Comissões são o maior alvo de queixas dos clientes bancários em 2018

As reclamações sobre contas de depósitos à ordem passaram desde 2015 a ser a matéria mais reclamada pelos clientes bancários ao Banco de Portugal e por norma mais de 90% das queixas tem a ver com uma coisa: as comissões bancárias. Apesar de terem diminuído cerca de 5% face ao ano anterior, as comissões fazem com que as contas de depósito continuem a ser a matéria mais reclamada, com mais de 4.300 participações ao supervisor. No ano passado o Banco de Portugal recebeu ao todo 15.254 reclamações dos clientes dos bancos, um número praticamente idêntico ao de 2017 (15.282). A segunda matéria mais reclamada é o crédito aos consumidores, com um aumento de 10,1% nas queixas.

Número de estrangeiros a viver em Portugal aumentou 83%

Entre Janeiro de 2017 e Agosto de 2018, o número de residentes não habituais (RNH) em Portugal aumentou 83%, Ao todo são já 23.767 os cidadãos estrangeiros que moram pelo menos 183 dias por ano no país e usufruem do regime fiscal criado em 2009. O regime dos RNH permite a trabalhadores que integram uma lista de profissões consideradas de elevado valor acrescentado pagar uma taxa de IRS de 20% sobre os rendimentos do trabalho e confere uma dupla isenção de tributação aos reformados nas suas pensões. RNH, contudo, pode também ser usado por portugueses desde que não tenham residido no país nos cinco anos anteriores. Porém, poucos o fazem. Apenas 1502 residentes não habituais (6%) têm naturalidade portuguesa.

Milionários portugueses criam apenas 1,3% dos empregos

As dez famílias mais ricas de Portugal, com um património conjunto superior a 14 mil milhões de euros, dão emprego a apenas 65 mil pessoas no país, 1,3% do total de 4,8 milhões dos trabalhadores portugueses. A fortuna da maioria destes grupos empresariais está hoje assente em operações no estrangeiro. “Todos têm negócios fora do país, são grandes empresas a nível internacional e grande parte da riqueza é feita no exterior”. A família Amorim, a mais rica de Portugal – a sua fortuna está avaliada em 4502 milhões de euros (números da Forbes Portugal), tem activos financeiros, imobiliários e turísticos espalhados por mercados como Angola, Moçambique ou Brasil. A participação de 33,3% na Galp é a força motriz do grupo e consolida a sua internacionalização.

Investigação ao caso das offshores parada há mais de ano e meio

Em Fevereiro de 2017, o universo político e mediático em Portugal agitou-se com a revelação de que, entre 2011 e 2014, tinham sido transferidos quase 10 mil milhões de euros para contas com sede em paraísos fiscais que não foram alvo de qualquer tratamento por parte do Fisco, embora tivessem sido comunicados à Administração Tributária (AT) pelas instituições financeiras. Mais de metade dos 10 mil milhões de euros de transferências para offshores que não apareciam nas estatísticas entre 2011 e 2014 foram declarados pelo Banco Espírito Santo (BES), tendo sido os montantes enviados nos dois anos anteriores à resolução do banco. O BCP surgia em segundo lugar no que toca a estes montantes transferidos e que escaparam ao radar da máquina fiscal.

Mais de 50% dos pedidos de compensação às companhias aéreas são “rejeitados erradamente”

Um estudo realizado pela AirHelp mostra que, em média, 58% dos pedidos de compensações foram injustamente rejeitados pelas 10 companhias aéreas com maior actividade em Portugal. Este comportamento impossibilitou os passageiros de receberem o que tinham direito. A AirHelp, a maior organização do mundo especializada em direitos dos passageiros aéreos, fez um ranking com as companhias que mais adoptam este comportamento. Nos dois primeiros lugares surgem a Iberia e a Easyjet, ambas com uma taxa de compensações rejeitadas erradamente de 96%. Logo a seguir surge a Ryanair, com uma percentagem de 95%. A TAP aparece no quarto lugar do ranking, com uma percentagem de 58%, seguida pela Vueling Airlines (54%), a Lufthansa (51%) e a Air Europa (38%).

