dívidas em execução não existem ou prescreveram

Mais de um quinto dos valores de dívida participados para execução pelo Instituto de Segurança Social acabam anulados ou declarados prescritos, num volume preocupante e que ficará aquém da realidade, segundo um relatório da Provedora de Justiça sobre aquele que é o motivo de queixas apresentadas ao órgão do Estado encarregado de zelar pelos direitos dos cidadãos. Os valores que entram em processo de execução indevidamente – 300 milhões de euros em 2017 e 210 milhões em 2018 – são apenas parte de uma extensa lista de problemas nas execuções fiscais levadas a cabo pela Segurança Social. Nesta, abundam exemplos de ilegalidades, “alheamento” da lei e dos direitos dos cidadãos.

Segurança Social deixou de encaixar 500 milhões com isenções e reduções de contribuições

A Segurança Social deixou de encaixar cerca de 500 milhões de euros devido à isenção e reduções de contribuições previstas nas medidas de apoio à manutenção do emprego – lay-off simplificado e apoio subsequente – que permitiram às empresas em dificuldade com trabalhadores em horário reduzido reduzirem os encargos com Taxa Social Única desde Abril. As diversas medidas extraordinárias de resposta à pandemia implicaram uma despesa da ordem dos dois milhões de euros, abrangendo 2,2 milhões de pessoas e 150 mil empresas, incluindo 895 mil trabalhadores abrangidos pelo mecanismo de lay-off simplificado.

Apenas 40% das empresas têm solidez para suportar o impacto da pandemia

O estudo da Informa D&B adianta que 28% das empresas em Portugal tem resiliência média. Em situação mais vulnerável estão 33% das empresas com um nível de resiliência mínimo ou reduzido face ao setor em que operam. Cerca de 40% das empresas portuguesas têm um nível de resiliência financeira elevado ou médio-alto, facto que lhes permite enfrentar a crise económica motivada pela pandemia de covid-19 de forma mais robusta do que as restantes empresas, independentemente da severidade do impacto sentido no setor em que operam.

Pandemia custa 3.058 milhões de euros ao Estado até setembro

Até Setembro, a execução das medidas adotadas no âmbito do combate e da prevenção da covid-19, bem como aquelas que têm por objetivo repor a normalidade, conduziu a uma redução da receita de 831,5 milhões de euros e a um aumento da despesa em 2.226,8 milhões de euros. Ou seja, a pandemia de covid-19 custou 3.058,3 milhões de euros ao Estado. Segundo a execução orçamental, o défice das contas públicas agravou-se em 7.767 milhões de euros até Setembro face ao período homólogo, totalizando 5.179 milhões de euros.

Exportações aumentaram 3,5% e importações 6% em 2019

As exportações de bens registaram um aumento de 3,5% em termos nominais em 2019, totalizando 59 903 milhões de euros. No que diz respeito às importações, foi atingido o valor de 79 977 milhões de euros, o que representa também um crescimento de 6% face ao ano anterior. A balança comercial de bens registou um défice de 20 074 milhões de euros, mais 2485 milhões que em 2018. Excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações cresceram 4,4% e as importações 6,8%, tendo o défice aumentado 2155 milhões de euros, para os 14 636 milhões de euros, detalha o INE. Ainda no ano passado, as importações de bens através do comércio eletrónico / vendas à distância totalizaram 348 milhões de euros, um crescimento de 23,5% face ao ano de 2018.

Quebra de 70% no turismo internacional entre Janeiro e Agosto provocada por covid-19

Segundo a OMT, o turismo internacional sofreu uma quebra de 70% nos primeiros oito meses do ano em relação ao mesmo período do ano anterior devido à pandemia de coronavírus. Naquilo que diz respeito aos meses de verão, foram contabilizados -81% de turistas em Julho e -79% em Agosto. Esta redução representa 700 milhões de chegadas a menos e uma perda de 730 mil milhões de dólares – isto é, aproximadamente 617 mil milhões de euros – para o setor turístico mundial. Relativamente às regiões mais afetadas, a da Ásia-Pacifico é aquela que ocupa o primeiro lugar da lista (-79%), de seguida África e o Médio Oriente (-69%), a Europa (-68%) e o continente americano (-65%).

Poder de compra europeu diminui com o avançar da pandemia

Os dez países com maior poder de compra encontram-se pelo menos 50% acima da média europeia. Os europeus têm cerca de 9,5 milhões de biliões de euros disponíveis em 2020, o que corresponde a um poder de compra per capita de 13.894 euros. De acordo com a análise GfK Purchasing Power Europe 2020, na qual Portugal não está incluído, face ao ano anterior registou-se uma queda de quase 5,3%, o que reflete as consequências da Covid-19 na economia europeia. Neste estudo foram analisados 42 países europeus, sendo que é Liechtenstein quem ocupa o primeiro lugar, com um poder de compra per capita de 64.240 euros. Este valor excede em larga os valores registados pela maioria dos países e é 4,6 vezes superior à média europeia.

Viagens de portugueses ao estrangeiro caíram 98,5% no segundo trimestre

No segundo trimestre de 2020, 99,4% das deslocações feitas por residentes em Portugal corresponderam a viagens em território nacional, o que representou uma diminuição de 59,1% face a igual período do ano anterior, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Por sua vez, as viagens turísticas com destino ao estrangeiro foram praticamente nulas (0,6% do total), totalizando 12,4 mil, o que equivaleu a uma quebra de 98,5%). Os meses de Abril, Maio e Junho registaram decréscimos de 99,2%, 99,8% e 97,1%, respetivamente.