Bruxelas cria grupo de trabalho para coordenar plano de recuperação

Na sequência do acordo, no Conselho Europeu de 21 de Julho, sobre um orçamento da UE poderoso, moderno e renovado a longo prazo para 2021-2027, com o Fundo de Recuperação no seu cerne, será criado um grupo de trabalho [‘task force’] para a Recuperação e Resiliência no seio do Secretariado-Geral da Comissão Europeia”, informa o executivo comunitário em comunicado. A estrutura vai, ainda, “monitorizar a implementação do apoio financeiro e coordenar o Semestre Europeu neste período de tempo. O Fundo de Recuperação terá 390 mil milhões de euros atribuídos em subvenções (transferências a fundo perdido) e os restantes 360 mil milhões em forma de empréstimo.

Aeroporto do Montijo só avança depois de resolvidos problemas ambientais

O primeiro-ministro assegurou que “não haverá aeroporto do Montijo” sem se resolver os problemas ambientais detectados no município da Moita, mas sublinhou que o Governo não irá desistir. O primeiro-ministro garantiu que o Governo “tem feito um grande esforço negocial”, e recordou que ele próprio se reuniu com os presidentes das Câmaras do Seixal e da Moita, edilidades que se manifestam contra o projecto.

F1 regressa a Portugal em Portimão

Prova irá realizar-se em Outubro no autódromo do Algarve, em Portimão. É o regresso da Fórmula 1 ao país 24 anos depois de o Estoril ter sido palco do último Grande Prémio de Portugal. Até agora estavam incluídas apenas dez provas, com a última ser em Sochi na Rússia. As três novas corridas em que se inclui o Grande Prémio de Portugal vão realizar-se depois desta data. Tudo indica que Portimão irá receber os bólides no fim de semana de 23, 24 e 25 de Outubro embora estas datas careçam ainda de confirmação oficial. Será a estreia de Portimão em provas de Fórmula 1 mas não na recepção aos carros. Várias equipas já utilizaram o autódromo algarvio para realizarem testes.

Aeroportos nacionais perdem milhões de passageiros

Abril foi o pior mês desde o início da pandemia, com redução de 99,4% no movimento de passageiros. Os aeroportos nacionais registaram em Maio o movimento de 82 mil e 100 passageiros, o que representa um decréscimo de 98,5% face ao período homólogo do ano passado (quando os viajantes ultrapassaram os cinco milhões). A diminuição do número de passageiros foi ainda mais acentuada em Abril, quando passaram pelos aeroportos menos 99,4% de viajantes do que no mesmo mês de 2019.

Dívida pública na zona euro sobe para 86,3% do PIB no primeiro trimestre do ano

No primeiro trimestre de 2020, Portugal é o terceiro Estado-membro com maior dívida pública (de 120% do PIB), só ficando atrás da Grécia (176,7%) e de Itália (137,6%). Seguiram-se a Bélgica (104,4%) e a França (101,2%). A dívida pública na zona euro subiu, no primeiro trimestre de 2020, para 86,3% do Produto Interno Bruto (PIB) devido às medidas restritivas contra a covid-19. No conjunto da União Europeia (UE), também se registou uma subida na variação em cadeia, com a dívida pública a passar de 77,7% do PIB no trimestre anterior, o último de 2019, para 79,5% do PIB nos primeiros três meses de 2020. Em sentido inverso, a dívida pública mais baixa registou-se na Estónia (8,9%), Bulgária (20,3%) e Luxemburgo (22,3%).

Restrições devido ao coronavírus causaram défice de 2,2% do PIB na zona euro no 1.º trimestre

As medidas restritivas da Europa para conter o surto de coronavírus levaram a um défice orçamental de 2,2% do PIB na zona euro no primeiro trimestre deste ano, o mais elevado desde 2015, anunciou o Eurostat. Estas percentagens comparam com um défice orçamental de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) na zona euro no primeiro trimestre de 2019 e de 0,4% do PIB no conjunto da UE, isto em termos homólogos.

Portugal com bolo de 45 mil milhões em subsídios, Algarve com fatia de 300 milhões

Portugal vai arrecadar, com o orçamento da União Europeia a longo prazo e o Fundo de Recuperação, 45 mil milhões de euros em subsídios, destinando 300 milhões à região do Algarve, devido à quebra no turismo. Trata-se de um acréscimo de 37% face ao valor de que o país dispunha segundo o anterior Quadro Financeiro Plurianual 2014-2020. Entre os 45,1 mil milhões de euros que o país irá agora arrecadar incluem-se 15,3 mil milhões de euros em transferências a fundo perdido no âmbito desse programa para a recuperação económica, e 29,8 mil milhões de euros em subsídios do orçamento da UE a longo prazo. E, embora não entrem nestas contas, a estes montantes acrescem 10,8 mil milhões de euros em empréstimos, ainda no âmbito do Fundo de Recuperação.

Endividamento da economia com novo recorde

No mês de Maio, o endividamento do sector não financeiro fixou-se nos 740,7 mil milhões de euros. Desse valor, 333,7 mil milhões dizem respeito ao sector público e 407,7 mil milhões de euros ao sector privado. Este foi o segundo mês em que o endividamento da economia aumentou devido à pandemia de covid-19. No sector privado, as empresas viram o seu endividamento aumentar 2,6 mil milhões de euros, “sobretudo através da subida do endividamento face ao sector financeiro (2,2 mil milhões de euros)”. Já o endividamento dos particulares face ao sector financeiro também cresceu e registou um acréscimo de 0,1 mil milhões de euros.

Investimento em vistos ‘gold’ sobe 2,9% no primeiro semestre para 383 milhões de euros

Entre Janeiro e Junho, foram atribuídos 700 vistos ‘dourados’, 171 dos quais no último mês. China lidera atribuição de vistos ‘gold’, seguida do Brasil, Turquia, África do Sul e Rússia Seis anos de vistos gold rendem 4 mil milhões de euros. Chineses já investiram 1,9 mil milhões de euros para obter Vistos Gold. Nos primeiros seis meses do ano, o investimento total resultante da concessão de Autorização de Residência para Investimento (ARI) ascendeu a 383.003.719,56 euros, mais 2,9% em relação ao primeiro semestre de 2019 (372.243.909,50 euros). Em mais de sete anos – o programa ARI foi lançado em Outubro de 2012 -, o investimento acumulado até Junho passado totalizou 5.375.257.550,51 euros, com a aquisição de bens imóveis a somar 4.858.374.412,75 euros.

Número de desempregados inscritos baixa em Junho face ao mês de Maio

O desemprego registado baixou 0,6% face a Maio, o que traduz uma redução de 2.269 desempregados inscritos. O número de pessoas desempregadas inscritas nos centros de emprego do IEFP persistia acima dos 400 mil no final de Junho, embora tenha registado uma queda ligeira face a Maio, mês em que tinha atingido um máximo de Janeiro de 2018. Segundo os dados divulgados pelo IEFP, estavam registados, nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 406.665 indivíduos desempregados, número que representa 74,8% de um total de 543.662 pedidos de emprego. Na comparação homóloga (Junho deste ano contra Junho de 2019), regista-se um aumento de 36,4% no número de desempregados, o que representa mais 108.474 inscritos.