Quase 42 mil milhões de créditos em moratórias no final de Março

Nos setores mais vulneráveis existiam em Março 24,4 mil empresas abrangidas por moratórias. O montante global de empréstimos abrangidos por moratórias era de 41,9 mil milhões de euros no final de Março, menos 3,7 mil milhões do que em Fevereiro. Os dados foram revelados pelo Banco de Portugal (BdP) e indicam que esta variação resulta, principalmente, do decréscimo dos empréstimos concedidos a particulares que diminuíram 2,7 mil milhões de euros”.

Estado “preparado” para garantir parte das dívidas em moratória

O Estado está “preparado” para garantir uma parte das dívidas sobre moratória nos sectores mais afetados pela covid-19, desde que os bancos concedam a “carência necessária” e a “extensão de maturidade adequada”, disse o ministro da Economia. O quadro temporário de auxílios do Estado permite dar garantias a créditos de empresas com determinados limites em função da faturação que tinham em 2019 ou da massa salarial que tinham em 2019. O Governo está ainda a trabalhar com a Comissão Europeia numa forma de prorrogar a maturidade destas garantias, indicou, salientando que, no conjunto destas medidas, esperam conseguir acomodar.

PIB cai 5,4% no primeiro trimestre face ao do ano passado

Segundo o INE, o PIB registou uma contração homóloga de 5,4% no primeiro trimestre do ano, “refletindo os efeitos do confinamento geral”, e recuou 3,3% em cadeia. Comparativamente com o último trimestre de 2020, o PIB diminuiu 3,3%, em volume, após o “ligeiro aumento” de 0,2% verificado no trimestre anterior, “refletindo o impacto das limitações à mobilidade em consequência do agravamento da crise pandémica no início do trimestre”. O défice das contas públicas portuguesas deverá ficar nos 4,5% este ano, recuando para 3,2% em 2022 e para 2,2% em 2023. Este ano, a dívida pública deverá ficar nos 128% do PIB, baixando depois para 123% em 2022, para 121% em 2023, para 117% em 2024 e 114% em 2025.

Portugueses viajaram menos 41% no ano passado

As viagens realizadas pelos residentes no ano passado ascenderam a 14,4 milhões, o que representa uma quebra de 41,1%. O gabinete de estatística revela ainda que as viagens nacionais caíram 35,7% e as viagens para o estrangeiro derraparam 78,1%. O INE revela ainda que o alojamento particular gratuito “ganhou expressão como principal meio de alojamento utilizado”, com 69,2%. Já o número médio de noites por turista nas viagens efetuadas também registou um crescimento de 23,2%. Os hotéis e similares perderam representatividade (20,7% do total das dormidas, -6,3 p.p.), em resultado da diminuição do número de dormidas neste tipo de alojamento em 45,9% face a 2019.

O Algarve foi a região do País com maior preponderância em 2020

Segundo o INE, a região Centro continuou a ser a principal região de destino das viagens realizadas em território nacional, concentrando 32,4% do total, seguindo-se a região Norte (21,8% do total). O Algarve foi a região que mais preponderância ganhou face a 2019 (+3,0 p.p.), tendo sido o destino de 16,1% das viagens nacionais, superando a Área Metropolitana de Lisboa (15,9% das viagens). No último trimestre do ano passado, o gabinete de estatística revela que os residentes em Portugal realizaram 2,3 milhões de viagens, o que correspondeu a um decréscimo de 57,4% face ao trimestre anterior. As viagens em território nacional concentraram 97,4% das deslocações (2,3 milhões), revelando um decréscimo de 53,2%. As viagens com destino ao estrangeiro diminuíram 90,3%, totalizando 61,6 mil, correspondendo a 2,6% no total.

Lay-off tradicional dispara

Número de empresas abrangidas é sete vezes superior ao do último confinamento. Em Março de 2021 estavam abrangidas pelo lay-off tradicional, o previsto no Código do Trabalho, 388 empresas e mais de 10 mil trabalhadores. São os números mais altos dos últimos 15 anos e correspondem a aumentos homólogos de mais de 600% e 800%, respetivamente. Em Janeiro deste ano, face ao agravar do número de contágios por covid-19 em território nacional e perante um novo confinamento geral, o Governo recuperou o regime de lay-off simplificado para as empresas com atividade encerrada por decreto administrativo, ao mesmo tempo que manteve disponível o apoio à retoma progressiva para as restantes.

Consumo e rendimento das famílias na UE e zona euro recuam

O consumo e o rendimento das famílias por habitante recuaram, no quarto trimestre de 2020, tanto na zona euro quanto na União Europeia (UE), segundo dados divulgados pelo Eurostat. Na zona euro, o rendimento ‘per capita’ diminuiu 2,9%, após um aumento de 12,4% no trimestre anterior e face a um recuo homólogo de 0,3%. Por seu lado, o rendimento familiar real por habitante recuou 0,8% no quarto trimestre de 2020, após um aumento de 4,2% no período anterior e uma quebra de homóloga de 0,5%. Na UE, o consumo real das famílias ‘per capita’ diminuiu 2,7% no quarto trimestre de 2020, face ao aumento de 11,7% no anterior e à diminuição de 0,3% no período homólogo.

Receita fiscal com quebra homóloga de 1.057 ME

A receita fiscal caiu 1057 milhões de euros até Março, recuando 10,1% face ao mesmo período de 2020, segundo a Direção-Geral do Orçamento, sendo este o terceiro mês consecutivo com uma quebra homóloga a dois dígitos. No que diz respeito à receita fiscal líquida do subsetor Estado acumulada até Março de 2021, regista-se uma redução significativa, de 1057,1 milhões de euros (-10,1%), face ao primeiro trimestre de 2020. A justificar a quebra da receita fiscal está o comportamento da generalidade dos impostos indiretos e também dos diretos, com o IRS a apresentar a única variação homóloga positiva (0,7%). O valor arrecadado pelo Estado ascendeu aos 9411,7 milhões de euros até Março.

Época balnear regressa às datas pré-pandemia

Volta a haver semáforos para ocupação. Distanciamento físico no areal e entre mesas nas esplanadas serão obrigatórios. Cascais e Albufeira abrem a 15 de Maio e Norte a 12 de Junho. A época balnear vai começar este ano a 15 de Maio e estende-se até final de Outubro, à semelhança do que ocorria em anos anteriores à pandemia. No ano passado, começou a 6 de Junho, enquanto no ano anterior, pré-pandemia, a 1 de Maio. Os semáforos que ditam a ocupação nas praias vão regressar e o distanciamento físico entre grupos no areal e entre mesas nas esplanadas também serão obrigatórios.

Parlamento Europeu aprova certificado de vacinação

O Parlamento Europeu aprovou a proposta para a criação de um “certificado verde digital”, visando facilitar a liberdade de circulação na União Europeia. A medida deverá entrar em vigor até ao Verão. Em causa está a proposta legislativa apresentada pelo executivo comunitário em meados de Março para a criação de um certificado digital para comprovar a vacinação, testagem ou recuperação da covid-19, um documento bilingue e com um código QR (para ser facilmente lido por dispositivos eletrónicos) que deve entrar em vigor até junho para permitir a retoma da livre circulação na UE no verão. Igualmente aprovada pelos eurodeputados foi a posição relativa à proposta da Comissão Europeia para que cidadãos europeus residentes em países terceiros sejam abrangidos por este certificado, com 540 votos a favor, 80 contra e 70 abstenções.