25 milhões de empregos na aviação podem estar em risco

Em concreto, a contribuir para este cenário de “recuperação mais pessimista” está relacionado com a “redução das viagens realizadas pelas companhias aéreas”, com a “fraca confiança dos consumidores” e ainda com a “lenta contenção do vírus nos Estados Unidos e nas economias em desenvolvimento”, como a China. Devido a estes factores, a previsão revista da IATA é de que os planos globais [de tráfego] caiam 55% em 2020 em comparação com 2019″, enquanto a previsão de Abril passado era de um declínio de 46%, recorda a associação internacional.

Associação Internacional de Transporte Aéreo só prevê recuperação do tráfego em 2024

A IATA piorou as previsões sobre recuperação do tráfego aéreo, prevendo agora que só se atinjam em 2024 os níveis anteriores à covid-19, devido a uma “recuperação mais lenta do que esperado”. Isto porque, de acordo com a associação que representa 209 companhias aéreas a nível mundial e 82% do transporte global, “o tráfego de passageiros de Junho de 2020 revelou recuperação mais lenta do que era esperado. A IATA afirma, também, esperar que “a recuperação em viagens de curta distância continue a ser mais rápida do que em viagens de longa distância”.

Ryanair perdeu 185 milhões de euros no primeiro trimestre fiscal

A Ryanair perdeu 185 milhões de euros no primeiro trimestre fiscal (Abril – Junho), devido à pandemia da covid-19, um período que a companhia aérea irlandesa considera como o “mais difícil” dos seus 35 anos de história. A empresa sediada em Dublin lembrou que os confinamentos decretados na Europa causaram uma queda de 99% no tráfego aéreo entre Abril e Junho. No anterior exercício fiscal a empresa tinha registado um lucro de 243 milhões de euros. No início de Julho, 96% dos pilotos da Ryanair aceitou um corte nos seus salários para salvaguardar os postos de trabalho que estavam ameaçados de despedimento.

Comissão Europeia pede não discriminação nas restrições a viagens na União Europeia

A Comissão Europeia apelou à aplicação da regra da não discriminação nas restrições, devido ao aumento de casos de covid-19 nalgumas regiões, adoptadas pelos países europeus às viagens dentro da União Europeia (UE). Alguns Estados-membros estão a colocar restrições às viagens a partir de Portugal e isso deve-se, obviamente, ao elevado número de casos dos últimos dias e semanas, nomeadamente [na região de] Lisboa. Numa altura em que Portugal está na ‘lista vermelha’ de muitos países da UE devido à evolução da pandemia, essencialmente por causa da subida no número de infecções em Lisboa e Vale do Tejo, o responsável belga argumentou que “o que os outros Estados-membros estão a pedir mais em relação a Portugal é a realização de testes e de quarentena.

Défice externo agrava-se para 2,5 mil milhões com quebra no turismo

Os efeitos da pandemia continuam a fazer-se sentir nas contas externas portuguesas, devido sobretudo ao decréscimo acentuado do saldo da rubrica de viagens e turismo. O saldo conjunto das balanças corrente e de capital, que mede a evolução das contas externas do país, foi negativo em 2.496 milhões de euros nos primeiros cinco meses do ano. Este valor traduz um agravamento de 45% face ao registado nos primeiros cinco meses do ano passado e uma subida considerável contra o registado nos primeiros quatro meses deste ano. Entre Janeiro e Abril o saldo externo foi negativo em 864 milhões de euros, um valor mais de quatro vezes superior ao saldo negativo de 201 milhões registado nos primeiros quatro meses de 2019.

Aeroportos esperam recuperar volume de passageiros daqui a quatro anos

O director do Conselho Internacional de Aeroportos na Europa (ACI Europe) disse que a recuperação do tráfego aéreo de passageiros de forma a igualar os níveis do ano passado é esperado apenas em 2024. O ACI Europe assinalou ainda que o tráfego de passageiros em Junho caiu 93% em comparação com o mesmo mês em 2019. No ano passado, os aeroportos europeus receberam 240 milhões de passageiros, valor que este ano desceu para 16,8 milhões. As infra-estruturas devem perder um total de 1.570 milhões de passageiros em 2020, o que significa um decréscimo de 64% em comparação com o ano passado.

Bruxelas avança com processo de infracção contra vouchers

A Comissão Europeia instaurou processos de infracção contra Portugal e nove outros Estados-membros por violação das leis comunitárias para direitos dos passageiros, designadamente a emissão de vouchers, no quadro da covid-19. Ao abrigo da legislação da UE, os passageiros têm o direito de escolher entre o reembolso em dinheiro e outras formas de reembolso tais como um ‘voucher’. Por conseguinte, a Comissão decidiu enviar cartas de notificação para cumprir à República Checa, Chipre, Grécia, França, Itália, Croácia, Lituânia, Polónia, Portugal e Eslováquia”, indica o executivo comunitário.

Governo fica com 72,5% da TAP. Empréstimo pode chegar à empresa

O governo português fica com a maioria do capital da TAP e vai escolher no mercado internacional uma equipa de gestão privada para a empresa. A pandemia afectou de forma negativa a aviação e as companhas aéreas. A actividade prosseguida pela TAP é estratégia para o País. Considerando a importância, a sua deterioração económica e acentuadas necessidade liquidez. O Estado junto da Comissão Europeia analisou e discutiu para conceder um auxílio de estado. Operação concedida a 10 de Junho. Foi proposto um acordo com um conjunto de condições, que não foram aceitas pelos privados, bloqueando o empréstimo.

Turismo em Portugal pode perder quase 12,4 mil milhões

Os dados das Nações Unidas indicam que “destinos populares da Europa e da América do Norte, incluindo França, Grécia, Itália, Portugal, Espanha e Estados Unidos podem perder milhares de milhões de dólares devido à queda drástica no turismo internacional”. O sector vai perder, pelo menos, 1,2 biliões de dólares, o equivalente a 1,5% do produto bruto global. O turismo em Portugal pode perder quase 12,4 mil milhões de euros, face ao impacto causado pela pandemia de covid-19, segundo os dados divulgados pela Agência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD na sigla em inglês).

TAP com prejuízos de 365 milhões no primeiro trimestre

A TAP registou um decréscimo de 54,7% no número de passageiros transportados em Março face ao mês homólogo de 2019. A TAP registou no primeiro trimestre do ano prejuízos de 395 milhões de euros, relacionados com os impactos da pandemia de covid-19, anunciou a companhia aérea portuguesa ao mercado. A transportadora aérea refere que no período. No primeiro trimestre do ano, a companhia aérea registou uma “diminuição dos rendimentos operacionais totais em 0,5%” face ao trimestre homólogo de 2019 e “das receitas de passagens em 3,7%” relativamente ao mesmo período do ano anterior.