Taxa de desemprego na zona euro sobe para 7,8%

Mais de 12 milhões de pessoas desempregadas na União Europeia. A taxa de desemprego na zona euro atingiu 7,8% em Junho, uma ligeira subida face a Maio deste ano, num total de 12.685 milhões de pessoas desempregadas, divulgou o Eurostat. O gabinete de estatísticas comunitário revela que, no mês de Junho, quando os países europeus começaram a levantar as medidas restritivas para conter a covid-19, a taxa de desemprego atingiu 7,8%, após ter atingido 7,7% em Maio passado. No conjunto da União Europeia (UE), a taxa de desemprego em Junho foi de 7,1%, também ligeiramente acima dos 7% de Maio passado.

Taxa de desemprego sobe para 7%

A taxa de desemprego subiu para os 7% em Junho, mais 1,1 pontos percentuais do que no mês precedente e mais 0,4 pontos percentuais do que no mesmo mês de 2019. Para Junho, os resultados provisórios do INE indicam que a taxa de subutilização de trabalho situou-se em 15,4%, mais 0,8 pontos do que no mês precedente e mais 2,4 pontos percentuais do que há um ano. Para o aumento mensal da taxa de subutilização do trabalho neste mês, ao contrário do sucedido nos meses anteriores, contribuiu exclusivamente o aumento do número de desempregados e do subemprego de trabalhadores a tempo parcial, já que diminuiu o número dos inactivos à procura de emprego, mas não disponíveis para trabalhar e o de inactivos disponíveis, mas que não procuram emprego, sinaliza o INE.

25 milhões de empregos na aviação podem estar em risco

Em concreto, a contribuir para este cenário de “recuperação mais pessimista” está relacionado com a “redução das viagens realizadas pelas companhias aéreas”, com a “fraca confiança dos consumidores” e ainda com a “lenta contenção do vírus nos Estados Unidos e nas economias em desenvolvimento”, como a China. Devido a estes factores, a previsão revista da IATA é de que os planos globais [de tráfego] caiam 55% em 2020 em comparação com 2019″, enquanto a previsão de Abril passado era de um declínio de 46%, recorda a associação internacional.

Associação Internacional de Transporte Aéreo só prevê recuperação do tráfego em 2024

A IATA piorou as previsões sobre recuperação do tráfego aéreo, prevendo agora que só se atinjam em 2024 os níveis anteriores à covid-19, devido a uma “recuperação mais lenta do que esperado”. Isto porque, de acordo com a associação que representa 209 companhias aéreas a nível mundial e 82% do transporte global, “o tráfego de passageiros de Junho de 2020 revelou recuperação mais lenta do que era esperado. A IATA afirma, também, esperar que “a recuperação em viagens de curta distância continue a ser mais rápida do que em viagens de longa distância”.

Consumo das famílias na zona euro sofre maior queda em 20 anos

O consumo das famílias por habitante caiu 3% na zona euro no primeiro trimestre devido às medidas de contenção de combate à covid-19 na Europa, enquanto o rendimento disponível e a poupança aumentaram. Este é, segundo o Eurostat, o “decréscimo mais elevado desde o início da série temporal em 1999”, após uma descida de 0,4% na zona euro no anterior trimestre, o último de 2019. Já no conjunto da União Europeia (UE), o consumo por habitante baixou 2,9% no primeiro trimestre, após uma diminuição de 0,2% no trimestre anterior, registando-se também aqui a maior queda desde 1999.

Empresas mantêm intenção de aumentar salários em 2% apesar da pandemia

Os empregadores portugueses continuam a querer elevar em 2% os salários dos funcionários pese embora o impacto da crise sanitária. O estudo explica que apesar de a incerteza causada pela pandemia da covid1-19 ter interrompido “os planos e orçamentos já feitos pelos empregadores para 2020”, estas entidades poderão “ficar mais bem preparadas para planear 2021 através do uso de dados integrados e recentes que lhes permitem tomar decisões”. No entanto, 35% dos empregadores nacionais inquiridos responderam que em 2020 planeiam “congelar” ou “adiar os aumentos deste ano”, e 14% das empresas consultadas admitiram terem já adoptado “medidas para reduzir a sua força de trabalho” ou estarem em vias de o fazer.

Ryanair perdeu 185 milhões de euros no primeiro trimestre fiscal

A Ryanair perdeu 185 milhões de euros no primeiro trimestre fiscal (Abril – Junho), devido à pandemia da covid-19, um período que a companhia aérea irlandesa considera como o “mais difícil” dos seus 35 anos de história. A empresa sediada em Dublin lembrou que os confinamentos decretados na Europa causaram uma queda de 99% no tráfego aéreo entre Abril e Junho. No anterior exercício fiscal a empresa tinha registado um lucro de 243 milhões de euros. No início de Julho, 96% dos pilotos da Ryanair aceitou um corte nos seus salários para salvaguardar os postos de trabalho que estavam ameaçados de despedimento.

Comissão Europeia pede não discriminação nas restrições a viagens na União Europeia

A Comissão Europeia apelou à aplicação da regra da não discriminação nas restrições, devido ao aumento de casos de covid-19 nalgumas regiões, adoptadas pelos países europeus às viagens dentro da União Europeia (UE). Alguns Estados-membros estão a colocar restrições às viagens a partir de Portugal e isso deve-se, obviamente, ao elevado número de casos dos últimos dias e semanas, nomeadamente [na região de] Lisboa. Numa altura em que Portugal está na ‘lista vermelha’ de muitos países da UE devido à evolução da pandemia, essencialmente por causa da subida no número de infecções em Lisboa e Vale do Tejo, o responsável belga argumentou que “o que os outros Estados-membros estão a pedir mais em relação a Portugal é a realização de testes e de quarentena.

Dívida portuguesa engordou 121,5 milhões de euros ao dia

Necessidades de financiamento devido à pandemia levarão a dívida do Estado aos 134,4% do Produto Interno Bruto. De Janeiro até final de Abril deste ano, a dívida pública portuguesa engordou à média diária de 121,5 milhões de euros por dia, o que se traduziu num aumento na ordem dos 14,7 mil milhões de euros face ao valor absoluto registado no final de 2019, revelam dados da Direcção geral do Orçamento.

Valor total do crédito a empresas atingiu 70 mil milhões de euros

O valor total de empréstimos a empresas atingiu 70,872 mil milhões de euros no final de Junho, o valor mais elevado desde Setembro de 2018, segundo dados do Banco de Portugal. O crédito malparado nas empresas representava, em Junho, 4,1% do crédito total, abaixo dos 4,3% de Maio e dos 7,2% de Junho de 2019. Analisando pelo número total de devedores (e não pelos montantes do crédito), segundo o Banco de Portugal, 9,6% dos particulares tinham em Junho empréstimos vencidos, abaixo dos 9,8% de Maio, mas acima dos 9,3% de Junho de 2019. Já nas empresas, o número de devedores era de 19,2% do total em Junho, abaixo dos 20% de Maio e dos 19,9% de Junho de 2019.