Função pública. Contratações não param de aumentar e atingem recordes

Os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para um aumento de 209 mil empregos na economia portuguesa, o que representa uma subida de 4,5%, o que é “a maior destes novos registos do INE, que remontam a 2011 e 2012”. E, para estes números contribuíram, em especial, as contratações na Função Pública, onde o emprego disparou 17% no segundo trimestre do ano, o que constitui um recorde desde que há registos. A maior parte das contratações surgem na educação (+7.123, em termos homólogos), na saúde (+4.575) e na defesa nacional (+1.509).

Número de desempregados recua 9,5% em Julho

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego recuou em Julho 9,5% em termos homólogos e 2,4% face a Junho, segundo dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). De acordo com o IEFP, no fim de Julho, estavam registados nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas 368 704 desempregados, um número que representa 66,5% de um total de 554 797 pedidos de emprego. A nível regional, no mês de Julho, o desemprego registado, em termos homólogos, aumentou apenas na região da Madeira (+1,7%). As restantes regiões registaram ‘decréscimos significativos’ do desemprego, com o Algarve a registar a descida mais acentuada (-21,5%). Face a Junho, o desemprego registado desceu em todas as regiões, com as reduções ‘mais expressivas’ a ocorrerem no Algarve (-10,5%) e no Centro (-2,7%). Em termos sectoriais, o desemprego oriundo do sector do alojamento e restauração diminuiu 5,4% em cadeia e 19,1% em termos homólogos.

Desempregados inscritos dispararam mais de 50% em 36 concelhos em dois anos

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego do IEFP desceu em Junho em 215 dos 278 concelhos de Portugal Continental relativamente a igual mês de 2020. Face a Junho de 2019, contudo, os desempregados só baixaram em 55 municípios. 80% dos concelhos do continente ainda têm mais inscritos do que há dois anos, em Junho de 2019, antes da crise. Os 10 com maiores aumentos estão no Algarve, região que no seu conjunto apresenta uma subida de 154%.

Insolvências sobem 11,6% nos primeiros sete meses

As insolvências diminuíram para 382 em Julho, menos 1,3% do que as registadas no período homólogo de 2020 (387), mas em termos acumulados subiram 11,6% face aos primeiros sete meses do ano passado. Segundo o estudo da Iberinform foram registadas 3.129 insolvências até final de Julho de 2021. Os distritos do Porto e de Lisboa foram os que apresentaram um maior número de insolvências, com 783 e 736, respetivamente, que refletem aumentos de 27,8% e 11,4% face ao mesmo período de 2020.

Cresce número de novas empresas

A Iberinform refere que no distrito de Lisboa já foram constituídas 7.347 novas empresas até Julho deste ano, mais 8,38% do que em igual período de 2020, enquanto no distrito do Porto os valores atingiram 4.409 empresas, mais 12,5%. Com exceção de Vila Real, que registou um decréscimo de 9,3%, todos os outros distritos registam um aumento de novas empresas, sendo os mais relevantes os registados em Bragança (+54,9%), Horta (+52,6%), Madeira (+52%), Viana do Castelo (+22,4%), Guarda (+21,7%), Leiria (+20,7%), Angra do Heroísmo (+20,3%), Santarém (+18,2%), Beja (+18%), Évora (+17,6%) e Viseu (+16,4%).

Portugal é o terceiro país europeu em que o capital privado investido nas empresas menos pesa no PIB

No ano passado, o capital privado (private equity) investido nas empresas pesou apenas 0,026% no produto interno bruto (PIB) português, mostram dados da Invest Europe. Portugal é assim o terceiro país europeu em que o capital privado pesa menos no PIB, sendo este investimento, em proporção, 13 vezes inferior ao realizado pela vizinha Espanha (0,358%) e 19 vezes inferior ao da média europeia. O país está assim a anos-luz de França (em que o capital privado pesa 0,819% do PIB), do Luxemburgo (1,193%) e, fora da União Europeia (UE), do Reino Unido (1,394%), com uma aplicação proporcional 53 vezes superior à portuguesa. Pior que Portugal estão apenas a Grécia (0,024%) e a Roménia (0,009%). A falta de capital é um problema central do tecido empresarial português.

Prolongamento das moratórias bancárias publicado em Diário da República

O prolongamento das moratórias aplica-se aos ‘particulares e empresas que desenvolvem a sua atividade em setores especialmente afetados pela pandemia de covid-19’, como os do alojamento, restauração, cultura e transportes. O prolongamento das moratórias bancárias, na componente capital, entre 01 de Outubro e 31 de Dezembro foi publicado, por lei do parlamento, sujeitando a execução das medidas a regulamentos e supervisão da Autoridade Bancária Europeia (EBA). As entidades que pretendam beneficiar da prorrogação prevista no presente artigo devem comunicar às instituições esse facto no prazo mínimo de 20 dias anteriores à data de cessação da medida de apoio de que beneficiam.

Só 16% das empresas dão formação obrigatória aos trabalhadores

Em 2019 as empresas passaram a ter de cumprir 40 horas de formação, em vez das 35 horas mínimas que existem desde 2003, mas a maioria não as executa. Governo assinou “acordo histórico” na semana passada e admite benefícios fiscais para quem vá além da lei. O Governo assinou na semana passada com os parceiros sociais um “acordo histórico” para a formação profissional mas, se a história se repetir, o “desígnio estratégico”, como foi apelidado no aperto de mão, terá parcos resultados. Apesar de há vários anos as empresas serem obrigadas a dar um número mínimo anual de formação aos seus trabalhadores, são poucas as que acabam por fazê-lo – tal como são escassas as multas aplicadas pela Autoridade para as Condições do Trabalho.

Ryanair vai investir 253,4 milhões no aeroporto de Lisboa com reforço da frota

A companhia aérea Ryanair vai investir 300 milhões de dólares (253,4 milhões de euros) no aeroporto de Lisboa, onde irá alocar mais três aeronaves a partir de Novembro como parte da sua programação de inverno 2021. Assim, a companhia área irlandesa vai passar a ter um total de sete aeronaves na base em Lisboa e irá operar 50 rotas e mais de 250 voos semanais desde Lisboa, incluindo 22 novas rotas para destinos, nomeadamente, em Itália, Marrocos, França, Espanha, Polónia, Reino Unido, Dinamarca e Alemanha.

Ryanair duplica número de passageiros. Voaram 9,3 milhões em julho

A companhia aérea irlandesa ‘low cost’ Ryanair transportou 9,3 milhões de passageiros em Julho, mais do dobro do que no mesmo mês do ano passado. A companhia aérea com sede em Dublin diz que a retoma do tráfego coincide com a entrada em vigor do certificado covid da União Europeia (UE), que permitiu flexibilizar as restrições de viagens durante a pandemia. Durante os meses mais difíceis desta crise sanitária, a Ryanair cancelou mais de 90% dos voos previstos, com breves períodos de reabertura, como em Julho de 2020, quando transportou 4,4 milhões de passageiros. O grupo Ryanair, composto pelas companhias aéreas Laudamotion, Buzz, Malta Air e Ryanair UK, afirmou que efetuou mais de 61.000 voos na sua rede de rotas europeias em Julho. No primeiro trimestre fiscal, a Ryanair perdeu 272,6 milhões de euros, mais 47% do que no mesmo período do ano anterior.