Bruxelas aprova apoio de 1,25 mil milhões de euros da Alemanha para recapitalização da TUI

Alemanha vai prestar um apoio sob a forma de recapitalização estatal ao operador turístico de até 1,25 mil milhões de euros, dos quais 420 milhões de euros são de participação passiva convertível em capital próprio da TUI, 680 milhões de euros são de participação passiva não convertível e outros 150 milhões de euros de obrigações convertíveis. O Grupo TUI é um dos maiores grupos de turismo integrado do mundo, dispondo de 1.800 agências de viagens e portais ‘online’, seis companhias aéreas com mais de 130 aviões, mais de 300 hotéis e 14 navios de cruzeiro. Tem presença em 180 países, entre os quais Portugal, onde está desde 2001.

Ryanair passa de lucro a perdas de 197 ME no primeiro semestre fiscal

A Ryanair registou uma perda líquida de 197 milhões de euros no primeiro semestre fiscal (abril-setembro), contra um lucro líquido de 1,15 mil milhões de euros no mesmo período de 2019. A companhia aérea irlandesa ‘low cost’ sublinha que manteve 99% das suas aeronaves em terra durante quatro meses devido à pandemia da covid-19. A Ryanair também afirma que a crise sanitária provocou uma queda de 78% nas receitas em relação ao ano fiscal anterior, tendo atingindo um volume de negócios de 1.180 milhões de euros. O tráfego aéreo da Ryanair diminuiu 80%, refere a transportadora, adiantando que transportou 17 milhões de passageiros entre abril e setembro.

Há quase 200 aeroportos europeus à beira da falência

Oito meses após o início da crise, “todos os aeroportos europeus estão a ‘queimar’ dinheiro para permanecerem abertos”, com as receitas longe de cobrirem os custos operacionais, muito menos os custos de capital. A pandemia continua a fazer estragos no sector da aviação. Para além de estar a deixar muitas companhias no vermelho, se o transporte de passageiros não recuperar até final do ano, 193 dos aeroportos Europeus irão enfrentar insolvência nos próximos meses.

Quebra de 70% no turismo internacional entre Janeiro e Agosto provocada por covid-19

Segundo a OMT, o turismo internacional sofreu uma quebra de 70% nos primeiros oito meses do ano em relação ao mesmo período do ano anterior devido à pandemia de coronavírus. Naquilo que diz respeito aos meses de verão, foram contabilizados -81% de turistas em Julho e -79% em Agosto. Esta redução representa 700 milhões de chegadas a menos e uma perda de 730 mil milhões de dólares – isto é, aproximadamente 617 mil milhões de euros – para o setor turístico mundial. Relativamente às regiões mais afetadas, a da Ásia-Pacifico é aquela que ocupa o primeiro lugar da lista (-79%), de seguida África e o Médio Oriente (-69%), a Europa (-68%) e o continente americano (-65%).

Pandemia apaga sete mil milhões em receita turística até agosto

As receitas turísticas de Janeiro a Agosto ascenderam a 5,6 mil milhões de euros, o que representa menos 56% face ao mesmo período de 2019, altura em que as receitas estavam próximas dos 12,8 mil milhões de euros. A diferença é brutal: são 7,1 mil milhões de euros gastos a menos em Portugal, devido à pandemia de covid-19, que levou à implementação de medidas para travar o contágio da doença e que limitaram a circulação de pessoas. A somar a isto, a perda de poder de compra das famílias, bem como os receios quanto ao futuro, dadas as incertezas sobre a evolução da covid e a crise económica que se instalou, levaram muitos, sobretudo na Europa, nos EUA e no Brasil – principais mercados emissores de turistas para Portugal – a não viajar para o estrangeiro ou a fazê-lo de uma forma muito mais cautelosa e despendendo uma fração do que gastariam noutros tempos.

Carga fiscal desce este ano para o valor mais baixo desde 2012

A carga fiscal, em 2020, deverá regressar aos níveis que se registavam antes do “enorme aumento” de impostos em 2013. Por causa da pandemia, o Governo estima que, este ano, as administrações públicas consigam arrecadar 33,9% do PIB em impostos. A concretizar-se, será a percentagem mais baixa dos últimos oito anos. A riqueza gerada tem um grande impacto no valor dos impostos arrecadados todos os anos, como se deverá observar em 2020. Para este ano, o governo prevê que sejam coletados “apenas” 67 mil milhões de euros. Esta queda no montante de impostos arrecadados é explicada pela crise da economia portuguesa e não por medidas de redução de impostos decretadas pelo executivo.

EasyJet anuncia bases sazonais em Faro e Málaga na primavera de 2021

Espanha e Portugal acumulam cerca de 26% do total de passageiros transportados em 2019. A companhia área ‘low-cost’ britânica easyJet anunciou que vai estabelecer uma base sazonal em Faro e abrir uma terceira base na cidade de Málaga, em Espanha, na primavera de 2021. A companhia adianta que vai equipar as duas bases (Faro e Málaga) com três aeronaves. Com estas novas bases provisórias, a easyJet pretende reforçar a temporada de verão. Málaga é um dos destinos estratégicos de verão da easyJet e, desde que iniciou as suas operações na cidade, em 1999, já transportou mais de 36 milhões de passageiros. A companhia aérea também anunciou duas novas rotas nas Ilhas Canárias em 13 de fevereiro de 2021 com duas frequências semanais.