Insolvências aumentaram de mais de 5% no primeiro trimestre deste ano

Há mais empresas insolventes no primeiro trimestre deste ano do que em período homólogo do ano passado. Os dados, divulgados pela Iberinform, mostram ainda que o aumento fé de pouco mais de 5%. Quando há criação de novas empresas, o valor aumentou 18%. Só no mês passado foram totalizadas 541 insolvências, um número que representa mais 58 do que no ano passado. Somando este aumento ao que foi registado em Janeiro, fica totalizado um incremento trimestral de 5,1%. Lisboa e o Porto são os distritos com mais insolvências, 324 e 393 respectivamente. As diminuições mais significativas verificaram-se em Vila Real (-56,5%), Évora (- 44,4%) e Guarda (27,8%); os aumentos mais expressivos foram alcançados nos distritos de: Ponta Delgada (66,7%), Bragança (62,5%) e Braga (49,1%).

Crescimento de empresas mantém-se

A criação de novas empresas durante o mês de Março esteve em contraciclo, uma vez que apresentou uma diminuição de 2,84%, quando comparado a Janeiro (26%) e Fevereiro (29,7%). Feitas as contas, foram criadas 15,756 empresas, o que representa um aumento de 17,7% em relação ao mesmo período ano passado, com mais 2.372. Lisboa voltou a registar o maior número de constituições, seguindo-se o Porto, Setúbal, Braga, Faro, Aveiro e Leiria. Quanto aos sectores, os que tiveram maior variação positiva foram os transportes, construções e obras públicas, indústria extractiva, agricultura, caça e pesca, indústria transportadora e comércio de veículos.

Bancos aceleram redução de malparado

Desde o máximo histórico registado em Junho de 2016, o crédito malparado em Portugal recuou 24.600 milhões de euros. Os bancos portugueses aceleraram a redução do seu stock de crédito malparado no quarto trimestre de 2018, face ao trimestre anterior, com a descida de 3.800 milhões de euros nos empréstimos em incumprimento de empresas e uma queda de 1.300 milhões de euros de malparado dos particulares. O crédito malparado em Portugal recuou 24.600 milhões de euros, do qual 16.100 milhões de euros relativos a crédito a empresas. No final de 2018, o malparado representava 9,4% do total dos empréstimos concedidos pelos bancos.

Estes são os países com maiores reservas de ouro

Os bancos centrais e ministérios das finanças possuem actualmente mais de 33 mil toneladas de ouro avaliadas, aos preços de hoje, em cerca de 1,4 biliões de dólares. Enquanto os Estados Unidos (EUA) lideram a tabela com a posse da maioria do ouro, mais de 8,1 mil toneladas, existem outros países menos óbvios. Além de guardaram o próprio ouro, há nações que também têm vindo a ser repositórios deste metal precioso de outros países. Nos últimos anos, nações como Holanda, Alemanha, Áustria e Bélgica começaram a repatriar a sua soberania sobre o ouro. Uma das razões prende-se pela alteração da política monetária de alguns bancos centrais como é o caso da Reserva Federal dos EUA.

Bancos europeus multados em 14 mil milhões desde 2012

Entre 2012 e 2018, as multas a bancos europeus ascenderam a 14 mil milhões de euros e factura pode continuar a subir. As multas aplicadas a bancos europeus por facilitarem o branqueamento de capitais e a quebra de sanções atingiram os 14 mil milhões de euros, entre 2012 e 2018, e o sector ainda aguarda o desfecho de novas investigações que podem trazer mais custos para a banca. Além das multas, os bancos têm ainda de lidar com a imposição de investimentos na melhoria dos seus sistemas de controlo.