Mulheres são detentoras de 40% da riqueza mundial

As mulheres contabilizem actualmente cerca de 40% da riqueza global total, com um crescimento considerável da participação durante o século XX, segundo revela o Global Wealth Report 2018, do Credit Suisse Research Institute. Após o aumento da riqueza entre as mulheres no final do século passado, seguiu-se, no entanto, estagnação desde o ano 2000. Embora ainda haja disparidade de riqueza entre homens e mulheres em todo o mundo – muito mais acentuada em alguns lugares do que em outros –, essa desigualdade diminuiu significativamente ao longo dos anos, e espera-se que continue assim à medida que mais mulheres tenham acesso à educação e participem do mercado de trabalho”, disse Nannette Hechler Fayd’herbe, Global Head of Investment Strategy & Research.

Não residentes compraram quase 8% dos imóveis vendidos em Portugal

Em 2017, 7,7% dos imóveis transaccionados em Portugal foram vendidos a não residentes, correspondendo a 11,5% do valor total transaccionado (7,3% e 12,5%, respectivamente, em 2016)”, refere o Instituto Nacional de Estatística (INE). As vendas de imóveis a não residentes aumentaram 19,2% em número e 22,6% em valor face a 2016, quando apresentaram subidas de 11,4% e 4,6%, respectivamente. Como tinha acontecido no ano anterior, em 2017, foram os residentes em França que mais imóveis adquiriram em Portugal, atingindo quase 20% do total, seguidos pelos habitantes no Reino Unido (16,2%). O valor médio dos prédios vendidos a estrangeiros era 160.407 euros, ou seja, quase 50% superior ao valor médio das transacções globais (107.381 euros).

Fisco ignora maioria dos 94 mil milionários portugueses

A riqueza mundial está a aumentar, mas o número de portugueses que está no clube dos milionários diminuiu de 2017 para 2018. No entanto, se analisarmos os últimos números da Autoridade Tributária (AT) sobre as declarações de IRS, que remontam a 2016, constatamos que, no escalão de rendimento acima de 250 mil euros contabilizam-se 2793 contribuintes. Até meio deste ano a riqueza mundial terá crescido 4,6%, fazendo aumentar o número total de milionários no planeta para os 42,2 milhões. O banco suíço destaca a contribuição das mulheres, que já representam 40% da produção total da riqueza mundial. Em Portugal, apenas 13 têm bens avaliados e mais de 433 milhões. Esta disparidade é replicada a nível global. Segundo o Credit Suisse os verdadeiramente ricos, com um património superior a 433 milhões de euros, são apenas 4390 em termos mundiais.

Falências milionárias valem mais de 1,5 mil milhões

Apenas sete insolvências de particulares com algum peso na sociedade deixam dívidas que superam o conjunto do passivo dos três grandes do futebol. Segundo a estatística oficial, mais de sete em cada dez casos dizem respeito a famílias. O valor das maiores insolvências de particulares conhecidas atingiu nos últimos anos mais de 1,5 mil milhões de euros. Corresponde a 0,7% do PIB previsto para este ano. Muitas confundem-se e resultam da queda de grandes grupos económicos, mas as maiores falências de particulares são de figuras praticamente desconhecidas do público.

Portugal tem 94 mil milionários

O número de milionários em Portugal registou uma descida no último ano. De acordo com um estudo do Credit Suisse sobre a riqueza global, há agora 94 mil portugueses milionários, o que representa uma descida face aos 99 mil registados no ano passado. Existem actualmente 94 mil portugueses com um património avaliado acima de um milhão de dólares (873 mil euros), segundo o Global Wealth Report, um estudo sobre a distribuição de riqueza a nível global, que vai na nona edição. Ainda assim, apenas 1,1% dos adultos portugueses conta com uma riqueza acima de um milhão. A riqueza em Portugal está agora avaliada em 1.111 mil milhões de dólares, acima dos 750 mil milhões registados uno relatório publicado em 2017 e dos 701 mil milhões um ano antes.

