Desemprego na Zona Euro aumenta para 7,4% em Maio

A taxa de desemprego na Zona Euro voltou a subir de 7,3%, em Abril para 7,4% em Maio deste ano, naquele que foi o terceiro mês em que as medidas de confinamento vigoraram na região, segundo o Eurostat. Na União Europeia, a taxa sofreu também um ligeiro aumento de 6,6% em Abril para 6,7% em Maio. O instituto de estatística oficial da União Europeia estima que 14,366 milhões de pessoas se tenham registado como desempregadas no bloco central em Maio, o que representa um aumento de 253 mil pessoas face ao mês anterior. Na Zona Euro, o número de pessoas desempregadas foi de 12,146 milhões, uma subida de 159 mil pessoas. Portugal foi um dos poucos países onde a taxa de desemprego caiu em Maio, tal como Espanha, França e Bulgária. A taxa caiu de 6,3% em Abril para 5,5% em Maio.

Turismo em Portugal pode perder quase 12,4 mil milhões

Os dados das Nações Unidas indicam que “destinos populares da Europa e da América do Norte, incluindo França, Grécia, Itália, Portugal, Espanha e Estados Unidos podem perder milhares de milhões de dólares devido à queda drástica no turismo internacional”. O sector vai perder, pelo menos, 1,2 biliões de dólares, o equivalente a 1,5% do produto bruto global. O turismo em Portugal pode perder quase 12,4 mil milhões de euros, face ao impacto causado pela pandemia de covid-19, segundo os dados divulgados pela Agência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD na sigla em inglês).

Dívida pública atinge recorde

O endividamento público total sobe 3% face a Maio de 2019 e é agora o equivalente a 132% do PIB, também um dos rácios mais pesados de que há registo. A dívida pública que vale para o Pacto de Estabilidade atingiu, em Maio, o valor mais alto de sempre, cerca de 264.379 milhões de euros. A situação do endividamento vai, quase de certeza, piorar já que todas as instituições que fazem previsões para a economia portuguesa apontam para rácios na ordem dos 134% ou 135% do PIB no final deste ano. No Orçamento do Estado rectificativo (ou suplementar), o governo inscreveu uma previsão de 134,4% para este ano.

Inflação sobe para 0,2% em Junho

O índice de preços no consumidor volta a subir depois de dois meses consecutivos de quebras, tendo registado -0,2% em Abril e -0,7% em Maio, o nível mais baixo desde Julho de 2014. A melhoria da dinâmica da inflação em Junho deveu-se à continuação de uma aceleração na subida dos preços dos produtos alimentares não transformados (produtos frescos, que subiram 5,2%) e a um abrandamento da queda dos preços nos produtos energéticos (caíram 7,6% em Junho face a 10,9% em Maio). A economia portuguesa sai em Junho da zona de risco de deflação, situação que Espanha ainda não conseguiu, onde a quebra de preços abrandou de -0,9% em Maio para -0,3% em Junho.

TAP com prejuízos de 365 milhões no primeiro trimestre

A TAP registou um decréscimo de 54,7% no número de passageiros transportados em Março face ao mês homólogo de 2019. A TAP registou no primeiro trimestre do ano prejuízos de 395 milhões de euros, relacionados com os impactos da pandemia de covid-19, anunciou a companhia aérea portuguesa ao mercado. A transportadora aérea refere que no período. No primeiro trimestre do ano, a companhia aérea registou uma “diminuição dos rendimentos operacionais totais em 0,5%” face ao trimestre homólogo de 2019 e “das receitas de passagens em 3,7%” relativamente ao mesmo período do ano anterior.

Portugal está no pódio do trabalho temporário

Estrangeiros a trabalhar no País estão ainda mais sujeitos a contratos com termo fixo. Portugal só é ultrapassado pela Espanha e pela Bulgária no número de trabalhadores que exercem a sua actividade em regime de trabalho temporário. Portugal é o terceiro país da União Europeia em que o trabalho temporário mais pesa, sendo ultrapassado apenas por Espanha e Polónia. O retrato do Eurostat, relativo a 2019, mostra que um em cada cinco trabalhadores se encontra nestas condições. Nos imigrantes a trabalhar em Portugal, essa proporção é ainda mais notória. O relatório mostra que 19% dos trabalhadores nascidos em Portugal trabalham com termo fixo.

Casas das famílias valem mais de 413 mil milhões de euros

Riqueza imobiliária dos agregados familiares atinge um montante recorde e representa o dobro do PIB do País. As casas das famílias valem mais de 413 mil milhões de euros. É um valor recorde e quase o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, que superou os 212 mil milhões de euros. Para se ter uma noção precisa da grandeza deste património, basta ter em atenção estes dados: a riqueza imobiliária das famílias aumentou 36% face ao valor mínimo registado em 2013, em plena crise financeira.

Parlamento chumbou as propostas para a nacionalização da TAP

Os projectos de lei para nacionalização da TAP foram chumbados pela Assembleia da República. O Estado só é autorizado por Bruxelas a defender a TAP na condição de despedir trabalhadores e abandonar rotas. A companhia está numa situação financeira agravada desde o início da crise provocada pela pandemia de covid-19, com a operação paralisada quase na totalidade, e vai receber uma injecção de capital que pode chegar aos 1.200 milhões de euros.

Holanda dá 3,4 mil milhões de ajuda à KLM

Depois de meses renhidas negociações com a França, a Holanda vai dar um pacote de ajuda financeira de 3,4mil milhões à sua transportadora nacional, o ramo holandês do grupo Air France-KLM. A ajuda de Haia soma-se aos 7 mil milhões de euros de ajuda concedida por Paris. Ryanair queixa-se a Bruxelas. A ajuda será entregue com “condições”: a companhia aérea terá que reduzir as suas despesas em 15%, além de renunciar à entrega de bónus aos seus directores, reduzir os salários dos cargos mais altos da empresa, parar de pagar dividendos aos seus accionistas e fazer uma “contribuição activa” para a luta pela sustentabilidade. Além disso, o aeroporto Schiphol em Amesterdão terá que reduzir os seus voos nocturnos em 20% para reduzir os transtornos para os moradores próximos, o que significará a mudança dos actuais 32.000 voos por ano para não mais de 25.000.