Passageiros entram em Portugal com 149 milhões de euros em notas

Transporte de notas através de fronteiras não tem diminuído, apesar da proliferação dos cartões de débito e de crédito e da maior fiscalização alfandegária. A proliferação de cartões de débito e de crédito não está a travar o transporte de notas através das fronteiras nacionais. Os últimos dados disponíveis, relativos a 2018, mostram que entraram no País 149 milhões de euros em dinheiro vivo, mais 16 milhões de euros do que em 2017, segundo dados facultados pela Autoridade Tributária.

Portugal sem controlo nos vistos gold

Transparência e Integridade fala em “negócio de venda de carimbos descontrolado”. Os vistos gold estão a ser atribuídos com verificação mínima de requisitos e para países com alto risco de corrupção e branqueamento de capitais. A denúncia é da Associação Cívica Transparência e Integridade (TI) com base em dados do Ministério da Administração Interna (MAI), entregues após ordem do Tribunal Administrativo de Lisboa. No documento em que o SEF adianta que, em oito anos (de 2012 a Novembro de 2019), entregou 8125 vistos gold e recusou 414 pedidos, há números que preocupam a TI, como o facto de haver 74 vistos atribuídos a cidadãos angolanos. Portugal visto como um caixote do lixo.

2.153 bilionários têm mais riqueza do que 60% da população mundial

Em 2019, os 2.153 bilionários do mundo tinham em conjunto mais riqueza do que 4,6 mil milhões de pessoas, 60% da população mundial. De acordo com dados, a desigualdade global está em níveis recorde e o número de bilionários duplicou na última década. E para a Oxfam, está fora de controlo. Os 22 homens mais ricos do mundo detêm mais riqueza do que todas as mulheres que vivem em África. Um por cento dos mais ricos do mundo detêm mais do dobro da riqueza de 6,9 mil milhões de pessoas. Novas estimativas do Banco Mundial revelam que quase metade da população no mundo sobrevive com menos de 5,50 dólares (€4,9) por dia e que a taxa de redução da pobreza caiu pela metade desde 2013.

Mulheres asseguram 75% do trabalho não remunerado mundial

As mulheres fazem mais de 75% de todo trabalho de cuidado não remunerado do mundo. A nível global, mulheres e raparigas, dedicam 12,5 mil milhões de horas, todos os dias, ao trabalho de cuidado não remunerado. Uma contribuição de pelo menos 10,8 biliões de dólares (9,6 biliões de euros) por ano à economia global, mais de três vezes o valor da indústria de tecnologia do mundo. A Oxfam alerta que o problema deve agravar-se na próxima década, à medida que a população mundial aumenta e envelhece. Estima-se que 2,3 mil milhões de pessoas vão precisar de cuidados em 2030, um aumento de 200 milhões desde 2015.

Reutilização de recursos em queda. Economia mundial é apenas 8,6% circular

As potências económicas mundiais consumiram mais de 100 mil milhões de toneladas em materiais por ano, atingindo máximos históricos. Feitas as contas, se considerarmos todos os minerais, combustíveis fósseis, metais e biomassa que entram anualmente na economia mundial, apenas 8,6% foram reutilizados afastando ainda mais as metas ambientais. Os recursos que entraram na rota da economia mundial, cresceram 92,8 mil milhões de toneladas em 2015 para 100,6 mil milhões em 2017, o último ano em que foram feitos registos. A organização conclui, portanto, que o total de materiais reutilizados no mundo cresceu apenas 3%, de 8,4 para 8,65 mil milhões de toneladas.

Emprego com remuneração insuficiente afecta quase 500 milhões de pessoas

Quase 500 milhões de pessoas no mundo trabalham menos horas pagas do que gostariam ou não têm acesso a um emprego suficientemente remunerado, de acordo com um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Para milhões de pessoas comuns, é cada vez mais difícil construir uma vida melhor graças ao trabalho. Para além do número mundial de desempregados, de 188 milhões de pessoas, há ainda 165 milhões que não têm trabalho remunerado o suficiente e outros 120 milhões que desistiram de procurar activamente emprego ou não têm acesso ao mercado de trabalho. No total, mais de 470 milhões de pessoas no mundo são afectadas.

Dívida pública portuguesa continua a recuar

A dívida pública portuguesa manteve no terceiro trimestre do ano passado a trajectória descendente, recuando para os 120,5% do PIB, que ainda assim continua a ser o terceiro valor mais elevado na União Europeia, suplantado apenas por Grécia (178,2%) e Itália (137,3%), face ao rácio de 125,5% do terceiro trimestre de 2018), enquanto na variação em cadeia ‘caiu’ 0,6 pontos (era de 121,1% no segundo trimestre de 2019). Os Estados-membros com dívida pública mais baixa no terceiro trimestre do ano passado foram a Estónia (9,2%), o Luxemburgo (20,2%) e a Bulgária (20,6%).

Governo prepara fim do ‘eldorado fiscal’

Executivo prepara medida que acaba com isenção no IRS de pensionistas estrangeiros. Regime de residentes não habituais foi criado em 2009. É necessária residência fiscal fora de Portugal nos cinco anos anteriores ao pedido de adesão. O Governo deverá avançar neste Orçamento do Estado com uma proposta de alteração para pôr fim ao chamado ‘eldorado fiscal’ dado a reformados estrangeiros. A isenção de pensionistas ricos que se mudaram para o País acaba, devendo o Executivo implementar dois patamares de tributação de rendimentos.

Governo mantém preço por metro quadrado para efeitos de IMI

Governo decidiu manter o preço do metro quadrado que serve de base ao cálculo do valor dos imóveis para efeitos fiscais. O valor de referência para apurar o valor patrimonial de um edifício para efeitos de avaliação de imóveis ou de IMI mantém-se no valor de 2019: “É fixado em 492 euros o valor médio de construção por metro quadrado, para efeitos do artigo 39.º do Código do Imposto Municipal sobre Imóveis, a vigorar no ano de 2020”. De acordo com o artigo 39.º do Código do IMI (CIMI), ao valor fixado anualmente por portaria do Governo é adicionado 25%, elevando para 615 euros o valor do metro quadrado. O preço do metro quadrado de construção é um dos elementos tidos em conta na determinação do valor patrimonial tributário (VPT) dos imóveis, sobre o qual recai o IMI.

Preço das casas em Portugal aumentou 40% nos últimos 12 anos

O preço das casas em Portugal aumentou cerca de 40% nos últimos 12 anos. O estudo do Eurostat aborda a evolução do mercado imobiliário no contexto europeu, entre 2007 e 2019. Neste período, o preço das casa aumentou, em média, abaixo dos 20% na União europeia a 28. Os maiores aumentos verificaram-se na Áustria (+85.5%), Luxemburgo (+80.6%) e Suécia (+80.3%). Do outro lado da tabela, Grécia (-40%), Roménia (-27.2%) e Irlanda (-16.7%) foi onde os preços das casas mais desceram, desde 2007. Segundo o gabinete estatístico europeu, as rendas em Portugal entre 2007 e 2019 aumentaram cerca de 30%. O aumento neste indicador também foi superior ao da média da União Europeia, que registou um aumento pouca acima dos 20%.