Alojamento e Restauração entre os sectores com mais insolvências

O alojamento e restauração é um dos setores que regista maior número de insolvências de empresas entre Maio e Setembro, período em que foram contabilizados 146 processos de insolvência, o que corresponde a um aumento de 73 face a igual período do ano passado. As novas insolvências (+12%) mostram tendências semelhantes às do início do ano (+11%). Neste período, os valores são semelhantes aos do ano passado na maioria dos setores de atividade, mas com alguns setores a apresentar já uma subida dos novos processos de insolvência, como é o caso do Alojamento e Restauração (total 146; +73 que em 2019) em especial no distrito de Lisboa”.

Pessoas em pobreza extrema aumentam 150 milhões em 2021

O número de pessoas em situação de pobreza extrema no mundo vai aumentar em 150 milhões em 2021 devido à pandemia de ​​​​​​​covid-19, segundo previsões do Banco Mundial. A pandemia e a recessão global podem causar que mais de 1,4% da população mundial caia na extrema pobreza. e acordo com o relatório, a pandemia deverá empurrar “mais 88 a 115 milhões de pessoas para a extrema pobreza este ano, com o total a chegar aos 150 milhões em 2021, dependendo da severidade da contração económica”. A extrema pobreza é definida conceptualmente como a vivência com menos de 1,90 dólares (1,61 euros) por dia e deverá afetar cerca de 9,1% e 9,4% da população mundial em 2020.

Aprovado reforço dos apoios para empresas com quebras de 75%

O Governo aprovou as alterações ao chamado apoio à retoma progressiva, permitindo uma redução total de horário aos trabalhadores de empresas com quebras de faturação superiores a 75%, com um apoio integralmente suportado pela Segurança Social. Nestas circunstâncias, segundo a ministra do Trabalho, os trabalhadores vão receber 88%. Foi criado um novo escalão para empresas que tenham uma quebra de faturação de entre 25% e 40% e que até agora não eram abrangidas pelo apoio. Neste caso permite-se a redução de horário até 33%. O Governo não aprovou qualquer alteração às regras de pagamento da TSU que já estavam previstas, o que significa que só as pequenas e médias empresas terão uma redução de 50% nos descontos que incidem apenas sobre a compensação retributiva

EasyJet anuncia bases sazonais em Faro e Málaga na primavera de 2021

Espanha e Portugal acumulam cerca de 26% do total de passageiros transportados em 2019. A companhia área ‘low-cost’ britânica easyJet anunciou que vai estabelecer uma base sazonal em Faro e abrir uma terceira base na cidade de Málaga, em Espanha, na primavera de 2021. A companhia adianta que vai equipar as duas bases (Faro e Málaga) com três aeronaves. Com estas novas bases provisórias, a easyJet pretende reforçar a temporada de verão. Málaga é um dos destinos estratégicos de verão da easyJet e, desde que iniciou as suas operações na cidade, em 1999, já transportou mais de 36 milhões de passageiros. A companhia aérea também anunciou duas novas rotas nas Ilhas Canárias em 13 de fevereiro de 2021 com duas frequências semanais.

Portugueses estão a pagar 30 milhões por uma taxa que já devia ter acabado

Lei de 2017 proibia empresas de gás de cobrar valor aos clientes, mas não foi regulamentada. Em média, a taxa custa às famílias 8,60 euros por mês. Os consumidores pagam 30 milhões de euros, por ano, numa taxa de gás que já devia ter acabado. A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) lembra que, em 2017, o Governo aprovou uma lei que proíbe as fornecedoras de cobrar aos clientes as taxas municipais de ocupação do subsolo e lamenta que nunca a tenha regulamentado. O ministério que tutela as autarquias responde com um grupo de trabalho para estudar o tema. A taxa pode chegar a 41% da fatura do gás, na Covilhã, ou a 30% em Lousada.

Colapso no emprego seria quase o triplo se não fosse o lay-off

Empresas que aderiram ao apoio do Estado reduziram pessoal em 7%, mas sem ele a destruição chegaria a 19%. A destruição de emprego em Portugal teria sido quase três vezes maior sem o recurso por parte das empresas ao regime do lay-off simplificado (suspensão e redução parcial de horários). De acordo com um estudo do Banco de Portugal (BdP) e do INE, o emprego afundou cerca de 6,7% no universo das empresas abordadas, mas de acordo com esses empresários, a eliminação de postos de trabalho teria chegado a cerca de 19% (quase o triplo) no período que vai do início da pandemia (em Março) até meados de Julho.

Governo vai acabar com vistos gold em Lisboa e Porto

O Governo prepara-se para acabar com os vistos gold em Lisboa e no Porto. O diploma da medida – que já estava prevista para o Orçamento do Estado de 2020, mas foi adiada devido à pandemia – deverá estar pronto até ao final do ano. Os vistos gold que concedem autorização de residência no país a cidadãos estrangeiros mediante a realização de um investimento imobiliário, vão assim ficar restritos às comunidades intermunicipais do interior e das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores. Além disso, será aumentado o valor mínimo dos investimentos exigidos, que atualmente está fixado em 500 mil euros.  Segundo o SEF, desde o início do ano que o montante captado pelos vistos gold totalizou 496 milhões de euros, menos 10% que o investimento acumulado em igual período de 2019.

Carga fiscal: Quantidade de taxas é “excessiva” e “onerosa”

Entre as 4.300 taxas cobradas, 2.900 são pela Administração Central do Estado e 600, “unicamente”, pela Agência Portuguesa do Ambiente. Estudo conclui que existem algumas entidades que revelam “desconhecimento” de parte das taxas cobradas por si próprias. Entre os países que registaram um decréscimo no indicador, Portugal foi o terceiro com menos nível de descida. A análise revela ainda que em 2017, Portugal ocupava a 11ª posição entre países da União Europeia, representando os impostos 20% do volume de negócios das empresas, quando em 2008, ocupava a 16ª posição, naquela que foi a quinta maior subida neste período.

Recuperação da economia global começa a desacelerar

A melhor fase da recuperação económica global já passou e a retoma, que começou a alta velocidade, entra agora num período difícil. Esse é o alerta de economistas de Wall Street quando olham para os meses finais de um ano traumático. Cerca de 20 biliões de dólares de estímulos de governos e bancos centrais levaram as economias globais de volta aos níveis pré-pandemia. Mas, por vários motivos, o último trecho deve ser o mais difícil. A boa notícia é que a economia mundial se revelou mais resistente à crise de saúde global do que muitos temiam, graças à rápida resposta das políticas.

Despesa com regime fiscal para estrangeiros subiu 6% em 2018 para 525 milhões

A despesa social associada ao regime fiscal do residente não habitual (RNH) ascendeu em 2018 a 525 milhões de euros, uma subida de 6,19% face ao ano anterior, segundo dados da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT). Relativamente aos benefícios considerados no ano de 2018, a despesa fiscal atingiu o montante de 1.057 milhões de euros (8,81% do IRS liquidado), sendo que, do total, 49,61% resultam do Regime dos Residentes não Habituais. Da restante despesa, 34,84% resulta dos benefícios às pessoas com deficiência, 6,23% da dedução do IVA por exigência de fatura e 5,53% dos relativos a Planos de Poupança Reforma (PPR).