Principais companhias aéreas europeias estão a enfrentar a crise

Alitalia

O Governo italiano anunciou em Maio a injeção de três mil milhões de euros na transportadora aérea italiana. Dos 11,132 trabalhadores da empresa, mais de metade foram colocados em regime de layoff até Outubro.

Air France

A Air France planeia despedir mais de 6.560 trabalhadores até 2022 devido à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, representando 15% do total de trabalhadores. Já a sua subsidiária Hop!, que opera voos regionais em França, planeia reduzir a sua força laboral em 1.020 pessoas. A Air France-KLM é detida em partes iguais de 14% pelos governos francês e holandês e recebeu um resgate de 10,4 mil milhões de Paris e Haia.

British Airways

A companhia aérea britânica detida pela IAG já anunciou que pretende despedir 13 mil trabalhadores. Os pilotos aceitaram também uma redução salarial temporária de 20%, que será reduzida para 8% em dois anos e para zero no longo prazo, anunciou a Associação Britânica de Pilotos no final de julho.

Easyjet

A Easyjet anunciou que pretende despedir 4.500 trabalhadores, o que corresponde a 30% da sua força total de trabalho, de 15 mil trabalhadores. Ao mesmo tempo, a empresa pretende retirar 302 aviões de circulação. Easyjet também anunciou em Agosto o encerramento de três das suas bases nos aeroportos de Londres Stansted, Londres Southend e Newcastle, ficando apenas com oito bases no Reino Unido, colocando em risco 670 postos de trabalho.

Iberia

A companhia aérea espanhola detida pelo International Airlines Group (IAG) recebeu um empréstimo de 750 milhões de euros do Estado espanhol em Maio. Já a sua subsidiária Vueling recebeu um empréstimo no valor de 260 milhões de euros.

KLM

O Governo holandês anunciou no final de Junho que pretendia injetar um total de 3,4 mil milhões de euros na companhia aérea. Com o número de passageiros a cair 95% para 500 mil pessoas, a empresa anunciou que pretendia reduzir a sua força de trabalho em 20% até 2022 de um total de 33 mil trabalhadores antes da pandemia.

Lufthansa

O Governo alemão tomou uma posição de 20% na empresa, com o objetivo de vender esta participação em 2023, em troca de um resgate de nove mil milhões de euros. A empresa anunciou em Junho que pretendia reduzir 22 mil postos de trabalho devido à pandemia da Covid-19, com metade destes cortes a terem lugar na Alemanha. A companhia emprega mais de 135 mil pessoas atualmente, com mais de metade na Alemanha. Lufthansa decidiu retirar 150 aviões de circulação até 2025. Como forma de reduzir os custos da empresa, os pilotos da Lufthansa decidiram sacrificar 45% dos seus salários ao longo de dois anos para reduzir a folha salarial da companhia aérea, de forma a poupar 350 milhões de euros.

Ryanair

Na companhia aérea irlandesa de baixo custo, os pilotos aceitaram um corte de 20% no início de Julho, com os assistentes de bordo a serem também atingidos por este corte. Estamos a falar de 20% para os comandantes com melhores salários, 5% para os assistentes de bordo com salários mais baixos.

TAP

A companhia aérea teve luz verde da Comissão Europeia para receber um empréstimo no valor de 950 milhões de euros, que pode chegar até aos 1.200 milhões, se a situação da companhia aérea continuar a piorar. O grupo TAP conta atualmente com mais de 10 mil trabalhadores. A empresa vai entregar até 10 de dezembro o plano de reestruturação da companhia aérea em Bruxelas. A Comissão Europeia vai depois avaliar o plano que vai ditar o futuro da empresa no curto e médio prazo.

Famílias tiram 1225 milhões dos bancos para férias

Famílias gastaram quase o mesmo que o ano passado, apesar do novo contexto de pandemia. Mês tradicional de praia voltou a registar quebra no volume de depósitos das famílias, para pagar gastos das férias. Os portugueses retiraram 1225 milhões de euros em depósitos dos bancos em Agosto, o mês preferido para férias de verão, contrariando a tendência de poupança das famílias verificada após o eclodir da pandemia. Os dados do Banco de Portugal mostram que o bolo de depósitos encolheu para os 157 985 milhões de euros em Agosto, abaixo dos 159 210 milhões de Julho.

Lufthansa avança com novos cortes

O grupo aéreo Lufthansa anunciou que vai eliminar mais empregos e reduzir em 150 aviões a dimensão da sua frota porque a recuperação “tem sido mais lenta do que esperado”, após a paralisação causada pela pandemia. A Lufthansa indicou que quer reduzir a sua frota, que tem um total de 763 aviões, em 150 aparelhos até 2025, quando até agora previa prescindir de 100 aviões. A companhia, que perde atualmente cerca de 500 milhões de euros por mês, considerou que a redução da sua frota vai levar a “um aumento” dos postos de trabalho “excedentários”, depois de já ter anunciado que pretendia eliminar 22 mil empregos. No quarto trimestre, o grupo Lufthansa, que detém a Swiss, Austrian Airlines e a Brussels Airlines, espera agora que a oferta represente entre 20% e 30% do nível que tinha na mesma altura do ano passado, quando inicialmente apontava para 50%.