Carga fiscal desce este ano para o valor mais baixo desde 2012

A carga fiscal, em 2020, deverá regressar aos níveis que se registavam antes do “enorme aumento” de impostos em 2013. Por causa da pandemia, o Governo estima que, este ano, as administrações públicas consigam arrecadar 33,9% do PIB em impostos. A concretizar-se, será a percentagem mais baixa dos últimos oito anos. A riqueza gerada tem um grande impacto no valor dos impostos arrecadados todos os anos, como se deverá observar em 2020. Para este ano, o governo prevê que sejam coletados “apenas” 67 mil milhões de euros. Esta queda no montante de impostos arrecadados é explicada pela crise da economia portuguesa e não por medidas de redução de impostos decretadas pelo executivo.

Governo reduz apoio à economia em 1.500 milhões em 2021

Em 2021, o apoio que o Governo vai continuar a dar à economia para reagir à crise será cerca de 1.500 milhões de euros inferior ao disponibilizado este ano. Ou seja, apesar da flexibilização dada pela Comissão Europeia na aplicação das regras orçamentais e do ambiente favorável ao reforço do investimento e ao suporte a empresas e famílias.

Governo lança mais 6 mil milhões em linhas de crédito, empresas queriam medidas fiscais

O Governo vai lançar novas linhas de crédito garantido pelo Estado no próximo ano, até um máximo de 6 mil milhões de euros, mas as empresas fogem a contrair mais dívida. Pelo contrário, defendem a redução da carga fiscal, de forma a incentivar o consumo e a competitividade, e a introdução de instrumentos de capitalização, nomeadamente com recurso aos fundos europeus.

Carros usados importados com ‘alívio’ até 50% no imposto a liquidar

Os automóveis usados importados vão pagar menos impostos no próximo ano, desistindo o Governo de uma posição de confronto sistemático com a União Europeia que já se traduziu em derrotas judiciais. As reduções previstas na proposta de Orçamento do Estado para 2020 podem chegar a 50% do valor do Imposto Sobre Veículos (ISV). A fórmula de cálculo do imposto passa a ter em conta, para além da cilindrada, a componente ambiental no caso dos veículos usados importados da União Europeia. Portugal considerava que não devia fazer descontos na componente ambiental porque, na prática, as emissões mantêm-se ao longo dos anos. A descida deverá contribuir para fazer crescer este mercado que o ano passado representou 40% do total de carros transacionados.

Alojamento e Restauração entre os sectores com mais insolvências

O alojamento e restauração é um dos setores que regista maior número de insolvências de empresas entre Maio e Setembro, período em que foram contabilizados 146 processos de insolvência, o que corresponde a um aumento de 73 face a igual período do ano passado. As novas insolvências (+12%) mostram tendências semelhantes às do início do ano (+11%). Neste período, os valores são semelhantes aos do ano passado na maioria dos setores de atividade, mas com alguns setores a apresentar já uma subida dos novos processos de insolvência, como é o caso do Alojamento e Restauração (total 146; +73 que em 2019) em especial no distrito de Lisboa”.

Pessoas em pobreza extrema aumentam 150 milhões em 2021

O número de pessoas em situação de pobreza extrema no mundo vai aumentar em 150 milhões em 2021 devido à pandemia de ​​​​​​​covid-19, segundo previsões do Banco Mundial. A pandemia e a recessão global podem causar que mais de 1,4% da população mundial caia na extrema pobreza. e acordo com o relatório, a pandemia deverá empurrar “mais 88 a 115 milhões de pessoas para a extrema pobreza este ano, com o total a chegar aos 150 milhões em 2021, dependendo da severidade da contração económica”. A extrema pobreza é definida conceptualmente como a vivência com menos de 1,90 dólares (1,61 euros) por dia e deverá afetar cerca de 9,1% e 9,4% da população mundial em 2020.

Trabalhadores em ações de formação vão receber mais

As empresas e trabalhadores que adiram a programas de formação organizados pelo IEFP vão passar a receber mais do que até aqui. A opção depende da empresa. Assim, o trabalhador passa a receber 176 euros em vez dos anteriores 66 euros, enquanto o empregador recebe 131 euros por cada trabalhador envolvido. Está previsto que o apoio vigore até ao final do ano, embora o Governo admita vir a estender as medidas em função da evolução da situação económica.

Aprovado reforço dos apoios para empresas com quebras de 75%

O Governo aprovou as alterações ao chamado apoio à retoma progressiva, permitindo uma redução total de horário aos trabalhadores de empresas com quebras de faturação superiores a 75%, com um apoio integralmente suportado pela Segurança Social. Nestas circunstâncias, segundo a ministra do Trabalho, os trabalhadores vão receber 88%. Foi criado um novo escalão para empresas que tenham uma quebra de faturação de entre 25% e 40% e que até agora não eram abrangidas pelo apoio. Neste caso permite-se a redução de horário até 33%. O Governo não aprovou qualquer alteração às regras de pagamento da TSU que já estavam previstas, o que significa que só as pequenas e médias empresas terão uma redução de 50% nos descontos que incidem apenas sobre a compensação retributiva

O desemprego é a principal preocupação dos líderes empresariais mundiais

As conclusões do relatório “Riscos Regionais dos Negócios 2020”, do Fórum Económico Mundial, indica ainda que as “doenças infeciosas” subiram 28 lugares no ranking e ocupam o segundo lugar. As regiões alvo desta pesquisa incluem Ásia-Pacífico, Eurásia, Europa, América Latina e Caribe, Médio Oriente e norte de África, América do Norte, sul da Ásia e África subsaariana. O “desemprego” é a maior preocupação dos líderes empresariais mundiais, de acordo com o mapa interativo “Riscos Regionais dos Negócios 2020”, do Fórum Económico Mundial. As “crises fiscais” que ocupavam o primeiro lugar em 2019 descem este ano para o terceiro lugar.

EasyJet anuncia bases sazonais em Faro e Málaga na primavera de 2021

Espanha e Portugal acumulam cerca de 26% do total de passageiros transportados em 2019. A companhia área ‘low-cost’ britânica easyJet anunciou que vai estabelecer uma base sazonal em Faro e abrir uma terceira base na cidade de Málaga, em Espanha, na primavera de 2021. A companhia adianta que vai equipar as duas bases (Faro e Málaga) com três aeronaves. Com estas novas bases provisórias, a easyJet pretende reforçar a temporada de verão. Málaga é um dos destinos estratégicos de verão da easyJet e, desde que iniciou as suas operações na cidade, em 1999, já transportou mais de 36 milhões de passageiros. A companhia aérea também anunciou duas novas rotas nas Ilhas Canárias em 13 de fevereiro de 2021 com duas frequências semanais.