Actividade empresarial na zona euro em mínimos históricos

Até Março deste ano, o mínimo histórico do índice PMI da Markit, de 36,2 pontos, tinha sido registado em Fevereiro de 2009, no pico da crise financeira mundial. Em Abril caiu para os 13,5 pontos. A actividade empresarial na zona euro voltou em Abril a registar a maior queda desde que se começaram a compilar dados comparáveis em Julho de 1998, segundo o indicador flash da consultora IHS Markit. O “Grande Confinamento” levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 3% em 2020, arrastada por uma contracção de 5,9% nos Estados Unidos, de 7,5% na zona euro e de 5,2% no Japão.

Ryanair recusa voar se forem impostas regras de distanciamento “idiotas”

Ryanair diz que a medida de fazer voos sem passageiros no assentos do meio não tem efeitos benéficos e irá destruir o modelo de negócio da companhia aérea. “Não podemos ganhar dinheiro com 66% de taxa de ocupação. Os aviões da Ryanair não voltarão a descolar se a companhia aérea “low-cost” for obrigada a deixar os assentos do meio dos seus aviões vazios para cumprir as regras de distanciamento social “idiotas” nos voos, As companhias aéreas europeias deveriam seguir a sugestão da Ásia e impor diferentes medidas de segurança, como forçar os passageiros a usar máscaras ou verificar a temperatura nos aeroportos. A Ryanair transportou mais de 152 milhões de pessoas no ano passado, colocando-a no topo da tabela das companhias aéreas europeias.

Dívida das famílias subiu 708 milhões de euros

Crédito para a casa continua a representar a maior fatia do endividamento particular. Sector público foi o que mais contribuiu para a subida. A dívida das famílias portuguesas aumentou 708 milhões de euros no espaço de um ano. Em Fevereiro, o indicador fixava-se nos 139,5 mil milhões de euros, segundo os dados divulgados pelo Banco de Portugal. Apenas de Janeiro para Fevereiro, o aumento foi de 246 milhões de euros. Os dados ainda não reflectem o cenário de pandemia.

Companhias aéreas já estão a receber milhões do Estado na Europa e EUA

São centenas de milhares de milhões de euros que as companhias aéreas mundiais irão receber nos próximos meses. Para já estão em cima da mesa apoios fiscais, empréstimos, alguns garantidos, e subvenções. Outrora senhoras dos céus, as companhias aéreas estão de mão estendida para o Estado, e praticamente ninguém escapa a este destino, nem empresas com um balanço forte como era, por exemplo, a alemã Lufthansa, antes da crise provocada pela pandemia. São milhares de milhões de euros (e dólares) de ajudas: vão desde um pacote de 25 mil milhões de dólares para o sector de aviação norte-americano, a 600 milhões de libras para a EasyJet, a lucrativa low cost.

Comissão Europeia prevê turismo limitado dentro da Europa este Verão

A Comissão Europeia prevê movimentos turísticos limitados dentro da Europa este Verão, para que o sector consiga retomar “a normalidade possível”, defendendo a mobilização de 20% do futuro fundo europeu de recuperação para estas empresas, de forma a permitir reabrir, ainda que de forma gradual, as infra-estruturas [turísticas] para os cidadãos. A UE estima perdas nas receitas à volta dos 50% nos hotéis e restaurantes europeus, de 70% para operadores e agências turísticas e ainda de 90% para empresas de cruzeiros e de aviação. A União defende a necessidade de reinventar o turismo do amanhã, observando que a pandemia “despertou a necessidade de ter um sector resiliente e reinventado, adaptado às realidades económicas, ambientais e tecnológicas”.

Contabilistas denunciam dificuldades nos empréstimos às empresas e pedem intervenção do Governo

A ordem dos contabilistas considera que as sociedades de garantia mútua, que têm accionistas públicos, são mais inflexíveis do que os bancos na concessão de empréstimos bonificados às empresas, e pediu uma intervenção do Governo. Tem de haver uma intervenção directa do Governo (…), pois não estão a ser concedidos financiamentos às empresas em dificuldade económica por causa da pandemia do novo coronavírus

Maioria dos portugueses espera crise pior do que em 2008

45,7% têm mais medo de serem contagiados pelo coronavírus do que da evolução negativa da economia. A crise económica que a pandemia causada pela Covid-19 está já a provocar será mais intensa do que a registada a partir de 2008, acredita a esmagadora maioria (73,4%) dos portugueses inquiridos sobre a matéria. No mesmo estudo, cerca de 20% respondem que esta nova crise será menos intensa do que a anterior.

Número de desempregados inscritos sobe em Março

O número de desempregados inscritos nos serviços de emprego subiu 3% em Março (mais 9.985), em termos homólogos, e 8,9% (mais 28199) face a Fevereiro, para 343761, de acordo com dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). No final de Março, estavam registados, nos serviços de emprego do continente e regiões autónomas, “343.761 indivíduos desempregados, número que representa 70,9% de um total de 485 pedidos de emprego”, adianta o IEFP. Em termos regionais, o desemprego registado subiu em quatro regiões, com excepção para o Norte e regiões autónomas. “Destaca-se o aumento verificado, em termos homólogos, na região do Algarve (+41,4%) e na região do Alentejo (+9,8%)”, sendo que, “em contraponto, em termos homólogos, encontra-se a região dos Açores (-8,8%)”, aponta o IEFP.

Governo suspende verificação de dívidas das empresas para apoios do IEFP

O Governo suspendeu, por quatro meses, a verificação de dívidas a entidades que se candidatem ou possam beneficiar de apoios do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), no âmbito das medidas extraordinárias aprovadas no contexto da pandemia de covid-19. Desta forma, “não relevam as dívidas constituídas pelas entidades candidatas ou promotoras, junto do IEFP, I. P., desde 01 de Março de 2020 e até 30 de Junho de 2020.

Consumo de electricidade caiu 14% e o de gás baixou 18% num mês

Segundo os dados de consumo diário publicados pela REN – Redes Energéticas Nacionais, Portugal consumiu 3,63 terawatts hora (TWh) de electricidade no período de 18 de Março (quando começou o estado de emergência) a 16 de Abril. No primeiro mês do estado de emergência Portugal consumiu 4,4 TWh de gás natural, menos 17,7% do que no período de 30 dias anterior (17 de Fevereiro a 17 de Março). O consumo de electricidade é visto há anos como um indicador do estado da economia (que pode ser monitorizado mais rapidamente do que as estatísticas oficiais do Produto Interno Bruto).