Covid-19 – Medidas de Apoio às Empresas

30-7-2020: Apoio extraordinário à retoma progressiva de atividade em empresas em situação de crise empresarial com redução temporária do período normal de trabalho. ler mais...

Decreto-Lei n.º 46-A/2020

Cria o apoio extraordinário à retoma progressiva de atividade em empresas em situação de crise empresarial, com redução temporária do período normal de trabalho (PNT), no âmbito do Programa de Estabilização Económica e Social, tendo em vista a manutenção de postos de trabalho.

Considera -se situação de crise empresarial aquela em que se verifique uma quebra de faturação igual ou superior a 40 %, no mês civil completo imediatamente anterior ao mês civil a que se refere o pedido inicial de apoio ou de prorrogação, face ao mês homólogo do ano anterior ou face à média mensal dos dois meses anteriores a esse período.

FISCAIS ler mais...

Pagamento fracionado do IVA e retenções na fonte de IRS/IRC de abril, maio e junho, sem necessidade de garantias:

  • empresas com volume de negócios até 10 milhões de € em 2018;
  • trabalhadores independentes;
  • empresas com diminuição de 20% do volume de negócios na média dos 3 meses anteriores;
  • Três Formas de pagamento:
    • imediato,
    • fracionado em três prestações mensais sem juros,
    • fracionado em seis prestações mensais, sendo aplicáveis juros de mora às últimas três.

IRC

  • 1º Pagamento Especial por Conta passa de 31/03 para 30/06
  • Pagamento do IRC de 2019 até 31/07
  • 1º Pagamento Por Conta passa de 31/07 para 31/08

Execuções fiscais:

  • suspensão por três meses os processos de execução na área fiscal e contributiva que estejam em curso ou que venham a ser instaurados pelas respetivas autoridades.

Adiamento de Obrigações Legais

  • Entrega da Modelo 22 até 31/07
  • Adiamento do prazo legal para a realização das Assembleias Gerais até 30/06

SEGURANÇA SOCIAL ler mais...

Contribuições para a Segurança Social devidas entre março e maio (pagas em abril, maio e junho):

empresas que tenham até 50 postos de trabalho;

empresas que tenham mais de 50 trabalhadores até 250 trabalhadores, quando registarem uma quebra de 20% no volume de negócios na média dos 3 meses anteriores;

  • reduzidas para 1/3 (um terço);
  • o valor remanescente é liquidado a partir do terceiro trimestre de 2020, nos mesmos termos aplicáveis ao IVA e às retenções na fonte;

Apoios

Acompanhamento dos filhos até 12 anos:

  • a atribuição de faltas justificadas para os trabalhadores por conta de outrem, trabalhadores independentes que tenham de ficar em casa a acompanhar os filhos até 12 anos, desde que não se possa adotar o regime de teletrabalho;
  • o apoio financeiro excecional aos trabalhadores por conta de outrem que tenham de ficar em casa a acompanhar os filhos até 12 anos, no valor de 66% da remuneração base (33% a cargo do empregador, 33% a cargo da Segurança Social);
  • O trabalhador deve apresentar uma declaração (disponível no site da Segurança Social) à entidade empregadora, que é depois responsável pelo requerimento do apoio junto da Segurança Social;
  • As faltas são justificadas, desde que não coincidam com as férias escolares.
  • Se o seu filho tiver deficiência ou doença crónica, independentemente da idade, tem direito a um apoio financeiro excecional;
  • Este apoio tem como valor mínimo 635 euros (1 RMMG). O valor máximo do apoio é de 1.905€ (3 RMMG), sendo, por isso, o valor máximo suportado pela Segurança Social de 952,5 euros (1,5 RMMG).
  • Sobre o valor do apoio são devidas contribuições e quotizações para a segurança social. O trabalhador paga a quotização de 11% do valor total do apoio. A entidade empregadora suporta 50% da contribuição que lhe cabe pelo total do apoio.
  • Este benefício apenas pode ser concedido a um dos progenitores;

Isolamento profilático:

  • Situação de isolamento profilático de 14 dias, por ordem da autoridade de saúde, no contexto do perigo de contágio pelo COVID-19, desde que não seja possível teletrabalho, é equiparado a doença para efeitos de medidas de proteção social;
  • Valor do subsídio corresponde a 100% da remuneração, sem sujeição a período de espera e suportado pela Segurança Social;
  • São também contempladas as situações de assistência a filho ou a neto (seja em isolamento profilático, seja por doença);

Lay Off Simplificado:

