Falta de oferta trava venda de casas nos 24 mil milhões

A falta de oferta de casas no mercado está a travar o negócio imobiliário. O ano deverá fechar com um volume de vendas próximo dos 24 mil milhões de euros, valor idêntico ao registado em 2018 (24,1 mil milhões). Os últimos indicadores de habitação dizem que foram licenciados 15.318 novos fogos até Agosto deste ano, um crescimento de 15,3% face ao homólogo de 2018. O ritmo de crescimento dos preços das casas começa a dar sinais de abrandamento. O preço mediano atingiu, no segundo trimestre deste ano, os 1031 euros/m2, um aumento de 2% face ao trimestre anterior e de 6,4% face ao período homólogo. Em Lisboa, está nos 1383 euros/m2 e no Porto nos 1034 euros/m2. Segundo a CBRE, o preço médio de venda de um imóvel novo em Lisboa é de 5840 euros/m2, mais 15% que no ano passado.

Fortuna dos mais ricos do Mundo caiu pela primeira vez em 10 anos

Os mais ricos do mundo ficaram um bocadinho menos ricos durante o ano de 2018. As tensões geopolíticas e a volatilidade dos mercados contribuíram para a quebra da fortuna entre os multimilionários, a primeira em 10 anos. A riqueza dos bilionários caiu 388 mil milhões de dólares (cerca de 350 mil milhões de euros) para um total estimado de 8,539 biliões de dólares (7,731 biliões de euros), segundo um relatório elaborado pelo banco UBS e pela PwC, uma das maiores empresas mundiais da área da auditoria, consultadoria e serviços financeiros. 

Exportações sobem 5,8% e importações 13,2% em Setembro

As exportações de bens aumentaram 5,8% e as importações subiram 13,2% em Setembro face ao mesmo mês de 2018, recuperando da quebra de 4,5% registada em ambos os fluxos em Agosto. Segundo as Estatísticas do Comércio Internacional do Instituto Nacional de Estatística (INE), “destacam-se os acréscimos nas exportações e importações de ‘material de transporte’ (+19,8% e +30,1%, respectivamente) e nas importações de ‘combustíveis e lubrificantes’ (+40,4%)”. Excluindo os “combustíveis e lubrificantes”, em Setembro as exportações aumentaram 7,2% e as importações cresceram 10,3% (-0,1% e +4,0%, respectivamente, em Agosto de 2019).

Salário médio sobe para 1220 euros brutos. Saiba quanto paga cada sector

Profissionais ligados ao sector energético recebem em média 2652 euros brutos mensais. Os seguros e a Banca são dos sectores que melhor pagam aos seus trabalhadores. Os salários brutos dos trabalhadores portugueses, entre os que estão ao serviço do Estado e os do sector privado, subiram em média 35 euros até Setembro, face ao igual período do ano passado. Um crescimento de 3%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Em termos práticos os trabalhadores portugueses passaram a levar para casa em média, 1220 euros, contra os 1185 euros que recebiam em 2018.

Zona Euro “perto da estagnação” em Outubro

O indicador da IHS Markit para o andamento da economia da Zona Euro antecipa que haja uma contracção no quarto trimestre. O PMI compósito – que mede a actividade da indústria e dos serviços – fixou-se em 50,6 pontos em Outubro, ligeiramente acima dos 50,1 pontos fixados em Setembro. Apesar da melhoria, este número continua a ser um dos mais baixos em mais de seis anos e a economia da Zona Euro mantém-se “perto da estagnação” há dois meses. A linha dos 50 pontos diferencia o crescimento (acima de 50) da contracção (abaixo de 50) da economia. Neste momento, o crescimento dos serviços ainda é demasiado fraco para conseguir compensar a forte desaceleração na indústria e a queda geral da actividade económica na Alemanha.

Dívida pública aumentou para 252,3 mil milhões

Governo pretende atingir uma meta de 118,6% este ano. A dívida pública portuguesa subiu para os 252,3 milhões de euros no mês de Setembro face ao mês de Agosto. Regulador informa que “para este aumento contribuiu essencialmente o aumento das responsabilidades em depósitos, parcialmente compensado pela diminuição dos títulos de dívida e dos empréstimos”. Já no que diz respeito aos activos em depósitos das administrações públicas, estes registaram um aumento de mil milhões de euros, factor pelo qual a dívida pública líquida de depósitos registou em Setembro uma diminuição de 0,7 mil milhões de euros em relação ao mês anterior, totalizando os 232,4 mil milhões de euros.S

Salários começam a cair no centro e no Algarve

Recuperação do salário médio líquido nacional fraqueja e sobe apenas 2%, ritmo mais baixo em 2 anos e meio. Emprego perde gás desde o início de 2018. O Algarve, onde trabalham 220 mil pessoas, também já começou a ressentir-se da compressão salarial. O mercado de trabalho português está a enviar sinais contraditórios. A taxa de desemprego total caiu para 6,1% da população activa no terceiro trimestre deste ano, o valor mais baixo em 16 anos e a taxa de desemprego jovem também aliviou ligeiramente para 17,9%. Mas a que preço isto acontece? Há já regiões do país, como o centro e o Algarve, que sofrem reduções ao nível dos respectivos salários médios nestes três meses, que costumam ser marcados pelo ressurgimento dos empregos de Verão e ligados a um maior fluxo do turismo (Julho a Setembro).

Salários evoluem acima da média nacional em Porto e Lisboa

Os dados desagregados indicam que a região norte (com 1,7 milhões de trabalhadores) teve o maior reforço do salário médio (mais 3,3%, para 854 euros líquidos neste terceiro trimestre), logo seguida da Grande Lisboa, onde o ordenado médio obteve um ganho de 3,1% (até 1064 euros mensais). A área metropolitana da capital tem, actualmente, 1,3 milhões de trabalhadores. A subida homóloga do emprego foi essencialmente explicada pelo aumento de 3,1% no número de contratos sem termo, que agora abrangem quase 3,3 milhões de pessoas. O INE alerta que mais de metade dos desempregados (52,4%) estão há procura de trabalho há um ano ou mais. Há agora 169,3 mil desempregados “de longa duração”.

Reciclagem em Portugal diminuiu 16,3%

Portugal reciclou 34,9% das embalagens de plástico que consumiu em 2017, menos do que no ano anterior. A queda é a terceira maior da União Europeia, que também viu a reciclagem de plástico diminuir. A reciclagem de embalagens de plástico diminuiu 16,3% em 2017, o que coloca Portugal entre os países da União Europeia (UE) que mais viram a taxa cair face ao ano anterior.