Taxas aeroportuárias no Montijo ficarão 80% mais baratas do que na Portela

A ANA planeia implementar alta tecnologia na infra-estrutura do Montijo, com controlo biométrico e veículos de condução autónoma. Acordo prevê um investimento global de 1747 milhões de euros, dos quais 1326 milhões serão aplicados nos próximos anos. Dos 1326 milhões de euros previstos para a primeira fase, é o AHD o que vai receber a maior fatia com 650 milhões de euros previstos, mais 130 do que os 520 milhões previstos para o Montijo. Depois, há mais 160 milhões previstos para pagar à Força Aérea e para acessibilidades. Mais: no Plano Nacional de Investimentos 2030 está inscrita uma segunda fase da expansão do Aeroporto de Lisboa que, a partir de 2022, significará um investimento de 600 milhões de euros.

Desemprego manteve-se em 6,6% em Outubro.

A taxa de desemprego situou-se em Outubro em 6,6%, no mesmo nível do mês de Setembro, e abaixo da estimativa de 6,7% apontada pelo INE em Novembro. Em termos homólogos, o desemprego recuou em 1,8 pontos percentuais, com a taxa mais baixa observada desde Setembro de 2002. Apesar da manutenção da taxa de desemprego, o número total de desempregados registou um aumento em Outubro. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística, o aumento de desempregados foi de 0,4%, com mais 1400 indivíduos. Em Outubro, a população desempregada foi estimada em 342,4 mil pessoas.

TAP é a mais atrasada do mundo

Atrasos custaram mais 40 milhões do que em 2017. Até Setembro, foram 100 milhões “deitados fora, perdidos” com o custo dos atrasos da TAP. Problemas que a companhia aérea portuguesa pretende solucionar com as contratações de pessoal de bordo e a compra de aviões, levadas a cabo desde a privatização. Com 37 aviões a estrear já em 2019 e a contratação de 500 pilotos e mil tripulantes de cabine entre 2018 e 2019. Mas os esforços da transportadora portuguesa não resolvem tudo, se no aeroporto não se der a evolução necessária, parte dos problemas continuará. A Bloomberg revelou que a TAP é a companhia com mais atrasos do mundo, segundo o ranking da OAG (empresa que reúne informação sobre as transportadoras), com 42,4% dos voos a aterrar com pelo menos 15 minutos de atraso.

Ryanair é a pior companhia aérea pelo sexto ano consecutivo

É a pior. E pelo sexto ano consecutivo. A Ryanair, que mais pessoas transporta em toda a Europa, foi classificada como a pior companhia aérea, num total de 19 transportadoras que operam voos a partir do Reino Unido. É esse o resultado de um estudo de opinião realizado junto de 7901 passageiros pela revista de direitos do consumidor britânica Which? 70% dos inquiridos respondeu Ryanair quando questionados sobre a companhia em que não viajariam mais. Da lista de 19 companhias aéreas, as mais bem classificadas pelos passageiros que participaram no inquérito são a Aurigny Air Service, a Swiss Airlines, a Jet2, a Norwegian e a KLM. Em 11.º lugar surge a low cost EasyJet e em 15.º a britânica British Airways.

Investimento captado através dos vistos gold atinge os 838 milhões de euros no último ano

O investimento conseguido através das Autorizações de Residência para a actividade de Investimento (ARI) foi inferior, em 0,6%, face ao registado ao ano anterior. Só em Dezembro, o investimento foi superior a 94 milhões de euros, o triplo do registado no mesmo ano de 2017. Deste valor, mais de 79 milhões dizem respeito a investimento captado por via de aquisição de bens imóveis e mais de 14 milhões por transferência de capital. De acordo os dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), no ano passado foram concedidos mais de 1.400 vistos, mais 4,2% do que em 2017.

Bancos forçados a revelar créditos acima de cinco milhões de euros

Todos os bancos que receberam ajudas públicas desde 2007 serão obrigados a revelar à Assembleia da República a lista dos maiores devedores em incumprimento, isto é, aqueles a quem concederam empréstimos acima dos cinco milhões de euros e que representem pelo menos 1% dos apoios recebidos pelo Estado. Os socialistas que, até então se tinham oposto à proposta, optaram ontem por deixar passar a medida “para que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) não seja o único visado.

Bancos reduzem 19 mil milhões de crédito malparado desde os máximos de 2016

O total de crédito malparado nos bancos portugueses caiu 19,2 mil milhões de euros entre Junho de 2016, o momento em que atingiu o valor máximo, e Setembro do ano passado, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal. Esta situação deve-se, sobretudo, a uma queda de 12,2 mil milhões de euros nos empréstimos em incumprimento das empresas e 4,6 mil milhões nos de particulares. Os bancos vendem a carteira de crédito malparado para melhorar o seu balanço. Em Setembro passado o crédito malparado nos bancos portugueses representava 11,3% do crédito total, menos 0,4 pontos percentuais do que em Junho, o que se justifica com a “redução do stock de empréstimos non-performing em 1,3 mil milhões de euros”, sobretudo devido à redução do malparado nos empréstimos a particulares para compra de casa que caiu 269 milhões de euros no trimestre.

Inflação da Zona Euro trava no final de 2018

A taxa de inflação em Dezembro do ano passado na Zona Euro fixou-se nos 1,6%, de acordo com os dados divulgados pelo Eurostat. Ou seja, o nível de preços entre Dezembro de 2017 e Dezembro de 2018 aumentou 1,6%. Esta taxa de inflação no final de 2018 representa uma desaceleração face aos valores à volta de 2% que se verificaram nos últimos meses. Tal deve-se à travagem dos preços da energia que passaram de crescer cerca de 10% para 5,5% em Dezembro. Excluindo a energia, a inflação da Zona Euro em Dezembro seria de 1,1%. A desaceleração nota-se também na comida, álcool e tabaco cujos preços sobem 1,8%, menos do que os 1,9% registados em Novembro.

Taxa de inflação recua para 1% em 2018

A taxa de inflação voltou a diminuir no último mês do ano. A média de 2018 coloca a taxa de inflação em 1%, um valor inferior ao registado um ano antes. Os preços no consumidor aumentaram em Dezembro 0,7%, o que significa que a taxa de inflação diminuiu face ao mês anterior (0,9%), revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE). A contribuir para esta evolução esteve, sobretudo o segmento dos produtos energéticos que terá diminuído de 4,7% em Novembro para 1,5% em Dezembro. Ainda assim, é possível verificar que a taxa de inflação média de 2018 recuou para 1%, menos 0,4 pontos percentuais que o apurado para o ano anterior.

Produção renovável abasteceu 52% do consumo em 2018

A produção renovável abasteceu 52% do consumo nacional em 2018, repartida pela eólica e hidroeléctrica (cada uma com 23%), biomassa (5%) e fotovoltaica (1,5%), de acordo com os dados da REN — Redes Energéticas Nacionais. Por sua vez, a produção não renovável abasteceu os restantes 48%, repartida pelo gás natural (27%) e pelo carvão (21%). “O saldo de trocas com o estrangeiro foi exportador, pelo terceiro ano consecutivo, equivalendo a cerca de 5% do consumo nacional”, revelou, em comunicado, a REN. Em 2018, o consumo de energia elétrica totalizou 50,9 Terawatts-hora (TWh), mais 2,5% face ao período homólogo, enquanto o índice de produtibilidade hidroelétrica anual fixou-se em 1,05 (média histórica igual a um) e o de produtibilidade eólica se situou em um, “em linha com o regime médio”.