  • Empregadores privados ou do setor social, e trabalhadores ao seu serviço, afetados pelo surto do vírus COVID-19, que em consequência se encontrem, comprovadamente, em situação de crise empresarial:
    1. paragem total da atividade da empresa ou estabelecimento que resulte da interrupção das cadeias de abastecimento globais, da suspensão ou cancelamento de encomendas;
    2. quebra abrupta e acentuada de, pelo menos, 40 % da faturação nos últimos 60 dias face ao período homologo do ano anterior, ou, para quem tenha iniciado a atividade há menos de 12 meses, à média desse período;
  • Este regime prevê retribuição ilíquida ao trabalhador de 2/3 até um máximo de 3 RMMG (1.905€) e nunca inferior aos 635;
  • Com duração de um mês prorrogável mensalmente, após avaliação, até um máximo de 6 meses;
  • Sendo 70% assegurado pelo ISS e 30% assegurado pelo empregador;
  • Isenção das contribuições para a segurança social a cargo do empregador (incluindo da administração/gerência);
  • Lay-off simplificado com formação, que em relação ao regime de lay-off simplificado acresce uma bolsa de formação no valor de 30% x IAS (131,64€), sendo metade (65.82€) para o trabalhador e metade (65.82€) para o empregador. Tanto a bolsa como a formação serão suportadas pelo IEFP.

Concretização:

  • remeter para o Instituto da Segurança Social os seguintes documentos:
    • Declaração do empregador atestando as razões do lay off e aplicabilidade da al. a) ou b) do nº1 do art. 3º da Portaria 71-A_2020;
    • Certidão do contabilista certificado a atestar a aplicabilidade da al. a) ou b) do nº1 do art. 3º da Portaria 71-A_2020;
    • Comunicação aos trabalhadores, com indicação da duração previsível;
    • Lista dos trabalhadores com o nº da segurança social;

Poderá ser solicitada a apresentação dos seguintes documentos:

  • Balancete contabilístico referente ao mês do apoio bem como do respetivo mês homólogo;
  • Declaração de IVA referente ao mês do apoio bem como dos dois meses imediatamente anteriores, ou a declaração referente ao último trimestre de 2019 e o primeiro de 2020, conforme a requerente se encontre no regime de IVA mensal ou trimestral respetivamente, que evidenciem a intermitência ou interrupção das cadeias de abastecimento ou a suspensão ou cancelamento de encomendas; e
  • Elementos comprovativos adicionais a fixar por despacho do membro do Governo da área do trabalho e da segurança social;
  • Elementos comprovativos de situações contributiva e tributária regularizadas perante a Segurança Social e a Autoridade Tributária e Aduaneira;

IAPMEI ler mais...

O Governo anunciou «um conjunto de linhas de crédito garantidas pelo Estado e disponibilizadas através sistema bancário que se dirigem aos setores mais atingidos».

No seu conjunto, as linhas alavancam crédito para as empresas no montante de 3000 milhões de euros», essencialmente para MICRO E PEQUENAS EMPRESAS.

  • RESTAURAÇÃO E SIMILARES – 600 milhões de euros, dos quais 270 para micro e pequenas empresas;
  • No setor do TURISMO: AGÊNCIAS DE VIAGENS, EMPRESAS DE ANIMAÇÃO, ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS E SIMILARES – 200 milhões de euros, dos quais 75 para micro e pequenas empresas;
  • Ainda no setor do TURISMO: EMPREENDIMENTOS E ALOJAMENTO TURÍSTICOS – 900 milhões de euros, dos quais 300 para micro e pequenas empresas;
  • INDÚSTRIAS TÊXTIL, DE VESTUÁRIO, DE CALÇADO, EXTRATIVAS, E DA FILEIRA DA MADEIRA – 1300 milhões de euros, dos quais 400 para micro e pequenas empresas.

Todas «estas linhas terão período de carência até ao final do ano e poderão ser amortizadas em 4 anos».

IEFP ler mais...

Medidas de apoio extraordinário, temporário e transitório, para manutenção dos postos de trabalho e mitigação de situações de crise empresarial, criadas pela Portaria n.º 71-A/2020, de 15 de março, retificada pela Declaração de Retificação n.º 11-C/2020, de 16 de março, e alterada pela Portaria n.º 76-B/2020, de 18 de março.

Em breve estará disponível no site www.iefp.pt e portal iefp online, a regulamentação das medidas que são da responsabilidade direta do IEFP e a abertura das candidaturas:

  • Plano extraordinário de formação;
  • Incentivo financeiro extraordinário para apoio à normalização da atividade da empresa.

