Roadshow EETur

Irá decorrer no próximo dia 25 de Julho de 2019 entre as 14h00 e as 19h00 em Albufeira o Roadshow EETur.
Neste roadshow serão feitas visitas guiadas às instalações de três empreendimentos turísticos da região onde foram implementadas soluções para a Eficiência Energética e que possam servir como exemplos para adoção de boas práticas energéticas noutros empreendimentos. Esta iniciativa tem como objetivo fazer uma divulgação alargada de boas práticas, tecnologias e soluções inovadoras eficiência energética nos edifícios, demonstrando o potencial de impacto económico das medidas de eficiência energética no setor do turismo.
Esta iniciativa é promovida pelo ISQ (Instituto de Soldadura e Qualidade) com o apoio dos parceiros regionais, a AHETA (Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, NERA (Associação Empresarial da Região do Algarve) e a ENERCOUTIM (Associação Empresarial de Energia Solar de Alcoutim) no âmbito do projeto EETur financiado pelo Programa CRESC ALGARVE 2020.
Estará disponível transporte para o percurso entre os hotéis. O ponto de encontro será a sede da AHETA em Albufeira às 14h00.
A participação é gratuita mas carece de inscrição prévia.

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Lucros de casinos em queda. Jogo online e raspadinha em crescimento

A sorte parece não estar do lado dos casinos portugueses. No primeiro semestre de 2019, as receitas dos 11 casinos em Portugal apresentaram uma quebra de 1% face ao período homólogo, somando 150 milhões de euros de lucro. Com o fim dos contratos de concessão dos casinos, estes observam quebras nos seus lucros e assistem ao crescimento dos jogos de azar da Santa Casa e do jogo online. Os jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa revelou esta semana os números de 2019, apresentando um crescimento de 2,3% com ganhos superiores a três mil milhões de euros, com a raspadinha a liderar a preferência dos apostadores. O jogo online apresentou receitas de 152 milhões de euros, gerando apostas na ordem de 2,4 mil milhões de euros.

Fosun resgata Thomas Cook com aumento de capital de 840 milhões

Com a aquisição da agência de viagens britânica, a Fosun ganha o controlo de um negócio com 11 milhões de clientes e que registou receitas de 7,4 mil milhões de libras (8,2 mil milhões de euros) no ano passado. O grupo chinês Fosun assinou um acordo de resgate ao operador turístico britânico Thomas Cook, uma operação feita através de um aumento de capital avaliada em 750 milhões de libras (840 milhões de euros). O negócio será concretizado através da conversão de dívida em acções e de um aumento de capital. A Fosun já detinha 18% do capital da Thomas Cook, sendo que o objectivo de proteger esta participação terá sido o principal motivo para os chineses aceitarem injectar mais dinheiro na companhia. A Thomas Cook diz que esta injecção de capital“ irá proporcionar liquidez suficiente para operar no Inverno 2019/2020 e flexibilidade financeira para investir no negócio”.

Famílias têm 182 mil milhões de euros depositados

O valor dos depósitos bancários das famílias portuguesas ascendia, no final do primeiro trimestre deste ano, aos 182,4 mil milhões de euros, um acréscimo de 7,1 mil milhões, comparativamente ao mesmo período de 2018. Contudo, como o Produto Interno Bruto (PIB) também cresceu no último ano, devido à evolução positiva da economia nos primeiros três meses de 2019 os particulares registaram uma diminuição do peso dos seus activos face à riqueza criada no País. A economia portuguesa apresentou no último ano, contado entre o fim de Março de 2018 e o mesmo período deste ano, uma necessidade de financiamento na ordem dos 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), valor que, segundo o Banco de Portugal, interrompeu a sucessão de saldos positivos registados desde o final de 2012.

Portugal vai ter 6,6 milhões de habitantes em 2100

Projecções do Eurostat divulgadas esta quarta-feira mostram que a população de Portugal irá baixar de 10,3 milhões em 2019 para 6,6 milhões em 2100. Esta diminuição será ininterrupta de 2011 até 2100. Assim, daqui a 80 anos, a população de Portugal será menor do que a registada em 1974, ano em que existiam 8,4 milhões de pessoas em Portugal. Este número representa um mínimo histórico – o Eurostat tem apenas dados a partir de 1960. O órgão responsável pelas estatísticas europeias frisa ainda que a população da União Europeia também deverá diminuir dos 513,4 milhões para os 429 milhões. No seu conjunto, a população da UE continuará a crescer até 2044, ano em que atinge pico de 525 milhões de habitantes.

