Sector do turismo perde um milhão de empregos no Mundo por dia devido ao coronavírus

O sector do turismo perde diariamente um milhão de empregos no Mundo devido aos efeitos da pandemia do novo coronavírus, segundo dados revelados hoje pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC). O grande volume de encerramento de hotéis, a suspensão da maioria dos voos, a interrupção de linhas de cruzeiro e o aumento das proibições globais de viagens estão a ter um ‘efeito dominó’ catastrófico que afecta um grande número de prestadores de serviços em todo o mundo”, segundo o WTTC, que lembra que as pequenas e médias empresas (PME) são especialmente vulneráveis”

Ryanair suspende todas as viagens a partir de dia 25

A companhia aérea de baixo custo Ryanair anunciou que irá suspender todas as viagens na sequência das restrições impostas pelos governos para combater a pandemia de coronavírus. As únicas excepções, refere a companhia aérea de baixo custo irlandesa em comunicado, serão um pequeno número de voos destinados a manter as ligações essenciais, principalmente entre o Reino Unido e a Irlanda. Assim, o grupo Ryanair reduzirá a programação de voos em mais de 80%.

Batalha judicial contra aeroporto do Montijo

A declaração de impacte ambiental (DIA), essencial à transformação da Base Aérea do Montijo num aeroporto civil complementar ao de Lisboa, está suspensa. Um grupo de cidadãos entregou uma providência cautelar para suspender os efeitos da DIA, que foi aceite pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada. A decisão tem efeitos suspensivos e a declaração de impacte ambiental não pode ser usada para nada. Por exemplo, não pode ser usada para instruir o processo de licenciamento junto a Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC)”, explica

ANA vai limitar o acesso aos aeroportos

Devido ao covid-19, a gestora dos aeroportos nacionais está a preparar um plano de restrição do acessos em articulação com a PSP. A empresa apela a que só se desloquem aos aeroportos “as pessoas que vão efectivamente viajar” e explica os seus planos. “Consciente da necessidade de evitar grandes aglomerados de pessoas nos aeroportos, face à situação de emergência que se vive no país, a ANA está a trabalhar com a PSP no sentido de criar um sistema de limitação de acesso que possa ser rapidamente implementado.

Défice externo agrava-se mesmo com turismo a crescer

Janeiro registou um aumento das receitas do turismo, que contabilizaram 851 milhões de euros, um crescimento de 8% face ao mesmo mês do ano passado. Apesar disso, o país continua a ver aumentar o seu défice externo e em Janeiro o saldo conjunto das balanças corrente e de capital foi negativo em 700 milhões de euros, um agravamento face aos 456 milhões de euros também negativos registados em Janeiro do ano passado. Em 2018 o saldo da balança corrente e de capital da economia portuguesa atingiu o peso no PIB mais baixo desde 2012, o primeiro ano em que houve excedente. A balança corrente e de capital, que traduz as contas externas da economia, desceu para 0,4% do PIB.

Grupo chinês vende participação na TAP por 49 milhões de euros

O conglomerado chinês HNA vendeu a participação de 9% que detinha na TAP através da Atlantic Gateway por 55 milhões de dólares (cerca de 48,6 milhões de euros). Mais de metade desta participação indirecta na TAP foi vendida à Global Aviation Ventures LLC, um fundo norte-americano de capital de risco especializado no sector da aviação, por 30 milhões de dólares. O restante passou para as mãos da transportadora aérea brasileira Azul S.A. em troca de 25 milhões de dólares.

Europa vai desviar mil voos diários para evitar saturação

A Europa vai desviar diariamente, no próximo Verão, cerca de mil voos que sobrevoariam Alemanha, Franca e outros países do continente, para evitar uma saturação naquele espaço aéreo como aconteceu em 2018. A informação foi avançada pela agência EFE. Após os problemas sofridos em 2018, “se não se fizer nada”, este Verão verificar-se-á um “quase colapso”, em termos técnicos, porque aqueles centros de controlo do tráfego aéreo vão ter menos capacidade do que no ano passado, devido a um novo aumento do tráfego e a um número insuficiente de controladores, diz a agência. Face a estes constrangimentos, Espanha irá assumir diariamente a gestão entre 150 a 160 desses voos.

Zonas ‘duty free’ agregam negócio de mais de 60 mil milhões

Não pagar impostos é a motivação de uma actividade comercial que já não é monopólio dos aeroportos e que deverá chegar aos 75 mil milhões em 2020. O negócio expandiu-se a ‘reboque’ da indústria do turismo – que se multiplicou exponencialmente com as companhias aéreas low cost – e é cada vez mais importante para uma vasta linha de sectores, nomeadamente no que tem a ver com as marcas de luxo. Em 2020, este negócio específico deverá atingir aos 75 mil milhões de euros, e o seu espectro não deverá sofrer grandes alterações: a moda, acessórios e a perfumaria continuarão a agregar quase 50% dos gastos dos viajantes, para, logo a seguir, surgirem as bebidas alcoólicas (16,7%), o tabaco (10,9%), artigos de relojoaria e joalharia (8,3%), artesanato (7,3%) e artigos electroeletrónicos, brindes e outros itens (7%).

Jogo online ilegal

O jogo online ilegal em Portugal vale 60% do mercado legal. Ou seja, há um negócio com receitas de cerca de 90 milhões de euros por ano que não paga impostos nem é controlado pelo Serviço de Regulação e Inspecção de Jogos. Isto contribui para a fraca expansão legal deste tipo de apostas. Neste momento existem 15 autorizações para a exploração do jogo online, nas vertentes de jogos de fortuna e azar e de apostas desportivas à cota (respectivamente 8 e 7). O jogo online e o facto de haver impostos muito elevados, faz com que este mercado – que foi regulamentado em Portugal em 2015 – esteja parado.

Algarve aprova redução de 50% no custo dos passes de transportes públicos

A Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) aprovou a redução em 50% do custo dos passes de transportes públicos algarvios, medida que será aplicada no mais tardar a partir de Maio. Esta redução, válida para autocarros e comboios, é conseguida através de verbas do Fundo Ambiental que, no caso da AMAL, representam este ano aproximadamente um milhão de euros, o que corresponde a 97,5% do montante global, sendo os restantes 2,5% provenientes dos municípios. O objectivo é que utilizem esta verba para criar soluções que alterem “padrões de mobilidade da população, com vista à redução de emissões nos transportes”. As compensações financeiras do PART estão disponíveis em 01 de Abril. As 21 CIM vão receber um total de 23,2 milhões do PART e cada uma delas vai contribuir com 2,5% da verba que lhes for transferida pelo Estado.