Pode consultar a seção de FAQ no site do IEFP e para mais esclarecimentos, utilize a seção de dúvidas COVID-19 no portal do IEFP.

Os serviços do IEFP continuam a trabalhar para poder dar uma resposta rápida às suas questões e necessidades, quer relacionadas com as novas medidas quer com toda a atividade de recrutamento e candidaturas às medidas de emprego. Pode contactar o IEFP por email e telefone, utilizando os contactos diretos do serviço de emprego com quem costuma articular, ou ligando para centro de contacto: 300 010 001 das 8h às 20h (dias úteis).

novo: Turismo de Portugal, I. P. ler mais...

Despacho Normativo 4/2020 25/3/2020

Cria uma linha de apoio financeiro, destinada a fazer face às necessidades de tesouraria das microempresas turísticas cuja atividade se encontra fortemente afetada pelos efeitos económicos resultantes do surto da doença COVID -19.

Linha de Apoio à Economia COVID-19

Destinado a Micro, Pequenas e Médias Empresas, certificadas pela Declaração Eletrónica do IAPMEI, bem como Small Mid Cap e Mid Cap, localizadas em território nacional, que desenvolvam atividade enquadrada na lista específica de CAE, este instrumento financeiro prevê as seguintes linhas específicas:

_ COVID-19: Apoio Empresas da Restauração e Similares

_ COVID-19: Apoio Empresas do Turismo (incluindo empreendimentos turísticos e alojamentos para turistas)

_ COVID-19: Apoio a Agências de Viagens, Animação Turística, Organizadores de Eventos e Similares

As candidaturas são apresentadas junto das instituições de crédito aderentes, até 31 de dezembro de 2020.

Para mais informação: Portal Business

Falta informação sobre atividade e impacto social das fundações portuguesas,

As 12 fundações analisadas no estudo foram a Aga Khan, Altice, Bissaya Barreto, CEBI, Cupertino de Miranda, Eugénio de Almeida, Francisco Manuel dos Santos, Gulbenkian, Manuel António da Mota, Montepio, Vasco Vieira de Almeida e Serralves. Um estudo do Centro Português de Fundações concluiu que há falta de informação sobre a atividade das fundações portuguesas e sobre o contributo e impacto destas entidades na sociedade e na economia. O estudo conclui que apenas quatro medem efetivamente o impacto que aqueles projetos têm na sociedade e só duas – a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Cupertino de Miranda – é que tiveram ‘influência comprovada nas políticas públicas.

Dívida pública da zona euro ultrapassa os 100% do PIB pela primeira vez

O rácio da dívida pública em função do PIB ultrapassou os 100% pela primeira vez para o conjunto dos países da moeda única, de acordo com a nota estatística do Eurostat referente a este indicador no primeiro trimestre de 2021. Depois de se ficar pelos 97,8% no final de 2020, a dívida pública na zona euro atingiu os 100,5% no fim do primeiro trimestre de 2021, marcando a primeira vez que a dívida conjunta dos países com a moeda única ultrapassa o seu produto. Para a UE, este indicador ficou-se nos 92,9%, depois de ter registado 90,5% na observação anterior. Portugal mantém um lugar de destaque no ranking da dívida pública nacional dentro do bloco económico europeu, com a terceira dívida em função do PIB mais elevada, representando 137,2%. A liderar a lista surge a Grécia, com 209,3%, seguida de Itália, que regista 160,0%.

Desemprego registado em Portugal recua 6% em junho

No fim do mês de Junho de 2021, estavam registados, nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 377.872 indivíduos desempregados, número que representa 66,9% de um total de 564.442 pedidos de emprego, indica o IEFP. A nível homólogo o mercado de trabalho também dá sinais de recuperação, até mais expressivas que na variação em cadeia. Face a Junho de 2020, o desemprego registado recuou 7,1% (menos 28.793). Ao contrário do número de desempregados, as ofertas de emprego registaram um aumento. Em Junho as ofertas de emprego recebidas totalizaram 16.186. Ainda assim, no final do mês ainda havia cerca de 24 mil ofertas por preencher.

Azora adquiriu por 148 milhões de euros dois hotéis de cinco estrelas no Algarve

A Azora adquiriu por 148 milhões de euros o Tivoli Marina Vilamoura e o Tivoli Carvoeiro. Os dois hotéis vão manter a ‘marca’ Tivoli por um período inicial de 20 anos, com opção de prolongamento por um período de outros dez anos, através de uma operação de compra e contrato de gestão com a Minor International (MINT), que comprou o NH Hotel Group em 2018. O Tivoli Marina Vilamoura e o Tivoli Carvoeiro vão continuar a ser operados pelo NH Hotel Group em nome da MINT. A Azora realizou a operação através do fundo Azora European Hotel & Lodging lançado em Julho de 2020.