Segurança Social quer cobrar 3 mil milhões de euros à força

Segurança Social recuperou, em 2016, mais de 644 milhões de euros, 248 milhões dos quais de forma coerciva. O valor em dívida em condições de cobrança coerciva superou, pela primeira vez, três mil milhões de euros, em 2016, de acordo com um relatório agora divulgado pelo Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social. Os pagamentos coercivos foram, de resto, os únicos a aumentar em 2016, atingindo os 39%. Ainda assim, os pagamentos a prestações continuam a ter o maior peso nas receitas, atingindo os 48%. A conflitualidade levou à instauração de cerca de 489 mil penhoras que abrangeram valores em execução fiscal que ascendem a 6,2 mil milhões de euros.

Impostos já pagam 73% das pensões e dos gastos de funcionamento do Estado

A carga fiscal deverá descer de 25,3% para 25,1% do PIB no próximo ano. Apesar de o Orçamento do Estado (OE) para o próximo ano prever uma subida de 2,9% na cobrança de impostos directos e indirectos, certo é que o crescimento nominal da economia portuguesa permitirá descer novamente um dos mais polémicos indicadores orçamentais. Foi na última década que a carga fiscal subiu de um mínimo de 21,3% em 2009 para um máximo de 25,4% em 2015. Este indicador que mede o esforço dos contribuintes tem subido todos os anos. O maior gasto público são prestações sociais, como as pensões da segurança social e da Caixa Geral de Aposentações. o subsídio de desemprego, o rendimento social de inserção ou o abono de família.

Eurostat confirma inflação de 2,1% em Setembro

A inflação anual em Setembro subiu para 2,1%. A inflação sem as componentes mais voláteis manteve-se em 0,9%. Portugal registou uma inflação de 1,8%, abaixo da média da zona euro.
Em Portugal, a inflação anual foi de 1,8% em Setembro, um dos sete países da zona euro com uma taxa abaixo da média da zona euro. A Estónia e a Letónia são os dois países membro da moeda única com o nível de inflação mais elevado, acima de 3%. À escala da União Europeia (UE), a inflação registada em Setembro manteve-se em 2,2%, idêntica à dinâmica dos dois meses anteriores. O país da UE com o nível de inflação mais elevado é a Roménia, com uma variação perto de 5% em Setembro.

Portugal sobe quase 10 posições no “ranking” mundial de competitividade

Em 2018, Portugal subiu, no conjunto de 140 países, de 42.º para 34.º” no “ranking” mundial de competitividade. A avaliação deste ano “foi melhor do que em 2014”, tendo também a pontuação “subido de 4,57 para 4,91, atingindo assim a situação que Portugal tinha em 2005”. Foi graças a uma mudança de metodologia do WEF que ultrapassámos nove países, embora tenhamos sido ultrapassados pela Itália. Se a mesma metodologia fosse aplicada a 2017, teríamos nesse ano ficado em 33.º, tendo então caído uma posição, para 34.º, ultrapassados pelo Chile.

Portugal com taxa de risco de pobreza de 23,3%, abaixo da média da UE

Portugal apresentava em 2017 uma taxa de 23,3% de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social, acima da média da União Europeia (UE 22,5%) mas 2,7 pontos abaixo da de 2008. Face a 2008, a taxa de risco de pobreza ou exclusão social aumentou em dez Estados-membros entre 2008 e 2017, com a principal subida na Grécia (6,7 pontos percentuais, para os 34,8%), em Itália (3,4 pontos, para os 28,9%), Espanha (2,8 pontos, para os 26,6%) e Holanda (2,1 pontos, para os 17,0%). Os recuos mais significativos no mesmo período foram registados na Polónia (-11 pontos, para os 19,5%) Roménia (-8,5 pontos, para os 35,7%), Letónia (-6,0 pontos, para os 28,2%) e Bulgária (-5,9 pontos, para os 38,9%). Na UE, a taxa de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social recuou dos 23,7% em 2008 para os 22,5% em 2017.