Mercado dos carros a diesel em mudança

Em 2015, a quota de mercado do gasóleo em Portugal era de 67,5%, o que correspondia ao segundo lugar, segundo os dados facultados da ACEA. Em apenas cinco anos, registou-se uma quebra de 19,4 pontos percentuais, a sexta maior descida entre os 24 países avaliados. A maior redução nos últimos cinco anos ocorreu na Grécia, onde o peso do gasóleo travou, de 63,2% para 26,6%. Por causa da descida do diesel, os carros novos a gasolina foram os mais beneficiados nas vendas e voltaram a ser os preferidos dos portugueses: a quota de mercado deste combustível subiu 9,9 pontos percentuais, para 49,2%. A mesma mudança foi feita no ano passado pela Itália e Bulgária. Entre 2015 e 2019, a quota de mercado dos carros a gasolina subiu 19,4 pontos percentuais. Foi a sétima maior subida entre os 24 países avaliados. O maior aumento registou-se na Letónia, de 35,1% para 65,1%.

Portugal é o segundo país que mais vende carros a diesel

Portugal teve a segunda maior quebra das vendas de carros novos a gasóleo no ano passado, em toda a Europa. No entanto, ainda é o segundo país onde mais se compram automóveis a diesel entre os 28 estados-membros, segundo dados da ACEA, a associação que representa os fabricantes de automóveis da Europa. No ano passado, a quota de mercado dos carros a gasóleo em Portugal caiu de 53,3% para 40% – só a Roménia teve uma quebra mais expressiva, de 13,9 pontos percentuais. A Irlanda, ainda assim, é o único país que continua à frente de Portugal nas vendas dos diesel, com uma quota de mercado de 46,6%.

Exportações aumentam 5,4% e importações crescem 1,2%

No conjunto do ano de 2019, as exportações e as importações de bens aumentaram 3,6% e 6,6%, respectivamente. As exportações de bens aumentaram 5,4% e as importações subiram 1,2% em Dezembro de 2019, face ao mesmo mês de 2018, em termos nominais, divulgou o Instituto Nacional de Estatística. Segundo as Estatísticas do Comércio Internacional, em Dezembro de 2019, as exportações e as importações de bens registaram subidas homólogas nominais de 5,4% e 1,2%, respectivamente (+8,4% e +1,0% em Novembro de 2019, pela mesma ordem). Nas exportações, o INE destaca o acréscimo dos combustíveis e lubrificantes, que subiram 38,5%, essencialmente nos produtos transformados e principalmente para Marrocos.

Défice comercial baixa

O défice da balança comercial de bens registou uma diminuição de 165 milhões de euros face ao mês homólogo de 2018, atingindo 1.425 milhões de euros em Dezembro de 2019. Quando se exclui os combustíveis e lubrificantes, a balança comercial regista um saldo negativo de 1.195 milhões de euros no mês em análise, correspondendo a uma diminuição do défice de 64 milhões de euros em relação ao mesmo mês de 2018. No conjunto do ano de 2019 as exportações e as importações de bens aumentaram 3,6% e 6,6%, respectivamente (+5,1% e +8,1% em 2018), tendo o défice da balança comercial de bens aumentado 2.842 milhões de euros. Excluindo os combustíveis e lubrificantes, em 2019 as exportações e as importações cresceram respectivamente 4,5% e 7,4% (+5,3% e +7,8% em 2018).

Projectos financiados pela União Europeia podem ser anulados caso não cumpram prazos

Os projectos apoiados por fundos comunitários, que já tenha recebido “luz verde”, mas que apresentem atrasos na sua execução vão poder ser anulados e a verba libertada será canalizada para o lançamento de novos avisos. Através da Bolsa de Recuperação de projectos, vão ser identificadas as desconformidades, tendo em vista a resolução das mesmas ou a descativação da verba alocada, de modo a ser utilizada noutros projectos e “em tempo útil. Os responsáveis pelos mesmos serão notificados para que possam regularizar a situação.

Com uma dotação global de cerca de 26 mil milhões de euros, o programa Portugal 2020 consiste num acordo de parceria entre Portugal e a Comissão Europeia.

Preço das casas subiu em dez anos 4,5 vezes mais do que salários

Todos os indicadores começam a apontar para a desaceleração dos preços das casas, sobretudo nas grandes cidades. Na última década, os preços das casas em Portugal subiram, em média, quatro vezes e meia mais do que o ganho médio dos trabalhadores por conta de outrem. No final do ano os preços das casas em Portugal estavam 46% acima dos níveis registados no arranque da década, em 2010. É expectável que em 2020 o mercado nacional comece a reflectir a tendência já sentida em Lisboa, e que os preços acabem por estabilizar em ritmos mais normalizados. A variação média registada em 2019 já sinaliza este abrandamento. No ano passado, o preço das casas subiu 14,9%, muito próximo, mas abaixo dos 15,4% registados em 2018, o ano em que se verificou o maior crescimento da década.

Serviços de energia com 55 queixas diárias

Mais de 20 mil queixas e 1244 pedidos de informação foram registados em 2019. Apesar do elevado número de queixas no sector da energia, em 2019 os consumidores apresentaram menos reclamações. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) recebeu o ano passado, em média, 55 queixas por dia de clientes de electricidade, gás, serviços duais e combustíveis. A electricidade liderou as reclamações registadas pela instituição, o que não é de estranhar já que o serviço conta com mais de seis milhões de consumidores. A facturação e os contratos de fornecimento de energia lideraram as queixas do ano passado com, respectivamente, 6056 e 2575, ainda segundo o balanço divulgado pela ERSE.

Telecomunicações no topo da Deco

A Deco fez as contas às reclamações que recebeu nos últimos dez anos e concluiu que as telecomunicações, com 539 313 queixas, “foram, e são, uma constante preocupação para as famílias portuguesas”. Os problemas vão desde a velocidade anunciada da internet ao período de fidelização, passando pela dupla facturação e re-fidelização, elenca a associação de consumidores. Na última década, a Deco recebeu quatro milhões de reclamações, mantendo-se as telecomunicações na liderança das queixas registadas.

Portugueses ganham em média 1.276 euros brutos

Em 2019, a remuneração bruta mensal por trabalhador aumentou 2,7%. A remuneração bruta mensal média por trabalhador aumentou 2,4% no 4.º trimestre de 2019 para 1.418 euros, subindo 2,7% para 1.276 euros no conjunto do ano, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). A remuneração bruta regular — que resulta da soma das remunerações brutas de carácter regular e frequência mensal, e exclui componentes como subsídios de férias e de Natal — aumentou 2,5%, atingindo 1.041 euros, no mesmo quarto trimestre de 2019, face ao mesmo período do ano anterior. Os dados referem-se a 4,2 milhões de postos de trabalho, correspondentes a beneficiários da Segurança Social e a subscritores da Caixa Geral de Aposentações.

Ordenado médio mensal dos portugueses foi de 1038 euros em 2019

Vencimento médio dos portugueses subiu no ano passado 2,6% comparativamente a 2018, segundo dados do INE. O vencimento mensal dos trabalhadores portugueses no ano passado foi, em média, de 1038 euros, um aumento de 2,6% comparativamente a 2018, revelam os dados tornados públicos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Por sectores, o da energia foi aquele em que houve o pagamento das remunerações médias mais elevadas (superiores a 2500 euros), enquanto as actividades administrativas ficaram no final da tabela (652 euros).