EasyJet prevê operar no verão 60% do programa de voos que tinha antes da pandemia

A EasyJet afirmou que está confiante em operar cerca de 60% do programa de voos prévio à pandemia de covid-19 neste trimestre do verão, mais 17% do que nos três meses anteriores. A easyJet vai reforçar os serviços para 74 países da lista de viagens do Governo britânico, incluindo Espanha, Grécia, Portugal e Chipre, na sequência do anúncio do governo britânico, de que os viajantes com um calendário de vacinação completo não terão de ficar em quarentena quando regressarem ao Reino Unido. A companhia aérea britânica disse que dois terços das suas reservas de voos são procedentes da Europa.

Endividamento da economia atinge valor recorde de 757,5 mil milhões de

O endividamento da economia voltou a atingir um valor recorde no mês de Maio. Assim, a dívida das famílias, empresas e Estado cresceu quatro mil milhões de euros face ao mês anterior, para os 757,6 mil milhões de euros. Os dados foram avançados pelo Banco de Portugal que justifica a subida com os “aumentos de 2,5 mil milhões de euros do endividamento do setor público e de 1,5 mil milhões de euros do endividamento do setor privado”. Do valor final, 346,4 mil milhões de euros diziam respeito ao setor público e 411,1 mil milhões de euros ao setor privado.

Cada família gastou 1925 euros de energia em 2020

O consumo total de energia no sector doméstico foi de 4. 895.423 tep (tonelada equivalente de petróleo) em 2020, sendo que o consumo de energia nos veículos utilizados no transporte individual dos residentes no alojamento representou 45,6% do total (50,6% em 2010). O consumo global de energia por alojamento foi de 1,146 tep, incluindo o consumo nos transportes (1,501 tep em 2010), revelam os dados do INE. De acordo com os mesmos dados, a despesa global com energia por alojamento foi de 1 925 euros, incluindo a despesa com combustíveis dos transportes (1 843 euros em 2010). E refere que a eletricidade continua a ser a principal fonte de energia consumida no alojamento (46,4%; 42,6% em 2010), seguida da biomassa que representou 18,4% do total (24,2% em 2010). O consumo de Gás natural teve um peso de 12,4% (9,0% em 2010).

Défice externo diminuiu, mas turismo continua a penalizar

Nos primeiros cinco meses deste ano, o saldo conjunto das balanças corrente e de capital fixou-se em -986 milhões de euros, o que compara com -1746 milhões de euros no mesmo período de 2020, indicam os dados do Banco de Portugal. O défice externo da economia portuguesa encolheu em 43,5% nos primeiros cinco meses deste ano face a igual período de 2020. É isso que indicam os dados do Banco de Portugal (BdP) relativos à balança de pagamentos. O BdP nota que a diminuição do excedente da balança de serviços foi maioritariamente justificada pela ‘descida acentuada do saldo da rubrica de viagens e turismo, no montante de 1116 milhões de euros’. Olhando para o turismo, o BdP indica que em Maio o saldo das viagens e turismo registou um aumento de 182 milhões de euros.

Empresas ‘mãe’ com sede no estrangeiro passam a responder por créditos laborais

As sociedades mãe com sede no estrangeiro respondem pelos créditos laborais das empresas portuguesas nas quais tenham capital maioritário. Embora a lei diga o exato contrário disto – que só as ‘sociedades com sede em Portugal’ são responsabilizáveis pelos créditos – o Tribunal Constitucional acaba de declarar que esta norma é contrária à Constituição, por violar o princípio da igualdade. O acórdão dos juízes do Palácio Raton surge após três declarações de inconstitucionalidade, pelo que deixou de ser meramente indicativo e ganha agora força obrigatória.

Investimento imobiliário regista quebra de 70% no primeiro semestre

O investimento imobiliário de rendimento perfez um total de 530 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, o que representa uma queda de 70% face ao semestre homólogo do ano passado. De acordo com os dados divulgados pela consultora CBRE. Do total investido durante a primeira metade do ano, 40% (210 milhões de euros) foi canalizado para ativos de escritórios, 31% (165 milhões de euros) para imóveis residenciais de arrendamento e 14% (75 milhões de euros) para retalho. Neste sentido, aponta para um “intervalo de volume total de investimento em 2021 entre 1.700 e 2.700 milhões de euros”, estando envolvida em 90% do volume de investimento estimado para o segundo semestre.