Economistas apontam para queda entre 4% e 20% do PIB em 2020

Estudo diz que taxa de desemprego pode subir 10,4% este ano se a pandemia durar três meses, mas pode atingir 13,5% se durar seis meses. A economia portuguesa pode recuar entre 4% e 20% em 2020. Estes são os cenários previstos por um estudo realizado pelo Núcleo de Estudos da Universidade Católica (NECEP), assumindo a “disrupção generalizada na economia mundial” causada pela doença covid-19. No cenário mais pessimista, os economistas estimam uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 20% e uma taxa de desemprego de 13,5% para Portugal, enquanto na zona euro a economia deverá cair 10%

Desemprego é o problema mais sério

Ainda não se consegue quantificar o impacto do COVID-19 em Portugal. Muito está dependente da duração da epidemia e da forma como ela vai afectar a actividade produtiva não apenas em Portugal, mas também nos outros países com quem temos fortes relações económicas. Para já, as informações não são boas: é expectável uma recessão na área do euro e desde logo das suas principais economias – Alemanha, Itália, França e Espanha. “Tudo indica estarmos à beira de uma recessão à escala global. Em Portugal, no curto prazo, o problema económico e social mais sério será o do desemprego, associado à disrupção produtiva e à quebra da actividade económica”. Mas o efeito pode ser mais duradouro “pode vir a minar de forma significativa a capacidade de produção futura da economia portuguesa”

Sector do turismo perde um milhão de empregos no Mundo por dia devido ao coronavírus

O sector do turismo perde diariamente um milhão de empregos no Mundo devido aos efeitos da pandemia do novo coronavírus, segundo dados revelados hoje pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC). O grande volume de encerramento de hotéis, a suspensão da maioria dos voos, a interrupção de linhas de cruzeiro e o aumento das proibições globais de viagens estão a ter um ‘efeito dominó’ catastrófico que afecta um grande número de prestadores de serviços em todo o mundo”, segundo o WTTC, que lembra que as pequenas e médias empresas (PME) são especialmente vulneráveis”

Moratória de crédito para empresas e famílias devido aos impactos do coronavírus

Os bancos vão disponibilizar uma moratória de crédito a empresas e famílias, com carência de capital em operações de crédito, e eliminar a comissão aplicada aos comerciantes no pagamento automático, dado os impactos do Covid-19. Em concreto, no que toca às empresas, os bancos dizem estar disponíveis para conceder “uma carência de capital, acompanhada pela prorrogação do prazo da operação, até um ano, em operações de crédito regulares que se encontrem em período de reembolso ou iniciem esse período em 2020”.

Subsídios de desemprego vão ser prolongados

O Governo vai renovar automaticamente os subsídios de desemprego e os apoios como complemento solidário para idosos (CSI) e rendimento social de inserção (RSI). De acordo com António Costa, o Governo vai assegurar a “prorrogação automática dos subsídios de desemprego em pagamento”, bem como dos apoios relacionados com o rendimento social de inserção (RSI) e complemento solidário para idosos (CSI). Este será seguramente um trimestre muito duro para todos. Essencial é podermos assegurar a travessia destes três meses

Governo trava fim dos contratos de arrendamento

Já se sabia que os despejos estavam suspensos, mas na conferência após o longo Conselho de Ministros o governo anunciou que também os contratos de arrendamento que estejam prestes a chegar ao fim serão prolongados. Regime excepcional aplica-se também aos contratos de arrendamento comercial, além dos habitacionais. O Governo aprovou a suspensão do prazo de caducidade dos contratos de arrendamentos que viessem a terminar durante os próximos três meses visto que não é momento para acrescentar à ansiedade que todos vivemos a ansiedade de procura de casa. A segunda medida passa pela “prorrogação automática dos subsídios de desemprego, bem como o Rendimento Social de Inserção e o Complemento Solidário de Idosos, que serão automaticamente renovadas”

Governo adia impostos e pagamento de 2/3 das contribuições para o segundo semestre

Com o objectivo de melhorar a liquidez das empresas, o governo anunciou o adiamento de dois terços das contribuições pagas à Segurança Social para o segundo semestre e o adiamento da entregas de IVA, IRC e IRS. O Governo aprovou um decreto-lei que flexibiliza “o pagamento de impostos e contribuições sociais” e suspende até 30 de Junho de 2020, os processos de execução fiscal em curso ou que venham a ser instaurados pela Autoridade Tributária e pela Segurança Social”, de acordo com o comunicado do Conselho de Ministros. Por outro lado, “nos meses de Abril, Maio e Junho, a entrega do IVA e as entregas de retenção na fonte de IRS e IRC podem ser liquidadas em 3 ou 6 pagamentos fraccionados”

Empresas só acedem às linhas de crédito se não despedirem

O primeiro-ministro anunciou que as empresas só poderão aceder às linhas de crédito para garantir a liquidez das empresas se mantiverem os postos de trabalho. Linhas de crédito vão chegar também às empresas do sector de comércio. As empresas só vão poder aceder às linhas de crédito para ter liquidez durante a crise provada pela pandemia do novo coronavírus se mantiverem os postos de trabalho, definiu o Governo nesta sexta-feira, 20 de Março. Aprovámos um conjunto de linhas de crédito que serão acessíveis às empresas sob condição de manutenção de emprego

Endividamento do sector não financeiro sobe para 722,5 mil milhões

O endividamento do sector não financeiro aumentou 1,5 mil milhões de euros em Janeiro, totalizando 722,5 mil milhões de euros, segundo os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP). De acordo com o BdP, 319,4 mil milhões de euros respeitavam ao sector público e 403,2 mil milhões de euros ao sector privado. Este aumento deveu-se ao acréscimo de dois mil milhões de euros no endividamento do sector público, que foi parcialmente compensado pela diminuição do endividamento do sector privado.

Ryanair suspende todas as viagens a partir de dia 25

A companhia aérea de baixo custo Ryanair anunciou que irá suspender todas as viagens na sequência das restrições impostas pelos governos para combater a pandemia de coronavírus. As únicas excepções, refere a companhia aérea de baixo custo irlandesa em comunicado, serão um pequeno número de voos destinados a manter as ligações essenciais, principalmente entre o Reino Unido e a Irlanda. Assim, o grupo Ryanair reduzirá a programação de voos em mais de 80%.