Exportações sobem 8,7%

Défice da balança comercial atingiu 1631 milhões, um aumento de 480 milhões face a Maio de 2018. As exportações portuguesas aumentaram 8,7%, enquanto as importações subiram 14,7% em Maio face ao mesmo mês de 2018, mas acelerando relativamente a Abril, altura em que as exportações cresceram 3,1% e as importações 11,4%. Este aumento das exportações deveu-se sobretudo à evolução registada no comércio intra-União Europeia (UE), nomeadamente a subida nas exportações de material de transporte (+21,9%), categoria que teve um contributo de +4,1 pontos percentuais para a taxa de variação homóloga total, “principalmente devido à exportação de ‘outro material de transporte’ (maioritariamente aviões)’.

Importações disparam 14,7%

As importações aumentaram 14,7% em resultado da evolução registada em ambos os tipos de comércio, sendo de destacar o aumento das importações de ‘material de transporte’ (+27,4%), em resultado principalmente da aquisição de ‘outro material de transporte (sobretudo aviões) e de combustíveis e lubrificantes (+43,2%), contribuindo com +4,7 pontos percentuais e +4,0 pontos percentuais, respectivamente, para a taxa de variação homóloga. No trimestre terminado em Maio de 2019, as exportações e as importações de bens aumentaram, respectivamente, 5,6% e 12,3% face ao mesmo período de 2018 (+4,5% e +11,2%, pela mesma ordem, no trimestre terminado em Abril de 2019).

Retenções ilegais de imposto na base de 80% de inquéritos crime

A esmagadora maioria diz respeito ao crime de abuso de confiança fiscal devido a impostos retidos na fonte como o IRS dos trabalhadores e o IVA de clientes, de montantes superiores a 7.500 euros, valor a partir do qual é considerado crime. A Administração Tributária (AT) instaurou, no ano passado, 4.352 inquéritos crime, menos 4,1% face aos processos abertos em 2017. Abuso de confiança fiscal é o crime que está na base de 81% da totalidade dos inquéritos. A retenção indevida de impostos representa 81% dos processos instaurados no ano passado, num total de 3.509 casos de abuso fiscal. Este é o universo de contribuintes, essencialmente administradores e gestores, que se arriscam a pena de prisão até cinco anos.

Empresas estão a investir menos na formação dos trabalhadores

O investimento feito pelas empresas na formação dos trabalhadores está a cair e representa hoje, em média, menos 150 euros do que em 2010. O gasto por cada acção de formação está agora em 349 euros. E, ainda assim, são menos de um quinto do total as empresas que apostam na formação contínua, mesmo que a lei exija 35 horas anuais de actualização de conhecimentos a cada trabalhador. Só 19,6% das empresas portuguesas asseguram a formação contínua dos trabalhadores. A percentagem é baixa, mas, apesar de tudo, está a crescer. Em Outubro de 2017, os últimos dados disponíveis, um total de 50 001 entidades patronais garantia formação profissional, mais 10% do que igual período do ano anterior. E a taxa de participação dos trabalhadores subiu aos 40%, com mais de um milhão a frequentar as acções pagas pelas empresas. O número cresceu 15%.

Quem ganhava bem passou a ganhar mais, os que ganhavam mal passaram a ganhar menos

Um estudo da Organização Mundial do Trabalho conclui que as desigualdades entre quem ganha muito e quem ganha pouco aumentaram nos últimos anos. E, em Portugal, os trabalhadores viram diminuir a parcela dos salários no PIB. Se há 10% que recebem quase metade dos rendimentos do trabalho, aqueles que têm os salários baixos ficam apenas com 6,4% desse bolo. E cerca de 650 milhões de trabalhadores, ou seja, 20% dos que têm os salários mais baixos, ficam com menos de 1% da remuneração mundial. Aliás, os mais mal pagos precisariam de trabalhar mais de 300 anos para ganhar o mesmo que os mais bem pagos fazem num ano. E, quanto à distribuição desses rendimentos, Portugal está mais próximo dos países do Leste da Europa do que dos vizinhos.

80% dos trabalhadores temporários estão a prazo de forma involuntária

A média europeia de trabalhadores com vínculo precário sem o querer é de 45%. Portugal está bem acima e pior só mesmo o Chipre, com 90%. Mais de 80% dos contratados a termo em Portugal dizem sofrer desse problema; pior só em Chipre (quase 90%), revelam dados do Eurostat. A média europeia é cerca de metade (45%). O fenómeno afecta “mais as mulheres do que os homens (53,7% versus 51,9%), sendo que “em cinco Estados membros (Espanha, Croácia, Itália, Chipre e Portugal) pelo menos quatro em cinco funcionários temporários estão a trabalhar involuntariamente nesse tipo de contrato”. Segundo o Eurostat, Chipre lidera com uma taxa de incidência do problema na ordem dos 89%, Portugal tem 82%, Espanha tem quase 82% também.