Sector aeronáutico europeu vai perder 110 mil milhões de euros

Haverá uma perda total de receitas da indústria de aproximadamente 110 mil milhões de euros durante 2020 para as companhias aéreas, aeroportos e prestadores de serviços de navegação aérea. Para chegar a este valor, a Eurocontrol teve “em conta os pontos de vista de muitas outras entidades importantes”, como a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), o Conselho Internacional dos Aeroportos (ACI) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), bem como “contactos com presidentes de principais companhias aéreas europeias”. Actualmente, as quebras no tráfego aéreo europeu chegam aos 89%, com os voos de passageiros praticamente parados e a serem colmatados com os de transporte de mercadorias (voos de carga). Esta percentagem compara com uma redução de 41% em meados de Março. Em média, estão a ser efectuados por dia cerca de 3000 a 4000 voos na Europa, menos 20 a 30 mil do que no mesmo período de 2019.

Dos 1,5 biliões, menos de metade do dinheiro será a fundo perdido

Com os pressupostos conhecidos, Portugal pode vir a receber até 25 mil milhões de euros da “bazuca” europeia. A decisão será salomónica para agradar a todas as partes. A proposta de distribuição dos cerca de 1,5 biliões de euros pelos 27 países da União Europeia será pela via de empréstimos e subvenções a fundo perdido. É esta a proposta que a Comissão Europeia deverá fazer aos estados-membros para que esta seja aprovada o mais rapidamente possível para fazer face aos terríveis efeitos da pandemia da Covid-19. No entanto, falta saber o mais importante: que fórmula será escolhida para distribuir a “bazuca” do fundo de recuperação da economia europeia.

Comissão Europeia vai emitir dívida para fundo de recuperação acima do bilião de euros

Conselho Europeu aprovou “rede de segurança” negociada no Eurogrupo e ainda a emissão de dívida pela Comissão Europeia. Como é que o dinheiro vai chegar aos países e em que condições é a questão. O primeiro passo está dado: os líderes europeus acordaram que o financiamento do Fundo de Recuperação, que poderá contar com mais de um bilião de euros, seja feito através da emissão de dívida pela Comissão Europeia, integrado no próximo orçamento europeu. mas deixaram em aberto qual vai ser o alcance para os países e quais encargos futuros. Este fundo deve ser de dimensão suficiente, direccionado aos sectores e partes geográficas da Europa mais afectadas, e dedicado a lidar com esta crise sem precedentes”, pode ler-se nas conclusões adoptadas no final da reunião.

Actividade empresarial na zona euro em mínimos históricos

Até Março deste ano, o mínimo histórico do índice PMI da Markit, de 36,2 pontos, tinha sido registado em Fevereiro de 2009, no pico da crise financeira mundial. Em Abril caiu para os 13,5 pontos. A actividade empresarial na zona euro voltou em Abril a registar a maior queda desde que se começaram a compilar dados comparáveis em Julho de 1998, segundo o indicador flash da consultora IHS Markit. O “Grande Confinamento” levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 3% em 2020, arrastada por uma contracção de 5,9% nos Estados Unidos, de 7,5% na zona euro e de 5,2% no Japão.

Dívida das famílias subiu 708 milhões de euros

Crédito para a casa continua a representar a maior fatia do endividamento particular. Sector público foi o que mais contribuiu para a subida. A dívida das famílias portuguesas aumentou 708 milhões de euros no espaço de um ano. Em Fevereiro, o indicador fixava-se nos 139,5 mil milhões de euros, segundo os dados divulgados pelo Banco de Portugal. Apenas de Janeiro para Fevereiro, o aumento foi de 246 milhões de euros. Os dados ainda não reflectem o cenário de pandemia.

Contabilistas denunciam dificuldades nos empréstimos às empresas e pedem intervenção do Governo

A ordem dos contabilistas considera que as sociedades de garantia mútua, que têm accionistas públicos, são mais inflexíveis do que os bancos na concessão de empréstimos bonificados às empresas, e pediu uma intervenção do Governo. Tem de haver uma intervenção directa do Governo (…), pois não estão a ser concedidos financiamentos às empresas em dificuldade económica por causa da pandemia do novo coronavírus

Maioria dos portugueses espera crise pior do que em 2008

45,7% têm mais medo de serem contagiados pelo coronavírus do que da evolução negativa da economia. A crise económica que a pandemia causada pela Covid-19 está já a provocar será mais intensa do que a registada a partir de 2008, acredita a esmagadora maioria (73,4%) dos portugueses inquiridos sobre a matéria. No mesmo estudo, cerca de 20% respondem que esta nova crise será menos intensa do que a anterior.

Número de desempregados inscritos sobe em Março

O número de desempregados inscritos nos serviços de emprego subiu 3% em Março (mais 9.985), em termos homólogos, e 8,9% (mais 28199) face a Fevereiro, para 343761, de acordo com dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). No final de Março, estavam registados, nos serviços de emprego do continente e regiões autónomas, “343.761 indivíduos desempregados, número que representa 70,9% de um total de 485 pedidos de emprego”, adianta o IEFP. Em termos regionais, o desemprego registado subiu em quatro regiões, com excepção para o Norte e regiões autónomas. “Destaca-se o aumento verificado, em termos homólogos, na região do Algarve (+41,4%) e na região do Alentejo (+9,8%)”, sendo que, “em contraponto, em termos homólogos, encontra-se a região dos Açores (-8,8%)”, aponta o IEFP.

Governo suspende verificação de dívidas das empresas para apoios do IEFP

O Governo suspendeu, por quatro meses, a verificação de dívidas a entidades que se candidatem ou possam beneficiar de apoios do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), no âmbito das medidas extraordinárias aprovadas no contexto da pandemia de covid-19. Desta forma, “não relevam as dívidas constituídas pelas entidades candidatas ou promotoras, junto do IEFP, I. P., desde 01 de Março de 2020 e até 30 de Junho de 2020.

Consumo de electricidade caiu 14% e o de gás baixou 18% num mês

Segundo os dados de consumo diário publicados pela REN – Redes Energéticas Nacionais, Portugal consumiu 3,63 terawatts hora (TWh) de electricidade no período de 18 de Março (quando começou o estado de emergência) a 16 de Abril. No primeiro mês do estado de emergência Portugal consumiu 4,4 TWh de gás natural, menos 17,7% do que no período de 30 dias anterior (17 de Fevereiro a 17 de Março). O consumo de electricidade é visto há anos como um indicador do estado da economia (que pode ser monitorizado mais rapidamente do que as estatísticas oficiais do Produto Interno Bruto).